Oficina Pedagógica: “Formando Cuidadores de Idosos para o Mercado de Trabalho”

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A primeira Oficina Pedagógica “Formando Cuidadores de Idosos para o Mercado de Trabalho” realizada em São Paulo possibilitou o encontro entre diversos profissionais atuantes na formação de cuidador de idosos na metrópole. A Oficina, promovida pelo Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento (Olhe) aconteceu em São Paulo, no último dia 24 de março, nas dependências da Faculdade de Enfermagem do Hospital das Clínicas.

Alessandra Anselmi / Texto e fotos

 

A oficina contou com a participação de Yeda Duarte, da Faculdade de Saúde Pública da USP. Contou ainda com o apoio do Programa Cuidar é Viver – um programa de apoio e desenvolvimento de cuidador de idosos que está sendo implementado pelo Olhe.

A Oficina Pedagógica é uma proposta de reflexão sobre os caminhos até então seguidos na formação de cuidadores de idosos e os caminhos que se pretende seguir daqui para frente, justamente num momento em que esse profissional é cada vez mais requisitado pelas pessoas idosas e pelas famílias, sendo uma função que afeta intimamente a vida de cada um de nós e nos impele a refletir e discutir sobre os valores e práticas durante o processo de formação do cuidador de idosos.

A proposta, apresentada por Vera Maria Antonieta Tordino Brandão (foto), procurou sensibilizar os participantes para a escuta e a adoção de atitudes baseadas na responsabilidade, solidariedade e ética nas relações, promovendo o intercâmbio de experiências entre os diversos profissionais presentes no evento. Trata-se de uma iniciativa inovadora nessa área, preocupação que o Observatório da Longevidade vem percebendo ao longo dos últimos anos. Vera Brandão é pedagoga, doutora em Ciências Sociais / Antropologia pela PUC-SP, pesquisadora do Núcleo de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento (NEPE) do Programa de Estudos Pós-Graduados em Gerontologia, membro fundadora do OLHE, escritora, e editora do Portal do Envelhecimento.

A Oficina teve ao todo a duração de 8 horas. Na parte da manhã, as dinâmicas e técnicas desenvolvidas tiveram intuito de reduzir o estresse, relaxando e preparando esses profissionais para trazerem as dificuldades encontradas durante o exercício de suas funções. No período da tarde, puderam compartilhar suas experiências profissionais, mergulhando, assim, em uma reflexão mais detalhada sobre a sua atuação e na importância dela para a formação de cuidadores de pessoas idosas. Ao todo, foram 37 profissionais, entre coordenadores e representantes de entidades, associações, empresas, prefeituras, de diversos lugares da cidade de São Paulo.

“O momento mais rico deste encontro”, afirma a mediadora Vera Brandão, “foi certamente a oportunidade de ouvir dos próprios profissionais que lidam diretamente na formação de idosos quais são os pontos comuns entre eles e poder conhecer um pouco das perspectivas e desafios, numa tentativa de construção coletiva do saber”. E, os pontos comuns apresentados por eles, durante a oficina foram, em resumo e em grande maioria, questões que envolvem as competências profissionais, os conteúdos e metodologias dos cursos de formação de cuidadores de idosos.

Marília Berzins, assistente social com mestrado em Gerontologia Social pela PUC e doutora em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo, professora do Curso de Cuidador de idosos do OLHE e uma das organizadoras do evento, disse ao Portal: “a Oficina Pedagógica realizada hoje não teve a pretensão de esgotar o tema, muito pelo contrário, queremos que o próximo passo seja a realização de um novo encontro para construirmos juntos os consensos necessários para o fortalecimento das atividades de formação do cuidador de idosos”. Segundo Berzins, o momento é agora, “aproveitando que o assunto está em voga, tendo inclusive projetos de lei tramitando no Senado para a regulação da profissão de cuidador de idosos”.

É o que pensa também a Presidente do Olhe, Ingrid Mazeto, que participou da oficina pedagógica: “esse evento de hoje nos mostra claramente a necessidade premente de nos unirmos, de falar de nossas práticas, para que as políticas públicas e a iniciativa privada estejam fortalecidas a fim de proporcionarem segurança profissional, tanto nos saberes, quanto nos direitos e deveres àquele que se forma cuidador, e de quem o contrata, e essa é uma relação que nós mesmos poderemos precisar em um futura não distante”.

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Redação Portal do Envelhecimento

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