Qual o sentimento das pessoas durante esta pandemia?

Tempo de Leitura: 2 minutos

Quais emoções e sentimentos têm se manifestado nas pessoas nestes tempos de pandemia? O que as pessoas têm feito em relação a isto?

Patricia Yamakawa Yoshioka (*)


Coincidência ou não, a pandemia começou em abril, no meio da minha formação em coaching psicodinâmico, e em uma das aulas estudamos Freud e a sequência emocional. Fiquei curiosa para entender quais as emoções e sentimentos que este momento único da pandemia tem se manifestado nas pessoas e, mais ainda, o que elas têm feito em relação a isto. Coloquei as perguntas em um formulário online e pedi para a minha professora – que também é psicanalista – dar uma olhada. Incentivei o meu grupo de amigos, que gentilmente enviou para os seus grupos de WhatsApp e, assim, as respostas foram chegando.

Nessa pesquisa que chamo de experimento social, que começou por simples curiosidade e sem um rigor científico como manda a academia, acabei obtendo 128 respostas de pessoas que gentilmente responderam em apenas uma semana. Desse total, 78,4% foram respondidas por mulheres, e 28,9% entre 31-40 anos.

E fiquei feliz em saber que as pessoas estão em um momento de aceitação, foi o sentimento mais citado (17,5%), mas quase empatado temos os sentimentos de medo, tristeza e amor. 

O que eu pude perceber é que apesar do medo da doença, tristeza por ter perdido um familiar, também tem despertado um grande amor, especialmente humanitário, social. 

Muitas pessoas relataram que estão mais preocupadas com o outro, que fizeram doações, que ajudaram um vizinho, e por aí vai, que estão reconectando a este amor ao próximo.

Ouvi também relatos de transformação, de pessoas que estão repensando suas vidas, principalmente na área da saúde, tanto física quanto mental. Pessoas começaram a meditar, a praticar uma atividade física (aprendendo no Youtube por exemplo).

Assista o vídeo em que consta o resultado do experimento social

Pessoas se permitiram aprender algo novo, se aventuraram em compras pela internet, fizeram Facetime com os netos pela primeira vez, e muitas e muitas histórias assim.

No final, observo que o ser humano, mesmo em situações difíceis, consegue encontrar uma forma de ser melhor, evoluir. É só se permitir.

(*)Patricia Yamakawa Yoshioka – Formada em Farmácia e Bioquímica pela USP, MBA em Marketing pela FGV. Trabalha como publicitária no ramo financeiro. Atualmente muito entusiasmada sobre o assunto envelhecimento. E-mail: patricia.yama@gmail.com

Foto destaque: Cottonbro/Pexels


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