Se a Anvisa aprovar, vacinação em SP será gratuita e começará em 25 de janeiro

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A vacina CoronaVac está na fase 3 de testes e precisa da aprovação da Anvisa para dar início ao Plano Estadual de Imunização, terminando no dia 28 de março.


O dia 25 de janeiro, data em que se comemora o aniversário da cidade de São Paulo, poderá ficar registrado na história como o dia em que a vacinação contra o novo coronavírus começou no país. Tudo depende da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A vacina CoronaVac está na fase 3 de testes, mas o governo do Estado acredita que até lá todos os trâmites legais já tenham sido superados e o imunizante possa ser aplicado na população paulista. A CoronaVac é a vacina desenvolvida e testada pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan. Quatro vacinas contra a Covid-19 estão em teste no Brasil, mas nenhuma foi registrada oficialmente pela Anvisa.

Trabalhadores da área da saúde, indígenas, quilombolas e idosos serão os primeiros a receber a vacina, na primeira fase do Plano Estadual de Imunização, porque eles. “A escolha do público-alvo levou em conta a incidência de óbitos, um total de 77% das mortes por covid foi concentrado nas pessoas acima de 60 anos”, afirmou Doria durante anúncio da campanha no dia 7/12. Cada pessoa terá de tomar duas doses dentro do calendário previsto (veja abaixo).

Estudos da Fase 1 e 2 com mais de 50 mil voluntários demostraram que 94,7% não tiveram nenhum evento adverso e 99,7% dos eventos adversos observados foram de baixa gravidade, como dor no local e dor de cabeça. A Coronavac é a vacina em testes mais segura, produz anticorpos contra o coronavírus em 97% dos casos, assinalou o governador durante o anúncio da vacinação.

China, Indonésia e Turquia também vão utilizar a CoronaVac. Destes países apenas a China já começou a vacinar a população.

O governo de São Paulo já firmou um acordo para ter 46 milhões de doses do imunizante —o que é suficiente para vacinar 23 milhões de pessoas, já que são necessárias duas doses. Foi anunciado que o governo paulista oferecerá 4 milhões de doses a outros estados —quantidade suficiente para vacinar 2 milhões de pessoas, já que serão necessárias duas doses por pessoa. Ele, porém, não revelou quais governadores solicitaram a vacina a seus estados —citou apenas 2 prefeitos.

A primeira fase da vacinação deve contar com 18 milhões de doses (ou seja, para 9 milhões de pessoas. O tempo previsto entre a primeira e a segunda dose é de 21 dias.

O Plano Estadual de imunização anunciado prevê a implantação de estratégias especiais de vacinação, incluindo farmácias, quartéis, escolas, terminais de ônibus e sistema especial de vacinação em forma de drive thru. Serão 54 mil agentes de saúde e 25 mil agentes de segurança, enquanto perdurar o período de vacinação. O governo conta com o funcionamento de 25 postos estratégicos de armazenamento da vacina, 30 caminhões refrigerados e 5.200 câmaras de refrigeração.

O horário de vacinação será: de segunda a sexta-feira: das 7h às 22h e sábados, domingos e feriados: das 7h às 17h.

 Vacinação

Locais
• Serão 5.200 postos de vacinação já existentes nos 645 municípios do Estado de São Paulo.
• Ampliação para até 10.000 locais de vacinação com a possível utilização de escolas, quartéis da PM, estações de Trem e terminais de ônibus, farmácias e sistema drive-thru

Horários
• De Segunda a Sexta das 7h às 22h*
• Sábado, Domingo e Feriados das 7h às 17h*

Logística e recursos humanos

Foto destaque de Thirdman no Pexels. Gráficos: divulgação


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