Descobertos 5 novos genes de risco de Alzheimer

Segundo pesquisadores, mais de 60 por cento dos casos de Alzheimer poderão ser prevenidos caso medicamentos ou mudanças de estilo de vida pudessem ser criados para combater essas variações genéticas. Mas essas descobertas devem demorar pelo menos 15 anos. A pesquisa foi publicada na revista Nature Genetics no início de abril.

 

 

A doença de Alzheimer, que vem afetando cada vez mais as sociedades e economias de todo o mundo, é a forma mais comum de demência, uma doença cerebral que afeta a memória, o raciocínio, o comportamento e a capacidade de realizar afazeres comuns do dia a dia.

“Estamos começando a juntar as peças do quebra-cabeça e a entender melhor” a doença, disse Julie Williams, do Centro de Genética e Genômica Neuropsiquiátricas da Universidade de Cardiff, que liderou o estudo. Segundo ele, “Se conseguirmos eliminar os efeitos colaterais dos tratamentos com genes, esperamos que possamos então reduzir a proporção de pessoas que contraem Alzheimer a longo prazo.” Em entrevista à grande imprensa de Londres, Williams disse que “O interessante é que os genes que conhecemos agora – os cinco novos, além dos anteriormente identificados – estão agrupados em padrões”.

Para encontrar novas variantes do gene, Williams e um grupo internacional de pesquisadores analisaram dados de 25 mil pessoas portadores de Alzheimer e 45 mil pessoas saudáveis que foram usados como “controles”. Descobriram que variações comuns do gene chamadas ABCA7, EPHA1, CD33 e CD2AP e MS42A estavam relacionados a um risco maior de desenvolver a doença. “Estes cinco genes agora mostram evidência convincente de associação com a doença de Alzheimer”.

Estudos anteriores sobre as últimas décadas demonstraram que as variações do gene conhecidas como CLU, PICALM, CRI, BIN1 e APOE também estão relacionadas ao risco de contrair Alzheimer.

Os pesquisadores afirmam que as variantes genéticas encontradas destacam as diferenças específicas em pessoas que contraem Alzheimer, incluindo variações no sistema imunológico, no modo pelo qual o cérebro lida com o colesterol e lipídios, bem como um processo chamado endocitose, que remove proteínas tóxicas do cérebro.

Os cientistas suspeitam que os genes podem explicar de 60 a 80 por cento do risco de Alzheimer de início tardio, o tipo que se manifesta na velhice.

A entidade Alzheimer’s Disease International prevê que, conforme a população envelhece, os casos de demência dobrarão a cada 20 anos, atingindo os cerca de 66 milhões em 2030 e 115 milhões em 2050. Boa parte das vítimas se concentra em países pobres.

Fonte: Texto extraído da Reuters e reproduzido por Yahoo: Disponível Aqui

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