Educação é a melhor maneira de controlar o diabetes

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A expectativa de crescimento no número de pessoas com diabetes no mundo é alarmante. Na América Latina, por exemplo, este aumento deve chegar a 44% até 2010, quando teremos 22,5 milhões de diabéticos. Na Europa, a previsão é de 24%, passando para 32,9 milhões de diabéticos. Na África, o índice chega a 50%, com 14,1 milhões de doentes.

 

 

De acordo com Joel Rocha, diretor médico da AxisMed, “para lidar com essa epidemia, uma das formas mais importantes é o investimento em programas de educação em diabetes, muito utilizado por governos de países do primeiro mundo”.

E por que educar? Estatísticas mostram que uma pessoa portadora de diabetes em geral interrompe o tratamento, ou seja, deixa de medir sua taxa de glicemia, de seguir um cardápio adequado ou mesmo deixa de tomar a medicação, após 4 ou 5 meses de tratamento. “Isso acontece justamente porque as pessoas portadoras de alguma doença crônica, como o diabetes, acham que não são doentes, mas estão doentes. E quando se sentem bem, acreditam estar curadas naquele momento e abandonam o tratamento”, explica o dr. Rocha.

Entender o “ser” e “estar” doente é que vai fazer a diferença no tratamento do diabetes. E isso só se consegue por meio de investimentos em educação. “Educar, neste caso, significa conscientizar o paciente, a família e os profissionais de saúde”, diz.

Programa de educação melhora qualidade de vida

E esse é o objetivo do Programa de Educação e Monitoramento a Pacientes Portadores de Diabetes da AxisMed. Criada em 2002, a empresa cuida da saúde de cerca de 2.000 pessoas, tendo o maior programa de monitoramento terceirizado do Brasil. Em 2004, obteve um crescimento de 41% com faturamento de RS$ 2,1 milhões. Entre seus clientes, encontram-se SulAmérica, Medial Saúde, Mediservice e outras operadoras de saúde e empresas de grande porte.

O monitoramento da AxisMed é feito por um call center formado por 25 enfermeiras. O trabalho consiste em visitas ao paciente, conversas telefônicas freqüentes para saber se a pessoa está tomando a medicação e se alimentando corretamente, acompanhamento da evolução do paciente, medição das taxas de glicemia e outras iniciativas, referendando o paciente ao seu médico sempre que apresente evolução inadequada, para uma nova proposta terapêutica e correção precoce do desvio observado.

Número de internações caiu 67,44%

Estudo conduzido pela AxisMed apresenta os resultados do monitoramento de 144 pacientes, com idade média de 66, portadores de diabetes. Realizado nos últimos 14 meses, mostra uma melhora na qualidade de vida dessas pessoas.

De acordo com o médico Joel Rocha, “o número de internações caiu 67,44%, passando de 344 para 112”. As passagens pelo Pronto Socorro foram reduzidas em 65,23%. O número de consultas também teve uma queda significativa, passando de 2550 consultas para 1115, uma redução de 56% Antes do programa, as pessoas pesquisadas consumiram em média 16 consultas por ano, ou uma internação por paciente ao ano. Depois do monitoramento, foi registrada uma internação para cada duas pessoas em média/ano.

A adesão à dieta foi uma das mudanças na realidade dessas pessoas que passaram a entender a função e a ação dos alimentos no contexto de sua doença. Inicialmente, apenas 19% dos pesquisados tinham controle dietético. Com o monitoramento, passaram a ser 72% os pacientes que se preocupam em seguir as dietas recomendadas.

Para o médico, os resultados mais difíceis de serem mudados foram os decorrentes das mudanças de hábitos de atividade física. “Antes do monitoramento, 74% da população pesquisada eram sedentários convictos. Após a adesão, o Programa de Monitoramento da AxisMed conseguiu mudar a vida de 58% dos pesquisados, que viram a importância da atividade física para o controle de sua doença”, afirma Joel.

Fonte: Acesse Aqui

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Redação Portal do Envelhecimento

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