Cuidados para pessoas idosas acamadas em casa

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Doenças graves podem incapacitar uma pessoa, ligando-a para sempre à cama. A qualidade de vida e as chances de recuperação dependem em grande parte do cuidado que a pessoa recebe.

Carlos Henrique Rodrigues Castro (*)


Muitas doenças crônicas forçam algumas pessoas a aderirem ao repouso no leito por muito tempo. Além disso, doenças graves podem incapacitar uma pessoa, ligando-a para sempre à cama. A qualidade de vida dela e suas chances de recuperação dependem em grande parte do cuidado que recebe. A prevenção do congestionamento dos pulmões refere-se às principais tarefas de cuidado às pessoas acamadas. Além disso, cuidar de uma pessoa acamada previne a ocorrência de úlceras de pressão, atrofia muscular e garante a conformidade com os padrões sanitários e higiênicos.

Confinados à cama por doença ou por idade avançada e fragilizada, as pessoas geralmente são privadas da oportunidade de se lavar, escovar os dentes ou tomar banho. Portanto, os cuidadores devem cuidar da limpeza do corpo dessas pessoas e para fazer isso é preciso de alguns acessórios.

Dicas de cuidados com a pele para pacientes sem ação

Os procedimentos higiênicos devem ser realizados diariamente. Se a pessoa controlar suas ações e puder sentar-se, peça-lhe para lavar o rosto e escovar os dentes sem sair da cama. Use qualquer recipiente adequado que você possa colocar nos joelhos da mesma.

Se a pessoa não se sentar, use uma toalha embebida em água morna para lavar. Banhos semanais no banheiro e um banho diário são a maneira perfeita de cuidar da pele dela. Para procedimentos de segurança máxima, instale barras especiais fixadas na parede. Os chuveiros de mão e boas cortinas também podem ajudar.

No entanto, em alguns casos, tais procedimentos são contraindicados ou impossíveis de realizar. Em tais situações, use uma toalha embebida em água morna para limpar a pele da pessoa, seja de suor ou outros contaminantes.

Lave a cabeça dela pelo menos uma vez por semana. Para fazer isso, use um banho inflável especial. Com a sua ajuda, você pode facilmente lavar a cabeça de uma pessoa com cabelos longos, sem qualquer inconveniente.

Prevenção de úlceras

Escaras, conhecidas como úlceras por pressão, são necrose da pele e tecidos moles. Eles se desenvolvem devido a distúrbios circulatórios nas áreas do corpo que estão constantemente em contato com a cama. As escaras complicam significativamente o cuidado da pessoa, causando-lhe sofrimento. É também uma ameaça para a vida dela devido ao risco de infecção.

Lembre-se, úlceras de pressão são mais fáceis de prevenir do que curar. Garantir a pureza da pele é um pré-requisito para uma prevenção eficaz da sua aparência.

Estas recomendações ajudarão você a reduzir o risco de escaras numa pessoa reclinada a zero:

  • Mude regularmente a roupa de cama da cama da pessoa acamada. Faça isso pelo menos uma vez por semana.
  • Certifique-se de que o lençol em que a pessoa está deitada não tenha costuras e rugas. Use lençóis com elástico, que são colocados no colchão.
  • Mude a posição da pessoa acamada na cama a cada 2-3 horas. A pessoa deve deitar-se de lado, costas e estômago. Se ela estiver desconfortável deitada de bruços, vire-a apenas de lado e de costas. Além disso, a posição no abdômen não é adequada para pessoas acamadas que estão em estado inconsciente.
  • Esfregue o corpo da pessoa com espírito de cânfora várias vezes por semana. Esfregar melhora a circulação sanguínea. O espírito de cânfora desinfeta a pele, evitando que ela se infecte. Também tem um efeito desodorante.
  • Certifique-se de que a pele da pessoa esteja sempre seca. Use fraldas se ela não controlar micção e defecação. Altere-os regularmente.
  • Se possível, compre um colchão anti-decúbito com um compressor. Seu uso reduz significativamente a probabilidade de distúrbios circulatórios na pele.

Se você não conseguiu evitar escaras, entre em contato com seu médico imediatamente. Isso deve ser feito já no primeiro estágio do desenvolvimento da doença, que se caracteriza por uma vermelhidão constante no local da lesão que não passa após a fricção.

(*) Carlos Henrique Rodrigues Castro – Médico Estágio em Geriatria (OSID) Ipiaú-BA. Mestrando em Psicogerontologia pela Faculdade Educatie-SP. Coordenador Pedagógico e Docente da Faculdade Unyleya. E-mail: [email protected]

Foto destaque de Alex Green/Pexels


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