Da insensatez à fragmentos de sabedoria

Como consegui chegar aos 85 anos com a mente tão lúcida e em pleno vigor varonil e mental? É a pergunta que o engenheiro civil Izrael Rotenberg faz a si mesmo. E ele próprio responde: “desde a adolescência convivi com constantes inquietudes espirituais – isto me faz lembrar do premiado filme A árvore da vida -, aos quais sempre busquei suas respostas.

 

 

Da-insensatez-a-fragmentos-de-sabedoriaAs pesquisas que desde então realizei, ajudaram-me a desde cedo organizar a minha mente e a sintetizar tudo o que lia quanto às religiões e filosofias”.

Aos 55 anos de idade Izrael Rotenberg conheceu a ciência logosófica, que o levou ao conhecimento de si mesmo que tanto falava Sócrates. Desde então ele é adepto desta filosofia. E essa é a razão de aos 85 anos ainda se interessar pelos problemas humanos – políticos, sociais e, fundamentalmente, humanísticos.

Segundo ele, “é essa experiência de vida que procuro retratar em meus livros História da Insensatez Humana e Fragmentos da Sabedoria Humana”, lançados em português e inglês em formato digital em seu site www.rotenberg.com.br, recém inaugurado, um “presente” de aniversário.

Insensatez e fragmentos de sabedoria

Da-insensatez-a-fragmentos-de-sabedoriaDesde sua juventude Izrael Rotenberg foi incomodado por uma inquietude: “Por que a humanidade, no decorrer de milênios de sua história, sempre conviveu com as guerras?” Pesquisando a respeito, o autor descobriu que as guerras são a ponta de um iceberg enorme e profundo; que as guerras são o resultado do cultivo da hipocrisia, do maquiavelismo e da dupla personalidade; e que os desentendimentos entre os homens e nações são suas consequências.

Infelizmente, até o presente, continua pertinente a grande indagação que se fazem todos os homens de bem: “Por que a humanidade continua tão bárbara, tão insensata?”. Assim nasceu o livro “História da Insensatez Humana”. Livro que prova ao leitor que a humanidade optou por um caminho equivocado, cujas consequências são o sofrimento, a angústia e o temor pelo futuro de sua própria espécie. Cabe ao homem, portanto, pensar em trilhar por outro caminho, aquele do qual jamais deveria ter se desviado.

É para ajudar ao ser humano em geral, e a juventude em particular, a mudar seus conceitos fundamentais de vida e, em decorrência encontrar a sua razão de viver e a felicidade que tem direito que o autor elaborou o “Fragmentos da Sabedoria Universal”.

Considerando relevantes ambos os livros, a Seção de Intercâmbio da Biblioteca Nacional distribuiu 1.600 exemplares às principais bibliotecas do Brasil e do universo.

Da-insensatez-a-fragmentos-de-sabedoriaEsgotada a primeira, Rotenberg propôs uma segunda edição de ambos os livros ao Ministério da Cultura, com o aproveitamento da Lei Rouanet. Aprovada, essa proposta evoluiu para o projeto Nº PRONAC 10 0209, na Área de Humanidades, sob o seguinte fundamento: Os livros do projeto em pauta do autor de História da Insensatez Humana e Fragmentos da Sabedoria Universal são obras que promovem reflexões nos campos de história e ciências políticas e sociais pela forma com que o autor apresenta, no primeiro, as causas da insensatez humana através da história da civilização, desde a antiguidade até os dias atuais e razão de tanto sofrimento e adversidade humanos. Focaliza, fundamentalmente, dois aspectos: a equivocada e decadente civilização que a humanidade vem trilhando ao longo de sua história – história da estupidez ou insensatez – e suas causas.

Perfil:

Da-insensatez-a-fragmentos-de-sabedoriaIzrael Rotenberg, 85 anos, caracteriza-se por uma constante atuação humanística que se reflete em seus livros. Filho de pais imigrantes que chegaram ao país em extrema pobreza, razão por que apenas aos sete anos foi alfabetizado e, aos oito, ingressou no primeiro ano de uma escola primária, ao mesmo tempo em que iniciou seus estudos de violino, por insistência de sua mãe. Dois anos após, já se interessava pela leitura de livros a ponto de seu pai, apesar de semianalfabeto e ainda financeiramente pobre, observando-o, passou a levá-lo quinzenalmente a visitar uma grande livraria onde, por horas, folheava livros e os comprava.

Cursando o ginásio, no Rio de Janeiro, teve a sorte de conviver com grandes mestres, que lhe exigiram que procurasse as bibliotecas públicas e participasse de um concurso de redação, ganhando um prêmio. Aos 16 anos começou a tomar consciência da insensatez humana e, aos 18, seguindo o idealism, ingressou na política partidária de esquerda querendo reformar o mundo.

Em 1948 ingressou na primeira turma da Escola Politécnica da PUC-RJ onde mobilizou seus colegas na feitura de apostilas de todas as matérias dadas no 1º e 2º anos, quando dela foi expulso após sua prisão pelo Estado por atividades políticas subversivas. Mesmo pobre, tendo que se sustentar – dando aulas particulares durante o dia e, à noite, tocando violino em eventos diversos -, um ano após sua expulsão prestou o vestibular e ingressou na Escola Nacional de Engenharia, hoje da UFRJ. Poucos anos depois de formado, Rotenberg dedicou-se inteiramente à vida empresarial no campo da engenharia de sua especialização.

Mas algo lhe faltava. Passou, então, a interessar-se pelas religiões iniciáticas, principalmente as relacionadas com o Antigo Egito e pelos pensamentos dos grandes filósofos gregos, entre eles Platão e Aristóteles. Depois peregrinou por religiões ocidentais, mais próximas a ele, como a judaica, alguns segmentos da católica e a kardecista. Atormentado por suas inquietudes, em cada uma delas dedicou-se de corpo e alma, buscando encontrar dentro de si a mesma fé que via nos rostos e atitudes dos adeptos de cada uma delas.

Em 1982 encontrou a Logosofia, criada por Carlos Bernardo González Pecotche, mestre de sabedoria e humanista. Pesquisando os ensinamentos contidos na ciência logosófica, descobriu que, por influência das igrejas, era considerado como mistério tudo que a inteligência humana é incapaz de explicar ou compreender, por ser impenetrável à razão humana, o que muito o incomodava. Já Pecotche ensina que não há mistério para uma mente preparada; daí ser um dos objetivos da Logosofia preparar a mente de seus cultores para compreender todos os mistérios da Criação.

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