Portugal aprova Plano Nacional para as Demências

Plano define os princípios a que devem obedecer os cuidados a pessoas com demências: ética, proximidade, acessibilidade, equidade e continuidade.

 

A Estratégia da Saúde na Área das Demências, por parte do Ministério da Saúde, recém aprovada em Portugal, define os princípios que devem orientar os cuidados:

os princípios a que devem obedecer os cuidados a pessoas com demência, os critérios a utilizar na intervenção preventiva, as medidas a adotar relativamente à detecção precoce, as medidas de acesso ao diagnóstico médico bem como ao diagnóstico compreensivo, e o escalonamento das respostas terapêuticas nos três níveis de cuidados de saúde, clarificando-se um percurso de cuidados para as pessoas com demência, assente nos princípios da ética, proximidade, acessibilidade, equidade e continuidade”.

Para José Carreira, presidente da Alzheimer Portugal, “a publicação deste despacho é uma vitória para a Associação, que desde o início se empenhou na urgência da criação de um Plano Nacional para as Demências, seguindo o exemplo da maioria dos países europeus que assinalam a demência como uma prioridade de saúde pública”.

O Despacho n.º 5988/2018 – que aprova a Estratégia da Saúde na Área das Demências e determina a constituição e a composição da Coordenação do Plano Nacional da Saúde para as Demências – salienta a importância de “desenvolver uma estratégia que promova uma maior colaboração e coordenação intersectorial, o diagnóstico atempado e correto, bem como o acesso a tratamentos, farmacológicos e não farmacológicos, mediante o reforço do papel dos cuidados de saúde primários e da colaboração destes com os cuidados hospitalares, os cuidados continuados integrados e os cuidados paliativos, e a continuidade dos cuidados na comunidade e o apoio às famílias”.

Importa ainda, no âmbito da referida Estratégia, implementar medidas tendentes a desenvolver a consciencialização pública em termos de saúde para o problema das demências, promover a literacia dos cidadãos em geral, a formação dos profissionais de saúde, o acesso a novas tecnologias e a investigação”, é salientado neste despacho.

No entanto, José Carreira sublinha que “ainda falta a articulação desta estratégia com o Ministério Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, de modo a que se criem os apoios necessários à melhoria das condições de vida das pessoas com demência, bem como dos seus cuidadores”.

A Alzheimer Portugal foi um parceiro ativo na concepção dos documentos que deram origem ao despacho publicado no Diário da República, e estará representada na Coordenação do Plano Nacional da Saúde para as Demências por Catarina Alvarez e Maria do Rosário Zincke dos Reis. Este grupo de trabalho será responsável pelo acompanhamento da elaboração de Planos Regionais para as Demências, que ficará a cargo das Administrações Regionais de Saúde, que no espaço de um ano terão de desenvolver medidas adaptadas às especificidades da região em que atuam, e articuladas com o Plano Nacional de Saúde e o Plano Nacional de Saúde Mental.

Fonte: Associação Portuguesa de Familiares e Amigos dos Doentes de Alzheimer

 

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Redação Portal do Envelhecimento

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