Olivier-Hugues Terreault, o palhaço terapêutico em “Uma Bela Visita”

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Entrevistamos Olivier-Hugues Terreault, canadense, empreendedor social, palhaço terapêutico, formador, autor, palestrante e professor de meditação budista. É fundador do Teatro do Sopro com foco em Instituições de Longa Permanência para Idosos a partir de Intervenções de palhaços terapêuticos adaptados a idosos com demência. Prática que pode ajudar governos, famílias e profissionais de saúde a se preparar para a mudança demográfica, melhorando a qualidade de vida e as relações do idoso, e das pessoas com demência.

Beltrina Côrte

 

olivier-hugues-terreault-o-palhaco-terapeutico-em-uma-bela-visita26 de novembro, quarta-feira, 21 horas. Em uma lanchonete no Flamengo, Rio de Janeiro, perto do hotel onde estava hospedada, após pré-agendamento, e só confirmada no aeroporto saindo de São Paulo a trabalho na cidade maravilhosa, entrevistei, em “portucês, Olivier-Hugues Terreault. Ele foi recentemente selecionado para a Rede Ashoka, uma associação global de empreenderores/as sociais, em reconhecimento a sua visão, seu compromisso e suas soluções inovadoras a um dos maiores desafios da sociedade, o envelhecimento, com o projeto Uma Bela Visita, de intervenções de palhaços terapêuticos adaptados a idosos com demência.

olivier-hugues-terreault-o-palhaco-terapeutico-em-uma-bela-visitaNo horário combinado, Olivier chegou no hall do hotel de patins na mão e mochilão. Não o conhecia pessoalmente, apenas por imagens da Internet, mas tampouco o reconheci, ali ele não estava a “caráter”, embora durante as duas horas de conversa muitos de seus gestos acusavam a grandeza do artista que era. Nada a ver com o porte físico sentado à minha frente: um homem “comum”, baixo, magro e, como dizemos por aqui, franzino, mas com uma alma gigante capaz de resgatar a humanidade que há em nós, como comentaram outras Fellows da Ashoka, Marta Almeida Gil e Ruth G. da Costa Lopes, que me recomendaram entrevistá-lo para o Portal do Envelhecimento.

Olivier-Hugues Terreault é canadense, de Quebec, mas cresceu e viveu grande parte de sua vida em Montreal. É empreendedor social, palhaço terapêutico, formador, autor, palestrante e professor de meditação budista. É co-fundador da Ong Jovia (2002, Montreal, Canadá) e do Teatro do Sopro (2012, Rio de Janeiro-RJ), que age com abordagem terapêutica em Instituições de Longa Permanência para Idosos, resultado de mais de uma década de pesquisa e prática comprovada no Canadá. Tem participado de simpósios, dado palestras, formações, e colaborado com publicações sobre o palhaço em contexto hospitalar em algumas cidades do mundo. Olivier, que reúne em um só corpo o palhaço, o professor de budismo e o estudioso do envelhecimento diz que seu desejo é criar uma escola de palhaços relacional usando ferramentas da educação, afinal, “aprendemos mais rapidamente quando brincamos e mais profundamente quando meditamos”.

Vamos conhecê-lo?

Olivier, desde quando você é palhaço?

 

Desde os 15 anos. Fiz olivier-hugues-terreault-o-palhaco-terapeutico-em-uma-bela-visitacurso de teatro e gostei do trabalho do palhaço. Aos 20 anos resolvi fazer um tour pela Europa e nessa jornada fiz um curso de Teatro de Máscara noThéâtre du Soleil.

Na volta me apaixonei pela dança moderna. Resolvi então fazer faculdade de dança contemporânea em Montreal, mas optei mesmo em ser palhaço hospitalar e depois Marc Antoine Labelle, o palhaço que faz visitas a idosos institucionalizados. Transformei-me em empreendedor social com a Ong Jovia, onde fazia um trabalho parecido com o Doutores da Alegria. A Ong Jovia cresceu ao ponto de ser considerada a maior organização de palhaços no Canadá, mas após 6 anos entrou em crise quando ganhou a primeira verba pública, provocando uma “tempestade midiática” denunciando falsamente que nosso trabalho “infantilizava” os idosos. Uma visão totalmente biológica dessa etapa da existência humana. Aos 22 anos descobri o budismo e desde então ensino budismo também. E me apaixonei por uma palhaça budista brasileira, daí meu envolvimento com o Brasil.

Como o envelhecimento entrou na sua vida?

