Implante cerebral na luta contra o Alzheimer

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Atualmente circulam pela internet matérias que oferecem dicas para praticamente tudo. Algumas garantem algum respaldo científico, como por exemplo as orientações de “Como manter seu cérebro jovem”. Parece estranho, mas a frase é título do vídeo postado no site da Revista Galileu.


Na esteira do entendimento desse mistério que é o cérebro humano e suas respectivas doenças, como o Alzheimer, cientistas do mundo todo trabalham incansavelmente na busca de respostas que proporcionem um mínimo de qualidade de vida aos pacientes que sofrem pelo que até hoje – apesar dos avanços tecnológicos – a medicina ainda luta para entender.

Uma das pesquisas em curso acontece no renomado Johns Hopkins Hospital nos Estados Unidos: no mês passado, um paciente do referido centro recebeu um marcapasso cerebral. Segundo a matéria da Revista Galileu, “a ideia é que os estímulos elétricos enviados pelo aparelho para o cérebro possam melhorar a memória e desacelerar a perda cognitiva de pessoas com Alzheimer”.

O marcapasso em questão já foi testado em pacientes com depressão e Parkinson e deve ser implantado em 40 pessoas que sofrem com Alzheimer durante o próximo ano. Atualmente, o centro John Hopkins está procurando voluntários para os testes.

Funcionamento

Quando é implantado, o marcapasso envia ao cérebro cerca de 130 pequenas faíscas de eletricidade por segundo, sem perturbar o usuário. Os responsáveis pela pesquisa afirmam que, mesmo que o aparelho não tenha o efeito esperado, ele irá ajudá-los a entender melhor o funcionamento da doença no cérebro – e, por consequência, tratamentos mais eficientes.

O dispositivo implantado funciona como uma espécie de estimulador e inclui uma série de eletrodos alimentados por uma bateria que fica sob a pele. Os eletrodos são usados para estimular uma região chamada hipocampo, responsável por converter os dados da memória recente em lembranças mais duradouras.

A técnica em questão já foi usada na Europa e no Canadá como forma de tratamento da Doença de Parkinson, da depressão e da Síndrome de Tourette (desordem neurológica ou neuroquímica caracterizada por tiques, reações rápidas, movimentos repentinos – espasmos ou vocalizações que ocorre repetidamente da mesma maneira com considerável frequência).

A expectativa dos cientistas é que a nova cirurgia seja capaz de minimizar os efeitos causados pelo Alzheimer, permitindo que os portadores da doença possam ter uma melhor qualidade de vida.

Referências

REDAÇÃO GALILEU (2012). Marcapasso cerebral pode combater Alzheimer. Disponível Aqui. Acesso em 12/12/2012.

LANDIM, W. (2012). Implantes no cérebro podem diminuir efeitos do mal de Alzheimer. Disponível Aqui. Acesso em 12/12/2012.

VÍDEO (2012). Como manter seu cérebro jovem. Disponível Aqui. Acesso em 12/12/2012.

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