O papel dos avós na atualidade

O texto faz várias referências ao Livro dos Avós: na casa dos avós é sempre domingo? (Primavera Editorial, 2011), escrito pelos terapeutas Lidia Arantangy e Leonardo Porternak, e é um convite à reflexão sobre o papel da família nos dias de hoje, de forma geral. Também traz números importantes sobre o envelhecimento da população no mundo, com dados que reforçam a longevidade das pessoas.

 

 

Um trecho do artigo: “Em sua obra, Posternak cita um testemunho de Gabriel García Márquez como retrato vívido da importância de uma figura masculina significativa. ‘No meio daquela tropa de mulheres evangélicas, o avô para mim era a segurança total. Só com ele sumiam as incertezas e inseguranças: eu me sentia com os pés sobre a terra e bem instalado na vida real’.

Em especial no Dia dos Avós, as escolas têm dedicado um espaço no currículo para que as crianças pesquisem suas raízes, desenvolvendo programas que incluem entrevistas com avós e bisavós. Professores bem preparados, na opinião de Lidia Aratangy, podem tirar grande proveito pedagógico da presença dos avós. “Em um país como o nosso, no qual apesar das injustiças e da má distribuição de renda existe uma grande mobilidade social e cultural, a distância entre as gerações pode ficar muito maior em relação às gerações passadas. Isso pode gerar problemas novos; um avô operário, por exemplo, pode ter dificuldades em conviver com uma neta universitária”, afirma Lidia. No livro, a psicoterapeuta relata uma experiência que teve na escola do neto:

(…) “Participei de uma experiência desse tipo, na qualidade de avó do meu neto de oito anos, que cursava a segunda série do Ensino Fundamental de uma escola particular, no interior de São Paulo. Foi emocionante ouvir os depoimentos de outros avôs e avós, muitos dos quais tinham trabalhado na lavoura desde pequenos e tinham sido alfabetizados depois de adultos – e só aprenderam a brincar quando os netos puderam ensiná-los. Fiquei comovida ao me dar conta de que, apesar de minha trajetória ser diferente das percorridas pelos outros avós, nossos netos estavam sentados lado a lado na mesma sala de aula. Percebi com clareza a importância de manter viva, em cada uma daquelas crianças, a história desses avós e os caminhos heroicos que haviam percorrido para que nos reuníssemos naquela sala, irmanados no carinho e orgulho por nossos netos.”

A íntegra do artigo pode ser acessada Aqui

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