Todos vão precisar de um robô na velhice?

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Parece cena extraída da ficção, mas é cada vez maior o número de notícias relacionando a robótica ao envelhecimento. Comentamos no final do ano passado, no Portal, o filme Frank e o Robô, em Filmografia. A película, passada em um futuro proximo, trata justamente da questão dos cuidados na velhice. No caso, o casal de filhos do protagonista (Frank Langella), preocupados com o fato do pai não conseguir mais viver sozinho pelo início de uma demência, ao invés de colocá-lo em uma instituição de longa permanência, compram um robô cuidador, que anda, fala e é programado especialmente para ajudar no desenvolvimento da saúde mental e física do pai.

 

 

todos-vao-precisar-de-um-robo-na-velhiceUm robô com essas características começa a ser objeto de desejo de muita gente. Afinal, nessa complexa relação família, idoso e cuidador, muitas vezes, senão na maioria, muito complicada, especialmente porque a família entende o professional cuidador como um serviçal doméstico e, por outro lado, este, despreparado, não sabe ser professional em um espaço privado, a chegada de robôs seria uma grande solução, afinal, eles não faltam, não perdem a paciência, não discutem relação, não acumulam ressentimentos, não cobram atitudes segundo seus próprios valores morais e éticos, não abandonam o idoso sem mais nem menos. Eles simplesmente cuidam, sem pedir nada em troca, e podem trabalhar ininterruptamente, sem necessidade de turnos.

Se hoje já somos totalmente dependentes de celulares, computadores, não falta muito para também sermos de robôs…

Perguntado sobre os motivos que o levaram a criar o robô, o engenheiro luso-britânico Antonio Espingardeiro, foi bem categórico: “O mundo está envelhecendo. Quando faltar mão de obra especializada para cuidar dos idosos, vamos precisar complementar o cuidado humano com tecnologia. Confirmei isso visitando casas de repouso durante um ano: há muitas situações em que Robôs de Assistência Social (a sigla em inglês é SAR) podem melhorar a qualidade de vida.”

Funções do robô

Assim como na ficção, o protótipo de Antonio Espingardeiro, já comentado pelo Portal no ano passado, teria como funções: permitir a comunicação com o idoso, via áudio e vídeo, tornando possível a realização de exames periódicos a distância e checar se o idoso está tomando seus remédios na hora certa; lembrar o idoso de seus compromissos; monitorar o padrão de caminhada, incentivar exercícios físicos, entreter com piadas, canções, jogos que reduzem o risco da degeneração cerebral, além de fazer companhia, é claro.

O protótipo do engenheiro já foi destaque no Portal, no ano passado, quando divulgamos uma matéria que dizia que a Universidade de Salford, no Reino Unido, havia criado um robô cuidador (CareBot) voltado para auxiliar pessoas da terceira idade.

Com a criação, os cientistas esperam melhorar a qualidade de vida de quem mora em casas de repouso ou sozinhos.

E você, se pudesse teria um?

Trailers: Disponível Aqui

PORTAL DO ENVELHECIMENTO. Frank e o Robô. Disponível Aqui. Acesso em 25/01/2014.

PORTAL DO ENVELHECIMENTO. Frank e o Robô. Disponível em: Robô cuidador de idosos e… Acesso em 25/01/2014.

URBIM, Emiliano. Engenheiro cria robô para auxiliar idosos. Disponível Aqui. Acesso em 25/01/2014

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Redação Portal do Envelhecimento

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