Número de americanos diabéticos pode dobrar ou triplicar até 2050

O Populatiom Health Metrics, periódico americano, publicou um estudo muito interessante que projeta a diabetes no período 2010 a 2050 superando as limitações de outras pesquisas parecidas, que superestimavam as taxas de mortalidade pelo processo metabólico e não consideravam a imigração hispânica e de outros grupos populacionais que também aumentam a incidência de diabetes.

 

 

Construiu-se um sistema dinâmico e contemporâneo com equações que incorporaram a sua prevalência inicial; percentagem de portadores de diabetes diagnosticados e não diagnosticados; incidência; migração; mortalidade; prevalência de prediabetes, incluindo os programas futuros de prevenção. Essas equações projetam diabetes em adultos até 2050, nos Estados Unidos.

Esse mesmo sistema dinâmico calculou a prevalência da doença nos Estados Unidos; modelagem na projeção da incidência; projeções de mortalidade baseadas no censo; matriz de transição temporal entre os estágios glicose normal, prediabetes, diabetes não diagnosticada e diagnosticada. O modelo estágio três que dividiu população em níveis de não diabetes, diabetes não diagnosticada e diabetes diagnosticada, de forma que a projeção concordasse com o censo. O modelo estágio quatro, extensão do três, divide a população com diabetes em riscos diferentes.

As estimativas indicam um aumento na prevalência diabetes de 21% em adultos, para baixa incidência no ano 2050. Se as incidências continuarem aumentando, as projeções de prevalência estarão acrescidas em 33% para 2050. Caso haja baixa incidência e baixa mortalidade, a prevalência estará em 25 a 28% no mesmo ano.

As mudanças demográficas são importantes para os cálculos quando sabemos que os segmentos populacionais mais propensos a desenvolver diabetes aumentaram nos Estados Unidos, como idosos, imigrantes, minorias raciais, hispânicos e negros. Também foi identificado diminuição das mortes pela doença investigada, o que aumenta a prevalência. Nos próximos 40 anos a prevalência diabetes aumentará de 1 entre 10 para 1 caso entre 5 adultos, o custo de cuidados saúde aumentará 2 a 3 vezes, aproximadamente.

Esta nova metodologia na construção de cenários pode ser o início de um planejamento estratégico bem divulgado atualmente, o Mattusiano. Matus foi um economista chileno que desenvolveu os planos de ação, e os planejamentos baseados na construção de cenários. O enfoque situacional consiste em metodologias de planejamento que promovem o ato de governar com o poder compartilhado, tendo os gestores a consciência na complexidade daquela realidade e do poder que os diversos sujeitos possuem para mudá-la. Esses métodos são Planejamento Estratégico Situacional (PES), o Método Altadir de Planificação Popular (MAPP), Planificação de Projetos Orientados por Objetivos (ZOPP).

Esta construção de cenários promove a participação dos vários sujeitos, e dos vários ambientes que propiciam dada situação de uma empresa, ou situação saúde de um município, estado, província ou país para os atuantes construírem uma transição adequada entre o que não se quer ver no futuro, no caso a diabetes, e o que se quer ver há algum tempo caso haja boa atuação entre gestores e profissionais nas providências.

Ainda sobre o estudo diabetes, até os cálculos realizados para reproduzir o que acontece nos EUA são úteis para promover saúde com integralidade e eqüidade. Leia mais Aqui /Aqui / Aqui

MATUS, C. Planejamento estratégico situacional. Módulo II – Planejamento em Saúde. Manual do aluno 2009.Ceará: Secretaria Estadual da Saúde; 2003.

PAIM, J.S. Planejamento em saúde para não especialistas. In: Campos, GW (org.)Tratado de Saúde Coletiva, HUCITEC-FIOCRUZ, SP. 2006, p. 767-782.

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