Conversando com mamãe

Uma mulher de 82 anos e seu filho de 50 são os personagens da peça “Conversando com mamãe”. Com Beatriz Segall e Herson Capri, atores consagrados no elenco, o espetáculo parte do mesmo argumento que motivou o filme homônimo argentino de Santiago Carlos Oves: questões comuns a todos nós nos dias de hoje, como solidão, traição, aparência, casamento, desemprego, sexo e medo. Tudo tratado de forma clara, num diálogo comovente e com uma sinceridade que se torna mais explícita após um acontecimento inesperado no desenrolar da trama.

 

 

conversando-com-mamae“Ser velho é uma vantagem que chega um pouco tarde; a única maneira de aproveitar essa vantagem é não guardar para si, e sim compartilhar”, afirma a personagem vivida por Beatriz Segall, 85 anos. E compartilhar é o verbo que conjuga “Conversando com mamãe”, nesta versão adaptada para o teatro pelo espanhol Jordí Galcerán e dirigida por Suzana Garcia.

Passando por uma profunda crise financeira Jaime, vivido por Herson Capri, decide visitar sua mãe, um costume há muito tempo perdido, e anunciar a decisão de vender o apartamento no qual ela vive.

A mãe, uma matriarca de 82 anos, recusa-se a aceitar a decisão do filho e aos poucos revela uma personalidade, até então, desconhecida. Para Beatriz Segall, “no filme, tudo é explícito. Aqui, não. Você vai tomando conhecimento da vida deles aos poucos. E, apesar de a peça ter apenas dois atores, me parece que ela tem mais conteúdo.”

“Conversando com mamãe” fala deste difícil encontro entre mãe e filho onde a complexa relação toma proporções quase desconcertantes, a medida que a trama se desenrola. A crise neste “delicado conversar” leva os personagens a grandes descobertas, um filho que descobre que sua mãe é, também, uma mulher e que, além de tudo, namora. Uma mãe que abriga muitas mulheres dentro dela e cada uma, passa a ser uma inusitada revelação para este filho que se vê diante de múltiplos fracassos, mergulhado numa vida sem sentido.

“Conversando com mamãe”, brinda à cumplicidade, àquela que é construída com perdas e ganhos, alguns tropeços e rasgos de amor.

Segundo comentário do jornal O Estado de S.Paulo: “as questões que a montagem perpassa parecem todas muito sérias: afetos, laços que se dissolvem, uma crítica ao mundo de aparências em que a posse de bens tornou-se o valor máximo. Todos esses temas, porém, são movimentados com a leveza própria da comédia. Em diálogos que oscilam entre a mordacidade e a delicadeza”.

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Redação Portal do Envelhecimento

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