Jogos Cerebrais ou Videogames, qual é melhor?

Após estudo, pesquisadores assinalam que difícil afirmar com certeza que idosos deveriam jogar videogames baseados nesse estudo, mas esse tipo de atividade pode ser mais benéfica e prazerosa do que assistir passivamente à TV.


Os jogos de treinamento cerebral se tornaram muito populares, mas como eles se comparam aos videogames? Um estudo recente teve como objetivo descobrir, comparando o funcionamento cognitivo de idosos que jogam jogos de treinamento cerebral com idosos que jogam videogames clássicos.

Trinta e cinco participantes de 60 a 71 anos jogaram jogos cerebrais ou videogames três horas por semana durante dois meses e outro, de controle, não jogou nenhum jogo durante esse período. O grupo de treinamento cerebral teve uma variedade de 20 jogos cerebrais para praticar, enquanto o grupo de videogames jogou Super Mario Bros. Para testar a eficácia de cada condição, todos os participantes completaram uma série de medidas cognitivas antes e depois do estudo. Essas medidas incluíam flexibilidade mental, controle de impulsos, capacidade de raciocínio, velocidade de processamento, memória e habilidade visuoespacial.

Não houve diferenças no desempenho cognitivo entre os grupos antes do estudo, mas até o final dos dois meses, ambos os grupos de jogos mostraram melhorias na capacidade de raciocínio em comparação com o grupo de controle. Para o controle de impulsos, os idosos que jogaram jogos cerebrais mostraram melhores resultados que os outros grupos. Da mesma forma, os idosos que jogaram videogames apresentaram melhores resultados do que os dois grupos quanto à capacidade visuoespacial, bem como em duas medidas de velocidade de processamento e memória operacional, em comparação ao grupo de controle.

Comparado a não jogar nenhum jogo, tanto o treinamento cerebral quanto o videogame mostraram benefícios para o funcionamento cognitivo, apenas de maneiras diferentes. Os jogadores de videogame mostraram resultados ligeiramente melhores do que os jogadores de jogos cerebrais na velocidade de processamento, memória e capacidade visuoespacial, possivelmente devido à necessidade de os jogadores usarem simultaneamente estratégia, reflexos rápidos e navegação. Super Mario Bros também pode ter sido mais envolvente do que os jogos cerebrais.

Difícil afirmar com certeza que idosos deveriam jogar videogames baseados nesse estudo, mas esse tipo de atividade pode ser mais benéfica do que assistir passivamente à TV. Além disso, a pesquisa poderia informar como os jogos de treinamento cerebral são projetados. Existe uma grande variedade de tipos de treinamento cerebral e videogames disponíveis, portanto, futuras pesquisas precisarão explorar outros tipos, bem como replicar com uma amostra maior.


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Sofia Lucena

Sofia Lucena

Estudante de Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos (SP). Colabora com o Portal do Envelhecimento fazendo traduções de temas relacionados à longevidade humana. E-mail: sofiacortel@hotmail.com

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