Homoafetividade na velhice

O grupo de mestrandos, organizador do evento, contou com a orientação da Prof. Dra. Elisabeth F. Mercadante e a contribuição do convidado Pedro Paulo Sammarco Antunes, doutorando em Psicologia Social e Mestre em Gerontologia pela PUC/SP, que apresentou os resultados de sua pesquisa de mestrado, intitulada “Travestis, envelhecem?”.

Denise Mazzaferro 

 

homoafetividade-na-velhiceO grupo iniciou falando sobre a pequena quantidade de publicações sobre a temática no Brasil. Segundo Gracielle Costa, “dentro do curso de Gerontologia, temos três trabalhos de dissertação que abordaram o assunto”.

Gracielle traz o conceito de homoafetividade e não homossexualidade e explica: “o grupo optou utilizar o termo Homoafetivo ao invés de homossexual, porque ele exprime uma relação afetiva (admiração, amor, respeito, cumplicidade) entre pessoas do mesmo sexo, sem estar necessariamente associada com a relação sexual”.

Adriana Reis discorreu sobre o contexto histórico das lutas por direitos e cidadania que os homoafetivos tiveram que enfrentar em prol de ter espaço na sociedade e buscar garantias de uma velhice digna. Segunda ela, “a questão da subjetividade do homoafetivo acaba em um confronto entre o seu corpo e a cultura, em virtude desta ser heterossexista, e nela há muito preconceito e exclusão”.

Anderson Pedroso divulgou resultados de sua pesquisa de campo realizada em um bar gay do centro de São Paulo no qual ele falou sobre depoimentos ouvidos de idosos homoafetivos sobre seus interesses, sensação de liberdade, medo da solidão e medo da dependência, além da questão de alianças duradouras.

A discussão realizada com o público foi extremamente importante pois traz à tona um duplo preconceito sofrido por muitas pessoas idosas: o da homossexualidade e o da velhice.

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Redação Portal do Envelhecimento

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