Com que idade nos tornamos velhos? A subjetivIDADE do envelhecimento, em pessoas em situação de rua

A influência do meio no processo de envelhecimento de idosos em situação de rua e de idosos que estavam em situação de rua e foram institucionalizados em uma casa de acolhimento, na cidade de Barueri, SP. E questiona: em que idade nos tornamos velhos? O idoso que mora na rua apresenta ao menos duas vulnerabilidades: ser velho e ao mesmo tempo estar em situação de rua. Esta fatia da população apresenta extrema pobreza e múltiplos fatores de risco para a saúde.

Giseli Patricia dos Anjos Novelli. Texto e Fotos (*)

 

Existe uma dificuldade de conceituar e de mensurar a população em situação de rua no Brasil, o que existe hoje são trabalhos realizados pelas Secretarias de Assistência Social dos maiores municípios. Segundo o censo do FIBE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e a Secretaria de Assistência e desenvolvimento social – SMADS da prefeitura de São Paulo a população em situação de rua na municipalidade de São Paulo no ano de 2015 é de 15.905 (quinze mil novecentos e cinco) indivíduos, sendo 82% do sexo masculino, 14,6% feminino e 3,4% não identificado.

Segundo o IBGE, entende-se como moradores de rua, uma população “flutuante” que por muitos motivos acabam pernoitando em logradouros públicos. É um “Grupo populacional heterogêneo constituído por pessoas que possuem em comum a garantia da sobrevivência por meio de atividades produtivas desenvolvidas nas ruas, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a não referência de moradia regular”, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Social, 2005.

O desemprego, o abandono familiar ou até falta de família, a situação econômica, o desajuste social, problemas psicológicos, o vício em drogas como álcool e o crack, são motivos que levam as pessoas a morarem nas ruas. Estes moradores traçam um perfil da desigualdade social e da falta de políticas públicas de inclusão social. Neste ambiente de exclusão social encontramos os moradores de rua geralmente isolados do conjunto da população e que faz da rua o lugar de sua moradia e sobrevivência.

Envelhecer nestas circunstancias é um grande desafio. Para D. W. Winnicott, o ambiente tem uma grande importância ao longo da vida. A qualidade de vida que as pessoas terão depende do ambiente e das oportunidades que tiveram durante a vida. Inspirada no livro de Marcelino Freire – Contos Negreiros, na personagem Totonha que fala: “Morrer, já sei. Comer, também. De vez em quando, ir atrás de preá, caruá. Roer osso de tatu. Adivinhar quando a coceira é só uma coceira, não uma doença.”, resolvi compreender a subjetividade no processo de envelhecimento em indivíduos em situação de vulnerabilidade social.

Para isso, foram realizadas pesquisas de campo que abrangeram duas realidades: a) idosos em situação de rua abrigados, na Caritas – Casa São Francisco do município de Barueri; e b) idosos em situação de rua, que são atendidos pelo projeto social “Entrega por S.P.

Dentro desta realidade buscou-se observar o envelhecimento na rua e suas consequências. Os dados foram coletados através de conversas informais, nas quais foi-se mediando o conteúdo a fim de se obter as respostas às questões do roteiro da pesquisa que visava observar o processo de envelhecimento em pessoas em situação de rua.

Segundo Mattos, estar em situação de rua é: não ter moradia fixa, habitando transitoriamente em viadutos, calçadas, praças públicas ou albergues. Portanto, essa expressão é utilizada para retratar um momento da biografia individual e não como um estado permanente. Vivenciar o processo de envelhecimento nos indivíduos em situação de rua desperta a questão: Com que idade nos tornamos velhos? Como ter um envelhecimento ativo em condições de exclusão social?

O idoso que mora na rua apresenta ao menos duas vulnerabilidades: ser velho e ao mesmo tempo estar em situação de rua. Esta fatia da população apresenta extrema pobreza e múltiplos fatores de risco para a saúde.

Os moradores em situação de rua de São Paulo

Na cidade de São Paulo, segundo o censo realizado em 2015 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), avalia-se que cerca de 15.905 pessoas encontre-se em situação de rua com 82% indivíduos do sexo masculino, 14,6% do sexo feminino e 3,4% não identificado. Dentre esses indivíduos separou-se os que estão na rua e os que estão acolhidos. Vale lembrar que o envelhecimento é um processo que ocorre de forma lenta e gradual ao longo da vida e abrange as dimensões físicas e emocionais de cada indivíduo. Segundo o estatuto do idoso, os indivíduos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos gozam de direitos para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.

Para Norberto Bobbio:

[…] a velhice pode ser compreendida sob três perspectivas: a cronológica, a burocrática e a psicológica ou subjetiva. A velhice cronológica é meramente formal. Estipula-se um patamar (uma idade e todos que o alcançarem são considerados idosos, independentemente de suas características pessoais. A velhice burocrática corresponde àquela idade que gera direitos a benefícios, como a aposentadoria por idade ou passe livre em ônibus urbanos. A velhice psicológica, ou subjetiva, é a mais complexa já que não pressupõe parâmetros objetivos. Depende do tempo que cada indivíduo leva para sentir-se velho. (BRAGA, 2011 citado por BOBBIO, 1997, p. 17)

Portanto, a definição cronológica é acertada na sociedade e na legislação, porém, quando se fala em pessoas em situação de rua, esta idade cronológica fica subjetiva, observa-se que as condições de desigualdade social e econômica aceleram o processo de envelhecimento do indivíduo. As características socioeconômicas, o capitalismo desenfreado, a formação escolar, o trabalho e sua renda, a alimentação, as condições de saúde, as discriminações sofridas, os vícios como o alcoolismo e drogas ilícitas, condições de desigualdade social estão muito latente nesta população de rua e nos faz refletir sobre o que Braga (2011, p. 01), descreve: “Velhice é um termo impreciso e nos leva a meditar sobre quem é o idoso e o que é a velhice.” O envelhecer para os indivíduos em situação de rua torna-se um grande problema, pois não estão preparados para o envelhecimento.

