Envelhecimento feminino é tema de curso

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No próximo dia 21 de setembro o Espaço Longeviver iniciará um curso de curta duração sobre o que é envelhecer em um corpo feminino e a problemática da velhice feminina, que tanto se fala, mas pouco se aprofunda. Inscrições abertas, últimas vagas.


Como a mulher vem enfrentando o seu envelhecimento? Do que elas falam entre amigas? E nos centros de convivências? Nas universidades abertas? Por que se diz que a velhice é feminina e que há uma feminização dos serviços? O que aflige as mulheres na contemporaneidade? São muitas as perguntas, algumas delas já foram abordadas neste mesmo espaço do Portal do Envelhecimento, como a que aponta que o “cuidado deve ter um foco de gênero, porque cuidar de uma mulher mais velha não é o mesmo que cuidar de um homem mais velho. A velhice será feminina e você deve se preparar”, publicada no ano passado.

Foi pensando em ajudar as mulheres a se prepararem para essa etapa da vida, assim como preparar outras que cuidarão delas, que convidamos Lucila Egydio, bióloga, especialista em ecoturismo e mestre em Gerontologia (EACH/USP) cuja área de pesquisa é o envelhecimento feminino, a ministrar um curso de curta duração, a fim de apresentar e debater os principais aspectos relacionados ao envelhecimento feminino. 

Conteúdo

Entre os temas abordados nos três dias de aula, estão “O corpo feminino e a passagem do tempo”, em que se trabalhará a questão de gênero, os aspectos demográficos e biológicos relacionados aos marcos do envelhecimento feminino, como menopausa, feminização da velhice, expectativa de vida, multi-comorbidades e viuvez.

O curso também abordará os “Papéis sociais e a velhice feminina”, apresentando as mudanças no corpo da mulher ao longo da vida, a multiplicidade de papéis, o urso de vida, a cultura da juventude e imagens da velhice, aspectos psicossociais do envelhecimento feminino; e as diversas velhices: da vovó do tricô à Iris Apfel.

“Mulheres idosas, dados e fatos: onde estamos?”, será tema do último dia do curso, no qual se verá os múltiplos preconceitos e fragilidades, a vulnerabilidade X fragilidade, o marco legal pertinente, números, dados e fatos, além de caminhos e perspectivas.

Estereótipos de gênero

Dados publicados pelo Observatório de Envelhecimento da Universidade Católica do Chile e Confuturo indicam que as complicações associadas à feminização da velhice estão relacionadas ao fato de que o modo de envelhecer nas atuais gerações de mulheres é fortemente marcado pelos estereótipos de gênero que prevaleciam em suas vidas.

Apesar das mulheres terem fortalecido sua autonomia, advinda da inserção no mercado de trabalho, passando a ter outras perspectivas sobre o papel imposto a ela pela sociedade, ela continua sendo valorizada por seu papel reprodutivo e pelo cuidado das crianças e agora dos velhos da família. Mas e elas, como esses preconceitos impactam seu próprio envelhecer?

Serviço
Curso Online: Envelhecimento Feminino
Quando: 21 e 28 de setembro e 5 de outubro
Dias: Terças – Feiras
Horários: 19h às 21h30
Carga horária: 7,5 horas
Descontos: estudantes, alunos e ex-alunos do curso Fragilidades na Velhice da PUC-SP, ex-alunos de cursos do Espaço Longeviver, associados a ADECON contam com 20% de desconto. Para saber como usar os descontos basta mandar mensagem para o e-mail [email protected], especificando seu caso ou enviar mensagem no nosso WhatsApp (11) 97080-4331.
Os alunos que tiverem 65% de presença receberão certificado.
Maiores informações: [email protected]

Foto destaque de RODNAE Productions/Pexels


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Redação Portal do Envelhecimento

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