As mulheres de 50 anos e suas velhices: diferentes, independentes e vivendo, cada uma, sua própria vida.

“Para as mulheres de hoje, a maturidade tem significado diferente daquele de décadas atrás. Cada vez mais, as cinquentonas desempenham papéis sociais diversificados, sem abrir mão do charme.

 

 

as-novas-mulheres-de-50” As mulheres teriam, num certo dia, mergulhado no Mito de Deméter e com essa transformação incorporado a alma feminina da Deusa Grega? Deméter é a mãe-deusa da terra e do feminino. Ela também é tripla: é donzela, é mãe e velha sábia na representação de Hécate, a Deusa da Lua, “aquela que traz a luz”, a velha sábia eremita interior.

A luz indistinta pode apontar o caminho para o Deus Hélio, nossa consciência do sol brilhante. Então descobrimos a nossa verdade, particular. Perdemos nossa juventude e por mais que nos esforcemos não temos como recuperá-la. À semelhança de Deméter, as mulheres da atualidade buscam conhecimento, respostas para suas inquietações mais profundas, muitas vezes esperando a intervenção divina. Encontram a voz interior, aquela que não responde mas pergunta incessantemente. E isto a faz percorrer novos caminhos, novas possibilidades, transformações que se impõe na trajetória do envelhecimento e que levam ao enfrentamento de novos desafios.

Destas tantas mulheres, sofridas, renovadas, de tantas idades; qual seria a melhor idade, a ideal, “aquela em que a maturidade emocional, a disposição e a estabilidade financeira estariam em sintonia”? Para os especialistas não há como definir um momento específico, mas reconhecem que “ter 50 anos pode ser um marco importante para qualquer mulher. O significado de completar meio século de vida hoje é muito diferente do que há 20 ou 30 anos.”

Afirma o geriatra Sabri Lakhdari: “Observamos uma mudança no envelhecimento. Muitas mulheres de 50, hoje, estão mais próximas das de 40 anos de duas décadas atrás. Há, inclusive, muitas pessoas de 60 anos que são adultos, e não idosos.”

Muito generosa, a reportagem enaltece o seguimento feminino: “Além de belas, muitas mulheres comemoram a chegada à faixa dos 50 anos como a época da liberdade, da segurança, do autoconhecimento. Se sentem preparadas para recomeçar planos, iniciar novos relacionamentos, para se olharem no espelho e se sentirem mais satisfeitas consigo mesmas. Entre muitas mulheres, a motociclista Rita de Cássia conta sua experiência com a chegada dos anos.”

Rita de Cássia com um amor que retorna e novas aventuras, 35 anos depois
Rita de Cássia Lautert conta a reportagem que seu marido morreu aos 44 anos, de um ataque cardíaco. Jovem aos 43 anos, ela se viu sozinha, de uma hora para a outra, com três filhos. Pouco tempo depois ela se aposentou e, durante vários anos exerceu o papel de mãe em tempo integral. Ao ver os filhos já crescidos, decidiu voltar a estudar, terminando o ensino médio. Viajou e conheceu novos amigos. Um belo dia, reencontrou um antigo “rolo” da adolescência. Os dois estavam viúvos e, 35 anos depois do primeiro encontro, decidiram namorar e ficar juntos.

Com o novo parceiro, Rita aprendeu a gostar de moto, ressurgindo seu espírito aventureiro. “Ser motociclista com mais de 50 anos é uma vivência muito boa. Nós sabemos o que queremos, respeitamos a estrada e a velocidade”, diz ela.

A idade diz Rita, não atrapalha em nada: “Me sinto jovem. Eu tenho um espírito jovem”.

Afinal, o que é “chegar aos 50 anos”?
A reportagem ensaia uma reflexão: “Chegar aos 50 não significa mais encerrar planos e expectativas, como antigamente. Essa visão tem mudado nos últimos anos, principalmente entre as mulheres. Nunca se viu tamanha participação feminina nessa etapa da vida. Elas estão descobrindo novos valores, vivendo intensamente, procurando outras chances no mercado profissional.”

O cirurgião plástico Ruben Penteado complementa: “Mesmo com tantas ocupações, os cuidados com a beleza e a boa aparência não ficam para trás.” A reportagem confirma a “opinião do médico nas ruas, nas academias, nos escritórios, nas salas de aula. Cada vez mais, as mulheres envelhecem com saúde, disposição e beleza. Fisicamente, muitas não aparentam a idade que têm. E no comportamento, não é diferente: são ativas, produtivas e cheias de energia, longe do que se esperava dessa faixa etária anos atrás.”

Beleza e boa aparência, atualmente, viraram questões obrigatórias e, em alguns casos, causando sofrimentos profundos nas mulheres que buscam a inatingível perfeição. É preciso compreender que “Cinderelas” não existem e se você, leitor, encontrar uma, fuja, sem medo.

Segundo os especialistas: “O principal aliado do bom envelhecimento, segundo os especialistas, não é uma ferramenta mágica que impede a passagem dos anos, mas, sim, os cuidados preventivos que postergam o aparecimento de doenças graves e debilitantes, mais comuns em idades avançadas. Além disso, a mulher que vai alcançando a terceira idade está mais consciente de sua importância social e aproveita essa autonomia para cultivar uma boa imagem. São pessoas que compreendem bem a passagem do tempo e sabem que jamais voltarão a ter uma aparência de 20 anos. Elas estão dispostas a melhorar o visual, sim, mas sem radicalismos, pois valorizam a sua própria história de vida. Têm filhos independentes, são economicamente ativas ou aposentadas com condições de viajar e aproveitar muito bem a vida.”

Referências
BEVILACQUA, V. (2011). Cinquentinhas modernas: ter 50 anos hoje é muito diferente do que há 20 ou 30 anos. Disponível Aqui. Acesso em 30/10/2011.

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Redação Portal do Envelhecimento

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