I Congresso Internacional sobre Gerontologia: Viver para sempre!

O tema do Congresso “Viver para sempre!” tem como objectivos:

 

 

1. Promover a investigação e o debate uni, pluri e transdisciplinar de um dos mais enigmáticos e aliciantes temas do século XXI – Viver para sempre!: o elixir da longa vida.

2. Estabelecer uma ponte cultural e científica entre os investigadores da gerontologia, geriatria, gerontodesign e gerontotecnologia.

3. Criar oportunidades aos investigadores, professores, profissionais de saúde e outros e estudantes para discutirem e compartilharem as suas experiências com outros participantes sobre o tema deste congresso: Gerontologia: Viver para sempre!

4. Promover um debate científico, técnico e tecnológico auspicioso acerca da problemática da saúde somática, psicológica, social, tecnológica, ambiental, educacional, política e demográfica sobre as actividades de vida diária dos gerontes.

Este Congresso apresentará comunicações das diversas áreas científicas como, tais como: Gerontologia, Geriatria, Fisioterapia, Psicologia, Linguística, Antropologia, Sociologia, Geografia, Direito, Pedagogia, Economia, Engenharia, Arquitectura, Design, Publicidade, Ergonomia, Informática, Marketing, etc. Todas estas ciências contribuirão para a difusão de saberes, assegurando uma mesura de cidadania e de autonomia à população envelhecida.

A informação, a formação e a investigação-acção em Envelhecimento Humano deveria ser uma prioridade na Sociedade Portuguesa, na União Europeia, na América Latina, na Ásia, em África, etc. porque a maioria dos idosos encontram-se marginalizados e estigmatizados, pelas suas famílias, pelos grupos de crianças e adolescentes e pelas estruturas institucionais de apoio a senescentes em risco. Se aglutinarmos estes factores aos problemas de anomia, ao baixo nível socioeconómico e aos aspectos psicossociológicos do envelhecer humano, poderemos avaliar a importância deste I Congresso Internacional do ISCE sobre o envelhecer, a gerontologia: Viver para sempre!

A Organização das Nações Unidas (ONU) divide as pessoas idosas em três categorias:

• Os pré-idosos (entre 55 e 64 anos);
• Os idosos jovens (entre 65 e 79 anos – ou entre 60 e 69 para quem vive na Ásia e na região do Pacífico);
• Os idosos de idade avançada (com mais de 80 anos).

A Organização Mundial da Saúde define ENVELHECIMENTO como o término de um processo de alterações fisiológicas e psicológicas sofridas por todas as pessoas, as quais não podem ser interrompidas (Saúde em Movimento, 2003a).

Desde o século XVIII que a longevidade na Europa, que era de 31 anos, não deixou de aumentar. Em 1956 sobe para 66 anos. Presentemente, ela é, de 74 anos em média.

Segundo a OMS, estima-se que, actualmente, as pessoas idosas sejam 580 milhões no mundo inteiro, dos quais 350 milhões (61%) vivem em países desenvolvidos. Por volta do ano 2020 espera-se que os idosos ascendam aos 1000 milhões, dos quais 710 (71%) vivam em países desenvolvidos. No ano 2025, os indivíduos com mais de 60 anos, os gerontes, serão mais numerosos do que os jovens com menos de 20 anos.

Com estes números, é possível tomarmos consciência de uma realidade que tem as mais profundas repercussões na organização social e na economia de qualquer país. Estes factos criam problemas de ordem psicológica, social, cultural, económica e política da maior importância, nomeadamente o profundo sentimento de frustração dos idosos que têm consciência da sua dependência da sociedade e, por outro lado, o risco real de segregação e discriminação do geronte.

Este novo quadro demográfico tanto pode ser um perigo como uma nova oportunidade visto que, ser-se velho, comporta em si mesmo um estatuto de experiências, olhares saberes e olhares saber-fazer a serem aproveitados.

Simultaneamente é um estigma de um ser já desvinculado social, cultural e economicamente que transporta o rótulo e a etiquetagem do mito da inflexibilidade face à mudança, o mito da improdutividade laboral e o mito da (ausência de) auto-estima.

Este Congresso Internacional procurará encontrar respostas para a diminuição e/ou supressão do sentimento dependência e de exclusão social que gradativamente se instaura na psicomotricidade do idoso, que o conduz à depressão, fechando-se e alienando-se de tudo o que o rodeia, originando doenças, acabando por morrer mais precocemente, só e infeliz.

A comunicação que apresentar neste evento será “frutuosa e sumarenta” para ser “bebida tipo mata-borrão” pela comunidade científica. Fazemos votos que este “encontro viver para sempre!” seja frutuoso também para si nos aspectos científico, profissional, social e cultural.

Benvindo a este Congresso.

Saudações cordiais, académicas e gerontológicas.

Joaquim Parra Marujo, PhD – Presidente da Comissão Organizadora

Fonte: Acesse Aqui

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