Projeto habitacional comunitário avança na Argentina

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É chamado de “Senior Cohousing” e é desenvolvido sem fins lucrativos. Procura construir uma casa sustentável para pessoas a partir de 50 anos. Será o primeiro do gênero na Argentina e ficará a cargo do arquiteto Mario Benedetti.


Com o objetivo de fornecer um lar sustentável, para que pessoas com mais de 50 anos possam viver essa etapa comodamente e em companhia, um projeto de habitação comunitária avança em Mar del Plata. A iniciativa, chamada Senior Cohousing, não tem fins lucrativos e está a cargo do engenheiro Mario Benedetti, 74 anos. O termo ” Cohousing” é conhecido internacionalmente e é usado com sucesso em países da Europa e Estados Unidos. Na América Latina não, região onde há poucas experiências de moradias com essa modalidade.

Em entrevista à imprensa local, Benedetti, que tem consciência que começou a envelhecer desde que nasceu, comentou que a ideia básica do projeto é que pessoas entre 50 e 75 anos de idade ou mais cheguem a um estágio da vida que, mesmo com problemas muito comuns nessa etapa da vida, desejam envelhecer em sua própria casa e entre amigos. Portanto, o projeto visa formar uma comunidade dessas pessoas, que querem viver entre elas.

Hoje ele tem consciência que deveria ter feito isso muito antes. Sabe também que a variedade etária é fundamental, por isso o projeto é dirigido para pessoas acima dos 50 anos. Mas sabe que este projeto não é para aqueles que estão hoje em seus 50 anos e no meio da criação de seus filhos. O pilar básico do projeto é a formação de uma cooperativa de pessoas que queiram ter essa vida mais comunitária em sua velhice. Segundo o engenheiro, o projeto conta com a construção de 40 casas que têm uma área comum para coisas adicionais à vida privada de todos os dias, as casas são armadas levando em consideração a idade dos habitantes com um grau de independência absoluta, enquanto nas áreas comuns compartilham oficinas e atividades.

A constituição da cooperativa é fundamental, pois implica em que um grupo de pessoas se propõe a construir uma casa e, para isso, tem que gastar dinheiro para comprar a terra e, em seguida, fazer um projeto comum, trabalhar em colaboração, em que cada um contribui com o que pode contribuir.  Benedetti diz que um projeto desse tipo não existe ainda em seu país, e o primeiro a ser construído é em Mar del Plata (Argentina) e será autossustentável e ecológico, com geração própria de eletricidade, sistema de tratamento, pomar…

Há dois anos publicamos uma matéria a respeito no Portal do Envelhecimento, intitulada “Co-Lares (cohousing), arquitetura para a longevidade”, escrito pela arquiteta e urbanista Lilian Avivia Lubochinski. Na ocasião ela esclareceu que o primeiro cohousing, agregando 27 famílias, foi fundado em 1972, em Copenhagen, na Dinamarca. O arquiteto Jan Gudmand-Hoyer é reconhecido como idealizador deste movimento, mas o impulso inicial se deve ao debate levantado pela psicóloga Bodil Graee. Atualmente, cerca de 1% da população da Dinamarca vive em cohousing (cerca de 50 mil pessoas). Para a arquiteta brasileira, cohousing é, fisicamente, um conjunto de moradias autônomas e próximas, espaços de uso comum, tendo sempre uma cozinha e um ambiente para refeições coletivas que são ofertadas algumas vezes por semana e seu preparo é rodiziado dentre os membros (conforme decide a comunidade).


Como os idosos residentes em instituições de longa permanência poderão usufruir de uma velhice ativa e com qualidade a partir de serviços individualizados que respeitem a personalidade, privacidade, modos de vida diversificados e dando-lhes a oportunidade de encontrar desejos e necessidades ocupacionais ímpares diante de uma rotina institucional necessária?

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