Certo dia o presidente da fundação de uma instituição para idosos de Montreal ligou para a Ong perguntando se eu poderia fazer uma visita. Foi um choque, porque eu não tinha contato com velhos, até então meu trabalho era dirigido para crianças. No Canadá, há o respeito ao cidadão, mas temos muito mais depressão e suicídio do que aqui, onde aprendi a ter relação, carinho… Minhas primeiras impressões é de uma senhora, quieta, inexpressiva, mas ao ver meu nariz de palhaço começou a puxá-lo, divertindo-se muito com a brincadeira, o que normalmente não admitimos que as crianças façam. Outra impressão é de uma outra senhora, praticamente sem fala, que ao ouvir música começou a cantar. Descobriu-se que ela tinha sido uma grande cantora de Jazz em sua juventude. Foi assim que eu fui me apaixonando pela velhice, de ver sua capacidade de criação. E aí comecei a adequar o palhaço junto às visitas a damas e homens respeitáveis que vivem em instituições, com roupas de época dos anos 30, 40, 50, roupas de domingo, chiques e também com atitudes da época, a cortesia, as boas maneiras… Para as pessoas mais antigas isso é extremamente importante, porque traz lembranças do passado delas, é significativo. Levá-las a essas lembranças é despertar a memória delas, seus sentidos, seus desejos de despertar e de se abrir ao mundo exterior.

olivier-hugues-terreault-o-palhaco-terapeutico-em-uma-bela-visitaPor que palhaço?

O palhaço está nos hospitais. Está nas instituições para idosos porque precisa dessas pessoas. Ao abrir uma porta para o imaginário, ampliando a perspectiva dessas pessoas, rompendo o isolamento e trazendo um vento de frescor, cria um laço com essas pessoas que permite ir até o imaginário nas lembranças, na loucura, no humor e, assim, elas, por um breve momento, fazem parte do nosso mundo, do mundo que os cerca, do mundo que me cerca. Assim, ao não fechá-los em uma caixa me ajuda em não me fechar em uma também, me ajuda a abrir a caixa! Uma Bela Visita deixa sair dessas pessoas (e de mim também) tudo que é emoção, tudo o que está dentro delas (e de mim) pela criatividade. O palhaço permite que elas possam se perceber capazes de ser criativas, com vontade de viver, pois esta faz parte das necessidades essenciais, como comer, dormir, se abrigar e se sentir em segurança. O palhaço é o arquétipo da resiliência ante a fragilidade da existência humana. E ao me expor como palhaço, deixando ver meu lado frágil, possibilito criar laços e aí eu recebo todo o amor dos velhos, pois eles têm muito para dar e eu preciso receber muito amor.

O que vem a ser o Teatro do Sopro?

O Teatro do Sopro é uma ação pioneira, inovadora, mas com experiência propõe uma prática de intervenções relacionais e culturais para idosos institucionalizados ou vivendo na comunidade, com perda de autonomia ou demência e com dificuldades nas atividades diárias. O objetivo é favorecer a comunicação e integração destas pessoas em seu ambiente de convívio. O Teatro do Sopro tem como missão destruir o estigma da velhice, da demência e da institucionalização em três linhas de ação: a) Transmitir uma visão positiva sobre os idosos nessas situações demonstrando, por meio de intervenções de palhaços terapêuticos, o potencial deles de ter relações transformadoras e significativas; b) Divulgar conhecimento e técnicas relacionais com esses idosos, utilizando ferramentas da formação artística do palhaço; e c) Sensibilizar a sociedade sobre suas necessidades e potenciais dessa população, especialmente na criação de políticas públicas.

olivier-hugues-terreault-o-palhaco-terapeutico-em-uma-bela-visitaVocê dizia que essa ação já foi implantada no Canadá há algum tempo…

Isso mesmo, essa inovação – Uma Bela Visita, implantada no Canada – é uma metodologia embasada em 15 anos de pesquisa: abordagem terapêutica comprovada; 30 palhaços formados, atuando em 25 Instituições de Longa Permanência para Idosos, tocando diretamente a vida de 55 mil pessoas institucionalizadas e suas famílias, a cada ano. A ação “Uma Bela Visita”, assim chamada no Canadá, consegue atingir as pessoas acamadas, confusas, mas também as lúcidas e seus familiares. Permite uma normalização, “a presença da vida”, como assinala Christian-Paul Gaudet, psicólogo, IUGM, Montreal. “Uma Bela Visita” nos lembra de não estigmatizar as pessoas com demência, além de uma história elas têm ainda coisas a serem vividas e compartilhadas. E elas se comunicam sem passar pelo cognitivo, mas pela arte, emoção.Como funciona?

Aprendi que a “confusão” não vem da demência, mas da nossa confusão. As pessoas com demência sentem mais a realidade que a gente, são muito mais sensíveis. Por isso em nosso trabalho tentamos entrar em suas memórias pelo mundo da arte. É assim que fazemos intervenções com visitas individualizadas e regulares de palhaços terapêuticos, para idosos em instituições. É um trabalho interativo com equipes de saúde: participação em reuniões, discussão de casos e produção de relatórios. Também fazemos capacitação de profissionais e familiares, com palestras, oficinas e produção de material audiovisual pedagógico, utilizando o universo lúdico do palhaço e técnicas de empatia. E ainda sensibilização de órgãos públicos e corporativos, com o intuito de colaborar no desenvolvimento de políticas e serviços para idosos.

