Itaú Viver Mais divulga resultados do Edital Idoso 2021

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Conheça os 35 projetos classificados pelo Edital Idoso 2021 que por meio do Fundo do Idoso serão apoiados para atuarem com geração de renda; educação financeira; tecnologia e inclusão digital; fortalecimento de redes de proteção; pesquisa e políticas públicas.


Foram 265 projetos apresentados por 237 entidades, 5 deles oriundos de Conselhos Estaduais, e 132 projetos procedentes de Conselhos Municipais. 32% dos projetos apresentaram valores de R$ 150 mil a R$ 200 mil. Dos 265 projetos, 221 cumpriram todas as exigências do edital e passaram por todas as fases de avaliação, e destes, 35 foram classificados. Esses são os números que os projetos recebidos via o Edital Idoso 2021 do Itaú Viver Mais – aprovados em Fundos Municipais e Estaduais – nos apresentam. O Edital visava selecionar projetos a serem financiados por meio do repasse de recursos aos Fundos do Idoso. Verificou-se que a cada cinco fundos aptos a receber recursos pelo Fundo do Idoso, um ao menos participou do edital (aproximadamente 20%). Vale lembrar que 694 Fundos do Idoso existentes no país estão aptos a receber recursos.

Os 221 projetos qualificados apresentaram a seguinte distribuição em relação aos cinco eixos principais:
– 60% Fortalecimento da Rede de Proteção e Garantia de Direitos da pessoa idosa
– 17% Tecnologia e Inclusão digital
– 13% Empreendedorismo e geração de renda
– 6% Pesquisa, estudos e avaliação das políticas públicas
– 4% Educação Financeira

Das 237 organizações da sociedade civil que submeteram projetos, 21% delas têm mais de 50 anos de atuação com a temática do envelhecimento. Apenas 19% têm menos de 5 anos; 85% contam com o apoio de voluntários; e 48% têm entre 10 a 50 funcionários.

Etapas

Os 221 projetos qualificados passaram por diversas etapas de avaliação, desde a de documentação, julgamento por critérios, seleção de projetos para envio aos especialistas, análise dos especialistas, seleção final. Foram analisados os seguintes critérios:
– Adesão aos temas, aos eixos e às linhas de ação e ODSs,
– Experiência do proponente sobre envelhecimento e proteção social,
– Coerência da proposta e profundidade do conhecimento da temática,
– Clareza dos objetivos a serem alcançados,
– Clareza da metodologia, com a definição das ações a serem executadas,
– Indicadores de acompanhamento e metas a serem atingidas,
– Viabilidade quanto aos objetos, metas, atividades e cronograma de execução,
– Relação custo x beneficiários diretos e indiretos,
– Orçamento,
– Análise da equipe envolvida na execução do projeto,
– Viabilidade de continuidade do projeto,
– Benefícios da proposta em grupos de pessoas de maior vulnerabilidade,
– Benefícios ao público direta ou indiretamente envolvidos e à comunidade,
– Potencial de transformação e superação das situações de vulnerabilidade,
– Relevância na divulgação das ações para a comunidade, mobilização e articulação da rede.

Regiões que mais encaminharam projetos

Entre os Fundos do Idoso que mais participaram do Edital estão São Paulo, Paraná, Minas gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Ceará, Goiás, Mato Grosso. Embora os Fundos pudessem estimular a participação de vários projetos, 68% dos Fundos Municipais apresentaram apenas 1 projeto.

O Edital recebeu de algumas regiões acima de 5 projetos. É o caso de:
– Belo Horizonte – 17 projetos
– Campo Grande – 15 projetos
– Porto Alegre – 11 projetos
– Inhumas – 8 projetos
– Curitiba – 8 projetos
– Grandes Rios – 6 projetos

Projetos aprovados por região

Os 35 projetos classificados podem ser conferidos na plataforma longeviver, mas também apresentamos a seguir. O Itaú Viver Mais e o Portal do Envelhecimento e Longeviver parabenizam a todos os que participaram.

Sudeste

Sul

Centro-Oeste

Nordeste

Norte

Formalização com os Fundos

Sempre é bom lembrar que pela Lei Federal nº 22.213 de 20 de janeiro de 2010 que instituiu o Fundo Nacional do Idoso, os Fundos dos Direitos do Idoso estão vinculados aos Conselhos de Direitos de seus respectivos entes federativos, com o objetivo de formular e acompanhar, na União, nos estados e nos municípios, a garantia e efetivação de direitos.

Como última etapa do processo, os Fundos dos projetos classificados terão ainda que formalizar junto ao Itaú Viver Mais a destinação dos mesmos, a fim de que as entidades possam solicitar os recursos financeiros aprovados junto aos Fundos para executarem seus projetos.

Algumas impressões do processo

Saber ler o que pede um edital e saber elaborar um projeto são competências e habilidades necessárias. Infelizmente, constatou-se em muitos projetos essa falta de conhecimento, o que demonstra que muitas organizações da sociedade civil não priorizam tais competências.

Recentemente o Portal do Envelhecimento/Espaço Longeviver lançou um curso de curta duração (inscrições esgotadas) com a finalidade de capacitar organizações da sociedade civil (OSC) sobre leitura e elaboração de projetos, mas dos inscritos e interessados, nenhum atuava em OSC. No início de 2022 voltaremos a dar este mesmo curso.

Em breve vários Fundos abrirão editais pelo país afora e por isso passamos aqui algumas dicas a serem levadas em conta no desenvolvimento de projetos:

– Cuidado com a documentação exigida, sejam zelosos com ela.

– O próprio Edital dá orientação quanto à elaboração do projeto, por isso é muito importante saber ler e interpretar os itens que o Edital pede.

– Importante que quem preenche o formulário de inscrição seja alguém familiarizado com o projeto.

– O título é muito importante, não adianta colocar um título mirabolante se o conteúdo do projeto nada tem a ver com ele. Título, objetivos, metodologia e resultados esperados devem estar sempre articulados.

– A contextualização é outra parte fundamental, pois mostra o quanto a entidade conhece o tema envelhecimento bem como o território onde atua. Conhecer o território é importante até para saber qual será o impacto do projeto no mesmo, bem como a rede de apoio ali articulada.

– Não confundir objetivos com metas.

– Cuidado com as planilhas orçamentárias e com custos e benefícios, levando em conta os beneficiários diretos e indiretos.


Beltrina Côrte

Jornalista, Especialização e Mestrado em Planejamento e Administração do Desenvolvimento Regional, Doutorado e Pós.doc em Ciências da Comunicação pela USP. Estudiosa do Envelhecimento e Longevidade desde 2000. É docente da PUC-SP. Coordena o grupo de pesquisa Longevidade, Envelhecimento e Comunicação, e é pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa do Envelhecimento (NEPE), ambos da PUC-SP. CEO do Portal do Envelhecimento, Portal Edições e Espaço Longeviver. Integrou o banco de avaliadores do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – Basis/Inep/MEC até 2018. Integra a Rede Latinoamericana de Psicogerontologia (REDIP). E-mail: [email protected]

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