Pesquisa traz novidades para a compreensão do Alzheimer

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Os cientistas apontam como novidade a influência da proteína tau em processos degenerativos da Doença de Alzheimer.


Alzheimer é uma doença que causa deterioração cognitiva. No Brasil, mais de 1 milhão de pessoas vivem com alguma forma de demência. Em todo o mundo, ao menos 44 milhões de pessoas vivem com demência, tornando a doença uma crise global de saúde. A doença de Alzheimer é o tipo de demência mais comum e também é um termo geral usado para descrever as condições que ocorrem quando o cérebro não mais consegue funcionar corretamente. O Alzheimer causa problemas na memória, pensamento e comportamento. Nos estágios iniciais, os sintomas de demência podem ser mínimos, mas pioram conforme a doença causa mais danos ao cérebro. A taxa de progresso da doença é variável conforme a pessoa.

Apesar de não haver atualmente tratamentos que impeçam o progresso da doença de Alzheimer, há medicamentos para tratar os sintomas de demência. Nas últimas três décadas, as pesquisas sobre demência proporcionaram uma compreensão muito mais profunda sobre como o Alzheimer afeta o cérebro. Hoje em dia, os pesquisadores continuam a buscar tratamentos mais eficientes e a cura, além de formas para impedir o Alzheimer e melhorar a saúde cerebral. É o caso de um estudo recente, realizado por cientistas britânicos, que aponta as causas da patologia, por meio da análise comportamental de proteínas degenerativas como a tau e a beta-amiloide.

O professor Orestes Vicente Forlenza, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), em entrevista ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição, explicou as novidades que esse estudo traz para a compreensão do Alzheimer.

Diferentemente do que se pensava, “a proteína tau tem uma evolução por si só, ou seja, a partir de um estímulo inicial que possivelmente tenha relação com o acúmulo de amiloide. A própria tau acaba sendo capaz de catalisar e estimular o seu próprio desenvolvimento patológico”, afirma.

“Esse estudo talvez reforce a hipótese de que você consegue impedir o acúmulo de amiloide muito cedo, muito antes dos sintomas. Mas, a partir de um certo ponto, você tem que realmente proteger as células nervosas desse acúmulo de proteína tau”, completa o professor.

Forlenza também destaca que isso pode levar o tratamento de Alzheimer para outra direção, que vá além de focar nas drogas antiamiloide. “Talvez não baste usar uma droga antiamiloide se você não usar também uma droga que modifique e que impeça essa progressão do processo patogênico dependente do aumento de proteína tau anormal no cérebro”, ressalta.

Um diagnóstico de Alzheimer muda a vida da pessoa com a doença, além da vida de seus familiares e amigos, mas atualmente há informações e suporte disponíveis. Ninguém precisa enfrentar a doença de Alzheimer ou qualquer outra demência sozinho.

Nota
Informações obtidas no Jornal da USP no Ar, https://jornal.usp.br/?p=474201,  publicado em 25/11/2021 e no site alz.org/Brasil.

Foto destaque de Moe Magners/Pexels

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Redação Portal do Envelhecimento

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