E no Brasil?

olivier-hugues-terreault-o-palhaco-terapeutico-em-uma-bela-visitaEstamos adaptando o trabalho do Teatro do Sopro para a realidade brasileira, junto a Flavia Marco, atriz, palhaça, formadora, 15 anos de experiência no Brasil e no Canadá (artista de Jovia); Morgana Masetti, psicóloga com especialização na área hospitalar, 20 anos de experiência com os Doutores da Alegria; e o psiquiatra Dr Jerson Laks, do Centro de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento – CEPE e da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ), consultor e parceiro voluntário, 37 anos de experiência. Por enquanto é uma Start-up do Instituto Vital Brazil, que atua em duas dimensões: 1) na atenção ao idoso, com intervenções em hospitais e instituições de cuidados, públicas e particulares; e 2) na sensibilização e capacitação para profissionais, estudantes, pesquisadores e gestores da área de saúde, cuidadores familiares e profissionais, idosos, alunos de escolas, artistas, executivos, por meio de palestras, seminários, oficinas e cursos.

Contamos com a parceria da Femptec – Fundação de Empreendimento, Pesquisa e Desenvolvimento Institucional, Científico e Tecnológico do Rio de Janeiro.

Por que trabalhar com pessoas demenciadas?

A pessoa com demência pode facilmente não ser considerada como uma pessoa que pensa, que age. Nossas intervenções ajudam a demonstrar o contrário, colaborando para a desconstrução do estigma da velhice, da demência e da institucionalização. Propomos capacitar idosos, familiares, cuidadores e equipe profissional para uma melhoria na comunicação. Por meio de atividades lúdicas colaboramos na construção de um ambiente reflexivo e inspirador e sempre focado na Atenção ao Idoso.

Em que consiste a Atenção ao Idoso?

As intervenções em hospitais e instituições de cuidados devem ser, no mínimo, de 24, o que inclui: a) 2 palhaços terapêuticos profissionais atuando durante 2 horas, b) tempo de preparação dos palhaços, c) observações regulares por parte da psicóloga e pesquisadora do grupo (para avaliação e manutenção da qualidade através de formação continuada dos palhaços e publicações sobre o projeto), incluindo tabelas de avaliação dos idosos identificados para essas intervenções; d) produção de relatórios das intervenções, para ser lido e analisado com a pessoa responsável, do estabelecimento; e) adereços e figurinos; f) transporte dos profissionais até o local da ação para uma melhor integração, pois consideramos importante ter o apoio da direção e chefias, de equipes e departamentos, sendo uma delas responsável pela comunicação entre o Teatro do Sopro e os profissionais do estabelecimento; g) encontro preliminar com chefes de departamentos para explicação dos objetivos e metodologia da fase experimental (encontro com os funcionários com quem iremos trabalhar diretamente, para esclarecimento da proposta); h) curso de iniciação de 4 horas para funcionários; i) palestra para os idosos residentes e suas famílias; e j) avaliação e aprimoramento contínuo para a melhor integração do serviço.

Há outro trabalho que realizam de Atenção aos Idosos?

Nós fazemos intervenções em eventos especiais em instituições, festas particulares em todos os tipos de espaço, tanto para idosos, convidados e profissionais participantes do evento, de todas as idades. Dois charmosos palhaços interagem com os participantes, descontraindo e reforçando a atmosfera festiva do ambiente.

Você disse que faziam também sensibilização e capacitação…

Sim, fazemos sensibilização e capacitação a fim de ampliar e aprofundar o conceito de saúde global através da experiência do palhaço em instituições de cuidado, trabalhando o conceito da alegria e empatia. Uma combinação de humor, intervenções teatrais, testemunhos inspiradores, reflexões, conselhos práticos, debates e dados científicos. Para não deixar ninguém parado!

Para qual público?

O público alvo de nossas palestras e cursos são profissionais, pesquisadores e gestores da área de saúde, familiares e cuidadores, idosos, estudantes universitários e em formação escolar, artistas e executivos. Se dá por uma ou duas horas, com dois artistas terapêuticos e um profissional de saúde. Nesses encontros abordamos questões centrais sobre o cuidado da saúde, e o papel do palhaço na medicina e na formação de sociedades saudáveis.

Quais são os temas que vocês mais trabalham nas palestras?

