Santos vive a terceira idade, diz Suely Morgado

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Suely Morgado, presidente da Comissão Especial de Vereadores, voltada à Terceida Idade Santista, vereadora há 9 anos na cidade de Santos/SP, seu trabalho prioriza a saúde, satisfação e o bem-estar da população na maior idade. Atuante educadora, vigilante na defesa dos direitos humanos, seus projetos, na comunidade Santista, são voltados a dois segmentos da sociedade, infância e terceira idade.

Denise Barros

 

Suely Morgado adotou, de corpo e alma, a causa do idoso, fiscalizando o cumprimento do estatuto, participando de Organizações e Associações voltadas ao atendimento da maior
idade e, principalmente, desenvolvendo e implantando propostas que visam a melhoria da qualidade de vida bio-psico-social dos idosos em Santos, hoje, mais de 66.000, representando 15,8% da população; a partir de um fato vivenciado:

“Uma pequena família, somente Pai e Filho. Moravam juntos. Pai aposentado, Filho trabalhando em busca da realização pessoal e profissional. Certo dia, Filho comunica que ficará 30 dias fora do país e que será melhor o Pai hospedar-se em uma casa para idosos, durante esse mês. Assim, Pai e Filho arrumam suas malas e partem aos seus destinos. Pai habilidoso, artista nato, logo se integra à Casa para Idosos. Tocando seu violão e cantando, ele encanta a todos. Partilhando seu conhecimento, ele motiva e oferece à nova família momentos criativos, felizes e de lazer… coral, dança, teatro, ensaios. Os dias passam…. Pai é ativo e dedicado hóspede, colaborando e participando das atividades da Casa. Mas os dias passam… Filho não manda notícias. Pai começa a perder a alegria, a vontade de tocar e cantar. Participa pouco, passa horas pensativo…. seu ânimo é fraco, seu sorriso é tímido. E os dias passam… Filho nunca mandou notícias e não retornou. Pai emudeceu… silenciou seu violão… desvaneceu sua alegria… Hoje, somente um olhar triste e fixo no horizonte… perdido. A saudade e a dor pelo abandono calaram a vida desse Pai.”

Este relato é de um acontecimento real.

Qual é a atuação da Comissão Especial de Vereadores (CEV), da qual a senhora é Presidente?
A CEV é uma comissão que atua como agente fiscalizador das atividades/atendimento ao Idoso, na cidade, no cumprimento do Estatuto, na área social, cultural e dos programas já implantados.
A CEV desenvolve e implementa propostas que contemplem a maior idade, tanto na melhoria da qualidade de vida como ao envelhecimento saudável da população.

Quando e como a CEV exerce suas atividades?

A comissão se reúne toda última quarta-feira, de cada mês. São convidados às reuniões as Associações/Conselhos referentes à causa e os interessados em participar. A partir de um tema previamente estabelecido é feita a Palestra, e então, abre-se a discussão coletiva, analisa-se e finaliza-se através de uma Proposta que é encaminhada ao Legislativo/Executivo. Os temas abrangem todas as atividades pertinentes à maior idade, como, atendimento social/cultural, manifestações artísticas e a integração e inclusão participativa do Idoso na sociedade. A partir do mês de Agosto, a reunião da CEV poderá ser itinerante, oferecendo acesso à todos nas diversas regiões da cidade.

Quais outros programas que a cidade de Santos oferece à terceira idade?

O executivo contempla a população santista com atividades exemplares, em que se valoriza o homem como ser experiente, produtivo, principalmente ativo, e prevenindo o isolamento social. Dentre os projetos, citamos: “Vovô Sabe-tudo” – Trabalho subsidiado. Professores senhores ensinam jovens carentes, por meio de oficinas. “Vovonauta” – inclusão digital para a terceira idade.
“Repúblicas” – Casa partilhada, gerida pelos próprios moradores. “Centro de Convivência” – a cidade possui 3 centros, nos quais são desenvolvidas atividades artísticas, cursos, palestras e encontros. “Esportes” – Ginásticas preventivas, adaptadas e terapêuticas. Natação, hidroginástica. Dança, caminhada e vôlei, dentre outros.

Como vereadora, quais são suas novas propostas, para a Terceira idade?

1 – Selo de qualidade “amigo do idoso”. Destina-se a avaliar a qualidade dos serviços prestados pelas entidades que atendem idosos (asilar e não asilar), ou seja, uma comissão formada por especialistas, avalia as condições de segurança, higiene e saúde, bem como o desenvolvimento de atividades físicas, recreativas, culturais e associativas. O Selo “Amigo do Idoso” é a lei n.2026/2002, porém necessita adaptações visando sua efetiva viabilização. Nossa proposta
oferece praticidade e agilidade à sua execução.

2 – Casa de convalescença ou recuperação. Uma Casa Solidária para tratamento pós hospitalização ou alta hospitalar, e pré disposição do paciente ao retorno à sua vida autônoma e atividades cotidianas. Ou seja, muitos idosos vivem sozinhos em suas casas, assim, necessitam de cuidados e amparo quando deixam o hospital, até o pleno restabelecimento. Uma “família” transitória. Esta proposta, já possui verbas específicas para sua implantação necessitando apenas de convênios municipais para sua execução, como local e mão de obra.

Finalizando, deixe-nos sua mensagem pessoal

Caminhamos, todos, à maior idade. Necessitamos, então, refletir, descobrir e propiciar novas formas de expressão e de participação que permitam o envelhecimento ativo, produtivo e principalmente, incluído nas propostas de modernização da sociedade. A comunicação intergeracional é essencial, visando o entendimento e encorajando a solidariedade, tanto no ambiente familiar como social. Repensar é preciso, com o olhar voltado ao “horizonte idoso”;
temos um longo caminho a percorrer, muito o que aprender e tanto, ainda, por fazer. Mãos à obra!!!

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