Ídolos reencontram-se em Araguaia

Ela não usa mais lenços coloridos. E ele aposentou as pulseiras. O ponto de encontro do casal não é mais a fantasiosa cidade de Asa Branca, da novela “Roque Santeiro”.

Aline Nunes

 

IdolosAline NunesMas o coração dele ainda bate forte por ela. No calendário da dramaturgia, 25 anos se passaram, o fazendeiro Sinhozinho Malta já virou o boia-fria Sassá Mutema – de “Salvador da Pátria” (1989) – e até um sábio indiano – “Caminho das Índias” (2009). Enquanto isso, a extravagante viúva Porcina colocou abaixo o armário colorido, aderiu às roupas de época da compositora Chiquinha Gonzaga (1999) e até vestiu um jaleco branco em “Páginas da Vida” (2006). Demorou, mas o reencontro desses ícones da televisão brasileira – Lima Duarte, 81, e Regina Duarte, 62 -, aconteceu.

O horário não é nobre, em “Araguaia”, novela de Walther Negrão que estreou no dia 27 de setembro, às 18h, na Globo, ele mais uma vez é fazendeiro, o enrolão Max. Regina é Antoninha, dona de uma estância na região do Araguaia, mas vítima de uma maldição. Com 45 anos de carreira, a atriz, que desde “Três Irmãs” (2008) não tem um personagem fixo em novelas, faz uma cena com Lima.

Na trama, Max alimenta desde a juventude um amor platônico por Antoninha, mas ela nunca lhe deu uma chance. Na única cena em que apareceram juntos, no primeiro capítulo, Max irá declarar seu amor. Mas Antoninha – uma mulher de cabelos brancos e rosto enrugado -, dispensa o fazendeiro sem rodeios. “Até me pediram para perder 2 quilos, para deixar a pele mais enrugada para fazer esse efeito de idade”, conta a atriz. Essa é a terceira vez que a dupla tem a chance de contracenar nos estúdios do Projac. Além de “Roque Santeiro”, os dois também se encontraram em “Rainha da Sucata” (1990). Mas nos 20 anos que passaram sem trabalhar juntos, eles fizeram questão de cultivar a amizade.

Amigos dentro e fora da TV – Lima Duarte diz não ter muitos amigos na TV. Em vez de frequentar a casa de parceiros de cena, fica recluso num sítio, onde vive, no interior de São Paulo. Regina Duarte é uma das poucas para quem ele gosta de telefonar, “falar da vida” e dos filhos. “O Lima é um colega extraordinário. Ele se esconde, mas eu também. Por isso, nossa amizade dá certo”, diz a atriz. “Eu gosto muito dela. Quando ela me liga, às vezes, quer umas coisas estranhas, mas é o temperamento dela”, comenta Lima, sem querer dar detalhes. No Projac, os dois aproveitaram a oportunidade para decorar e ensaiar os textos juntos.

E se na TV Lima e Regina são igualmente queridos e admirados por colegas e pelo público, fora do trabalho dividem mais afinidades. Ambos fogem das badalações e buscam contato com o mato. Fora do eixo Rio-São Paulo, Lima Duarte, que detesta ter de pegar avião para ir gravar no Rio, vive na rotina de leituras, caminhadas e passeios a cavalo. “Sou muito solitário, vivo sozinho no sítio. Não gosto de falar, não falo com ninguém. Não fumo, não bebo, não como carne, não uso drogas”, diz o ator. Já Regina, leva uma vida “cigana”. Viaja para a Europa com frequência, cuida da avó, em São Paulo, e cuida de uma fazenda em Barretos, ao lado do marido, o pecuarista Eduardo Lippincott, 59 anos.

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