Os temas são bem diversos e criativos, entre eles, “A arte de não salvar ninguém, mas ser salvo por todos”, onde um palhaço dá conselhos práticos; “Como tornar nosso trabalho mais significativo”, em que se ensina a transformar as responsabilidades cotidianas em oportunidades de realização pessoal; “Cuidar e curar: o papel do profissional na atenção ao paciente”, em que se orienta em como se apropriar do conceito de humanização hospitalar; “Afinal, quem recebe mais?”, em que se ensina as pessoas que convivem com um doente de Alzheimer e outras deficiências cognitivas a como se relacionar com demenciados e outras deficiências cognitivas; “Alegria como filosofia de potência e saúde”, em que destacamos a medicina como lugar sociológico, formação e visão de mundo do palhaço, o papel do palhaço na construção da medicina do future; e “Formação do olhar”, em que atuamos por uma educação ligada à ética do encontro.

Vocês fazem outros trabalhos de sensibilização?

Sim. Fazemos também seminários (A Ética da alegria) com o objetivo de favorecer reflexão e troca de temas ligados à saúde através da experiência do palhaço em Instituições de cuidados. Um encontro com exercícios práticos, troca de experiências e intervenções teatrais. Normalmente o Seminário é de um dia (7 horas) ou dois dias (14 horas) com dois artistas terapêuticos e um profissional de saúde. Fazemos ainda Oficinas, que têm como objetivo proporcionar capacitação para o que chamamos de ética do encontro. Através de exercícios e jogos utilizados para a formação do palhaço, adaptados ao universo dos profissionais de saúde, são desenvolvidos recursos para que cada participante construa ferramentas que colaborem na sua interação com pacientes, familiares e equipe. O objetivo não é torná-los palhaços, mas sim, através de seu próprio universo lúdico, colaborar na qualificação profissional para relações humanizadas. E ainda temos Vivências, com o objetivo de fornecer uma experiência inicial dos princípios da Ética do encontro onde os participantes possam ampliar as possibilidades de interação com pacientes, familiares e equipe. Normalmente as vivências ocorrem em 4 horas, com até 24 pessoas, dois artistas terapêuticos e uma psicóloga.

E a capacitação?

Nós damos capacitação introdutória. O Módulo I – Relação, de 12 horas (dividido em 2 dias) para até 24 pessoas, com dois artistas terapêuticos e uma psicóloga, por exemplo, objetiva desenvolver capacidade de escuta ao paciente e permitir relações de cuidado personalizadas e adaptadas às suas necessidades, utilizando ferramentas lúdicas não verbais. Temos depois o aprofundamento, e os dois módulos seguintes têm por objetivo aprofundar o aprendizado do módulo I. Desta maneira integraremos os conceitos relacionais da ética do encontro à atividade profissional específica de cada participante, utilizando a filosofia de cuidados personalizados ao paciente. O Módulo II – Imaginação, tem como objetivo desenvolver o imaginário em relação à história de vida do paciente, seu ambiente e as diferentes relações estabelecidas. Para isso utilizamos o poder dos arquétipos de maneira lúdica. Este modulo dura 12 horas (2 dias de 6 horas) para até 24 pessoas, com dois artistas terapêuticos e uma psicóloga. Depois o módulo III – Transformação, que objetiva manter a longo prazo relações saudáveis com nossos pacientes, equipes e o próprio trabalho; desenvolver o poder de transformação de si mesmo, das nossas relações e do ambiente; integrar a filosofia de uma cultura de trabalho saudável, utilizando de ferramentas de meditação e empoderamento. Dura 12 horas (2 dias de 6 horas) para até 24 pessoas, com dois artistas terapêuticos e uma psicóloga.

Vocês dão certificado também?

Sim, o profissional de saúde ou cuidador que participar dos três módulos (36 horas de formação) receberá um certificado com o título de Comissão de Frente, capacitando-o como “agente-lúdico” de mudança no seu ambiente.

Olivier, e o curso, em que consiste?

Nossos cursos são sobre o tema da humanização e normalmente é dirigido para universidades da área de saúde, educação e outros interessados no tema. A finalidade do curso é colaborar para a formação dos profissionais de saúde através de um contato inicial com o universo do palhaço. O curso visa abordar questões centrais sobre a qualidade da comunicação entre profissionais de saúde, pacientes/usuários e familiares /cuidadores. Aliamos o conhecimento gerado em 20 anos de pesquisas sobre a atuação de palhaços em hospitais à experiência prática de palhaços profissionais que atuam em organizações de saúde. A metodologia utilizada é construída a partir de brincadeiras, jogos e exercícios visando trabalhar alguns princípios que regem a atuação do palhaço nestes contextos. O curso tem 12 horas de aulas (3 horas por semana), 30 alunos, incluem 6 horas de preparação + custos de produção: material, registro, etc.

Para saber o que é essa abordagem, assista ao vídeo: La Belle Visite (10 min. em francês, com legendas em português), produzido pelo próprio Olivier: Acesse Aqui

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