Quando a Morte se Aproxima…e seus Sintomas

De todas as ameaças que enfrentamos pela vida, a morte parece representar o maior e mais temido dos males. Difícil saber o que é pior, se a morte lenta, aquela da agonia prolongada e dolorosa ou a morte que acomete o indivíduo em sono profundo ou o golpeia inesperadamente. Todas elas carregam o sofrimento, tanto do paciente quanto dos familiares e amigos.

 

 

A matéria “Un familiar está a punto de morir. ¿Cuáles son los síntomas de la agonía?”, de Clara Bassi (veja link abaixo) relaciona alguns destes síntomas. Segundo ela, algunos, como el dolor y la sensación de ahogo, aterrorizan a los pacientes, mientras que otros, como los estertores, angustian mucho a su entorno cercano.” Bassi ouviu ainda especialistas em cuidados paliativos, a fim de que explicassem para os leitores quais são todos esses síntomas, comuns na fase da agonia da terminalidade da vida, e como se pode controlar para evitar esse sofrimento.

Entender os sintomas, o que, de fato, acontece com o paciente é da máxima importância. Na maioria das vezes, os familiares se sentem perdidos com a “tecnicidade” médica, não compreendem aquilo que faz o paciente sofrer. Perguntam: de onde vem as dores, isso é novo – nunca aconteceu, que sensação estranha é essa de afogamento, os gemidos…tudo se transforma num pesadelo. Diante disso é fundamental que a equipe médica explique aos familiares e ao paciente as fases da doença, seus percalços e seus respectivos sintomas e de que maneira o tratamento será conduzido para abreviar o sofrimento.

Ferran Massanés Torán, médico consultor do Serviço de Medicina Interna da Unidade de Geriatria do Hospital Clínic, de Barcelona explica: “La agonía de una enfermedad terminal es una fase muy recortada en el tiempo, en la que se habla de últimos días o situación de últimos días. Es una situación muy fácil de detectar clínicamente porque, cuando un paciente se está muriendo, hay unos síntomas muy prevalentes en esta etapa final. Aunque dependen del tipo de enfermedad, se manifiestan muchas veces”.

Segundo o especialista a agonia dura de dois a três días: “Se puede alargar hasta un máximo de cinco días”.

E esses dois, três ou até cinco dias, parecem eternos para os familiares, cheios de esperança, até o último e derradeiro instante.

Sintomas que provocam medo antes da morte: a dor e a sensação de afogamento

A reportagem explica que os principais sintomas das pessoas que estão a beira da morte são a alteração do estado de consciência (apesar de muitos conservarem a lucidez até o final), a sensação de afogamento, a dor, alterações alimentares, psicológicas, respiratórias e os quadros de confusão mental.

Massanés esclarece: “Los dos síntomas que dan más miedo a los pacientes son llegar a padecer un dolor insoportable y la sensación de ahogo; les aterrorizan, y es razonable. Pero podemos evitarlo. Para paliar el dolor, hay derivados de la morfina -narcóticos-, aunque no se debe confundir el uso de estos fármacos con la eutanasia. Sedación y eutanasia no son sinónimos. La medicación se administra en dosis suficientes para frenar la sintomatología, pero no para avanzar la muerte. Las dosis estándar de la sedación no lo consiguen”.

Para o especialista, a decisão de sedar um paciente sempre é fruto de um consenso, principalmente quando os síntomas persistem, mesmo com o uso de medicamentos: “Es muy importante conocer el deseo del paciente y la opinión de los familiares. Debe quedar claro que el objetivo del equipo de Paliativos, cuando no se pueden controlar los síntomas, siempre es la sedación y no la eutanasia. Nuestro objetivo al final de la vida es evitar el sufrimiento innecesario, combatiendo los síntomas con un tratamiento más fuerte”.

Sintomas que procupam a família: os gemidos e o declínio cognitivo

O declínio cognitivo e a perda da consciência funcionam como um tipo de defesa do doente para livrar-se da agonia. Os especialistas dizem que não é preciso tratar, ainda que tal situação angustie a família. Eles dizem que isto ocorre porque os pacientes tem uma espécie de “falha no cérebro” que provoca delírios e os faz oscilar entre um estado de agitação e outro de descanso.

Julio Gómez, médico del equipo de Cuidados Paliativos a Domicilio del Hospital San Juan de Dios, de Santurce (Bizkaia), y autor del libro ‘Cuidar siempre es posible’ (Plataforma editorial) coloca outra questão: “También pueden mostrar una expresión exagerada de dolor, lo que no significa que sean conscientes de ese sufrimiento. De la misma forma que el cerebro inmaduro de un niño es incapaz de modular su respuesta y el niño llora inconsolable y con la misma intensidad para todo, tanto si se ha hecho daño como si reclama las caricias de sus padres.

Outro sintoma que preocupa a família são os gemidos ou ruídos respiratórios produzidos na fase final, considerados muito intensos. Isto ocorre pelo acúmulo de secreções nos pulmões. Massanés afirma: “La familia debe tranquilizarse, porque habitualmente el paciente no sufre en esta fase final. Es posible, incluso, que haya padecido más en las fases de la enfermedad previas a la agonía. Con medicación, se pueden disminuir las secreciones respiratorias. Pero tan importante es tratar estos síntomas como explicar a la familia lo que representan”.

Carregamos tantas dores neste trilhar da vida, não terá sido suficiente? Esta é uma pergunta que persiste naqueles que acompanham todo processo da doença: de um início em que tudo parece possível, passando pelas profundas marcas que a dor provoca até os dias finais. Aceitar a própria morte, talvez até num aprendizado resignado, é possível e visto em muitos pacientes no auge da agonia. Mas ver os nossos queridos indo aos poucos, escorrendo das nossas mãos parece demais. A dor de quem fica e vive o luto do vazio é o maior dos castigos e a pior das experiências. Quais seriam os cuidados paliativos para tamanho mal?

Referências

BASSI, C. (2012). Cuando la muerte está cerca: los síntomas de la agonía. Disponível Aqui. Acesso em 14/03/2012.

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Redação Portal do Envelhecimento

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