A importância do perdão

Perdoar faz bem às relações, à alma e também ao corpo. É o que garantem diversos estudos que indicam o perdão como um dos fatores para uma vida mais leve e feliz. Especialistas afirmam que acumular sentimentos negativos pode desencadear uma série de transtornos, não só psicológicos, mas também físicos.

Camilla Zanetti Leite

 

De acordo com a medicina tradicional chinesa, que entende os sentimentos dentre as possíveis causas de doenças, a raiva ou mágoa prolongada pode afetar a autoestima e o senso criativo do indivíduo. Em longo prazo, desencadear insônia, aumento da TPM e até problemas no coração.

O médico acupunturista Breno Santana Leite explica que para a medicina oriental cada órgão do corpo humano corresponde ao que os chineses chamam de emoções básicas. “O desequilíbrio dessas emoções pode afetar a função dos órgãos correspondentes, ocasionando danos à saúde. A raiva, por exemplo, está relacionada ao fígado, órgão responsável por distribuir a energia vital para todo o corpo de forma livre e harmoniosa”.

“Quando não há o perdão, os sentimentos e pensamentos costumam ser repetitivos acerca do assunto, gerando um quadro de ‘estagnação de energia’, uma espécie de curto circuito emocional que inibe a capacidade de ir adiante”, explica o médico acupunturista Alexandre Massao Yoshizumi.

“Ao perdoar, a pessoa permite que essa energia do fígado flua harmonicamente, desintoxicando-se de um sentimento pesado de mágoa e frustração”, complementa a médica acupunturista Helena Campiglia. Os benefícios do perdão são concedidos tanto para quem pede perdão, diminuindo a sensação de culpa, como para quem perdoa, renovando a esperança.

A antropóloga Vera Brandão, que trabalha com memória autobiográfica garante: “envelhecer sem culpa é muito saudável. O perdão melhora a qualidade de vida e traz leveza ao ser humano”. No entanto, perdoar não é tarefa fácil, requer autoconhecimento e maturidade.

“Começar a pensar em perdão é se deparar com o lado negativo da situação. É preciso entender qual a responsabilidade de cada um na relação e saber reconhecer sua culpa”, recomenda. A antropóloga lembra que pedir perdão não é ficar amigo, e sim saber entender o contexto, respeitar a história e o ponto de vista de cada um. “É montar uma cena de filme para ser visto de vários ângulos”.

Breno reforça que o perdão é uma reflexão do indivíduo perante o entendimento da vida. “Saber perdoar é aprender a lidar com as emoções de uma forma diferente da que se está acostumado”.

Vera ressalta que depois de uma quebra de confiança é difícil reatar um laço que se partiu como era anteriormente. “O vínculo dificilmente é o mesmo. No entanto, o importante é ter sabedoria para trabalhar a construção de um novo acordo”.

Os especialistas em medicina tradicional chinesa lembram que além da mudança de comportamento, os alimentos também podem influenciar o equilíbrio do corpo. “Órgãos bem nutridos dificultam o acúmulo de energia.” Dentre os alimentos que facilitam a circulação energética do fígado estão: açafrão, aniz estrelado, raiz de cebola verde, cebolinha, cenoura, hortelã, shitake, semente de mostarda, orégano e tangerina.

Lembre-se: pessoas que se alimentam de forma mais saudável, têm o equilíbrio orgânico, funcional e mental mais adequado.

*Alexandre Massao Yoshizumi é mestre pela faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, diretor e docente da Associação Médica Brasileira de Acupuntura (AMBA) e coordenador do ambulatório de acupuntura do Hospital do Servidor Público Estadual. Disponível Aqui 

*Breno Santana Leite é médico pediatra formado pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e acupunturista pela Associação Médica Brasileira de Acupuntura.

*Helena Campiglia é médica e trabalha com acupuntura e medicina chinesa há 15 anos. Leciona Acupuntura na Associação Médica Brasileira e no Hospital do Servidor Público Estadual. É autora dos livros Psique e Medicina Tradicional Chinesa e O Domínio do Yin: da Fertilidade à Maternidade na Medicina Tradicional Chinesa. Disponível Aqui 

*Vera Maria Antonieta Tordino Brandão é Pedagoga, doutorada em Antropologia com foco no estudo da longevidade e do envelhecimento e da equipe do Portal do Envelhecimento. HYPERLINK Aqui 

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