É a Vovozinha!

O terceiro episódio da série É a Vovozinha que foi ao ar na segunda dia 30/5, às 20 horas, abordou o tema das mulheres com mais de 60 anos que estão fora do mercado de trabalho. Elas fazem parte da geração que mudou o comportamento da mulher, especialmente no âmbito do trabalho e, hoje, contraditoriamente, estão sem nenhuma ocupação.

Maria Lígia Pagenotto *

 

A questão que fica é: como é que as vovozinhas, ainda cheias de energia e disposição, lidam com este fato? Pesquisas revelam que senhoras desta faixa etária têm enorme dificuldade para se recolocar no mercado de trabalho, segundo sinopse do programa.

A expectativa de vida está aumentando e, com isso, o comportamento do mercado precisa ser reavaliado. A narradora Imara Reis e as atrizes Lilian Blanc e Bia Toledo trazem luz a esta questão tão importante para o bem-estar dessas mulheres, de acordo com texto que trata do episódio. O que pensam os departamentos de Recursos Humanos das empresas sobre a velhice?

O primeiro programa, exibido dia 16/5, foi uma apresentação da série, que conta com 32 programas, uma vez por semana, com 26 minutos de duração cada um.

É a Vovozinha é produzido pela Oficina Produções, com roteiro da jornalista Jô Reis e direção de sua filha, Keka Reis. No segundo episódio, em 23/6, tratou de moda. Como querem se vestir essas vovozinhas? Será que o mundo da moda as reconhece em suas singularidades?

Ouvindo especialistas no assunto, desbravando novos territórios, o programa se propõe a ir fundo nas discussões.

Com qualidade técnica, bom humor, pesquisa profunda do tema, ótimas atrizes e uma variedade de vozes discutindo o assunto, vale ser conferido toda segunda-feira, às 20 horas, na TV Brasil (https://tvbrasil.org.br/eavovozinha/).

As mulheres que participam do programa ou estão por trás de sua elaboração mostram que há uma nova geração de mulheres maduras, saudáveis, com maior poder aquisitivo e uma grande expectativa de vida que não querem ser condenadas a exclusão simplesmente porque passaram dos 60 anos de idade.

São mulheres ativas e poderosas, que romperam tabus na década de 60. Agora querem namorar, trabalhar e curtir a vida, assumindo a idade e usufruindo de toda a experiência e sabedoria que os anos lhe deram. Dar voz a estas mulheres é o objetivo da série É a Vovozinha.

Realizado em um formato que mistura ficção com narrativa, a série traz à tona diversas questões que permeiam esta revolução de costumes, comportamentos e convenções. Entre outros temas, discute namoro, sexo, mundo virtual e novas tecnologias, o momento em que os filhos saem de casa, o tornar-se avó e a família contemporânea.

Quem é a vovozinha?, ou ainda, quem é e como se comporta a mulher que está com mais de 60 anos nos dias de hoje? De que maneira ela está envelhecendo? De cabelos brancos e fazendo cursos de terceira idade? Ou correndo atrás da juventude perdida, na tentativa de se encaixar em padrões cada vez mais rigorosos e cada vez mais jovens?

São estas perguntas que a narradora vai fazer, com a ajuda das atrizes. Elas vão tentar descobrir: afinal, quem é essa vovozinha?

* Maria Lígia Pagenotto é jornalista e mestre em Gerontologia pela PUC-SP. É membro associado do OLHE – Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento e integra a Equipe Portal. E-mail: mlpagenotto@gmail.com

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