Metodologia

O trabalho de pesquisa foi dividido em duas partes: idoso em situação de rua que estavam nas ruas e idosos em situação de rua que estavam institucionalizados em um albergue na cidade de Barueri. Com os idosos que estavam na rua foi feita uma abordagem junto com o projeto social “Entrega por SP” que é um projeto sem fins lucrativos e sem ligação com religião/ partido político/organização. O projeto usa as redes sociais para conseguir doações e pelo menos uma vez por mês sai às ruas de São Paulo para distribuir, além de cobertores e roupas, um Kit que foi montado de acordo com as demandas dos atendidos.

Este Kit contém: sanduíche, bolacha, água, sabonete, escova e pasta de dente, preservativos, garrafa de agua de 500ml e um par de meia. São mais de 250 voluntários, que se reúnem na praça Horácio Sabino na região de pinheiros, para separar os itens em uma sacola de plástico e na sequência os Kits juntamente com roupas, sapatos e cobertores são divididos nos carros e distribuídos para os indivíduos que estão na rua. Para organizar esta divisão a cidade foi mapeada e dividida em rotas, Minhocão, Zona Leste, Zona Norte, Glicério, Centro, 9 de julho, e Barra funda / Lapa.

Cada ação atende aproximadamente 1300 pessoas em situação de rua. O objetivo do projeto é levar momentos de escuta e conversa, carinho e atenção às pessoas que estão na rua. A ação acontece durante a noite e durante a semana, a carência de quem mora na rua é tanta que as ações se estendem da madrugada até os primeiros raios de Sol. A pesquisa foi realizada em três ações diferentes, no mês de agosto, de setembro e de outubro de 2017. Percorreu duas rotas distintas, a do Minhocão que passa pelo metrô Marechal Deodoro, República e Santa Cecília e a da Barra funda e Lapa. Durante a ação foram atendidos 300 moradores de rua, dos quais 25 eram idosos com mais de 60 anos e 4 idosos ajudaram a compor este trabalho. Durante as conversas buscou-se investigar os seguintes assuntos: o motivo de estar na rua; como é realizada a higiene pessoal; com que frequência utiliza o SUS; o que é envelhecer para você; qual o maior sonho.

Manoel, 69 anos, rota minhocão

Está em situação de rua há 5 anos e foi para a rua porque teve conflitos familiares em decorrência de uso de álcool, não tem intenção de voltar a morar no ciclo familiar, quando tem dinheiro paga 5 reais para tomar banho em um hotel nas proximidades do metrô Santa Cecília. Quando passa mal procura um pronto socorro no qual relata não ser bem visto, pelo cheiro e pelas condições da roupa. Seu maior sonho é dançar e nunca pensou na palavra envelhecer, pois diz que morre todo dia um pouco.

O grupo estava com violão e pandeiro, começamos a cantar para realizar o sonho dele e fizemos um baile embaixo do minhocão e Manoel dançou…

Gilberto, 58 anos, rota minhocão

Está na rua há 10 anos e foi para a rua porque morava com o irmão que recebia benefício e o irmão faleceu, ficando assim sem renda. Às vezes, vai até a Cristolândia para tomar banho e lavar as roupas, relata não precisar ir ao médico, seu sonho é conseguir se aposentar e alugar um quarto. Para ele envelhecer é receber a aposentadoria e não precisar mais trabalhar.

Jair, 60 anos, rota Barra funda – Está na rua há 5 anos e foi para a rua porque se separou da mulher, faz bico de pedreiro, vende papelão e latinha e usa o dinheiro para se sustentar, não gosta de regras e nem de médicos, tem 3 filhos que não quer ver nunca mais. Sobre a palavra envelhecer ele diz que não vai chegar nesta fase da vida. Jair diz não fazer mal pra ninguém, mas escolheu viver sozinho com o seu cachorro.

Vera, 62 anos, rota Barra funda – Não lembra há quanto tempo está na rua, foi para a rua porque bebia demais e a família não aguentou, se sustenta com a ajuda das pessoas, tem 4 filhos que não sabe onde estão, seu maior sonho é deixar de beber e voltar pra casa. Sobre envelhecer diz: já está velha há muito tempo, olha meu rosto como está!!!!!!

José Neves, 65 anos, vive em situação de rua na cidade de Barueri – Dos idosos entrevistados que vivem em situação de rua, destaco o Sr Josá Neves. Está nas ruas há 15 anos, devido conflitos familiares, porém não mudou de cidade. Frequenta um centro de convivência para idosos na cidade de Barueri, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, toma café da manhã, almoça, toma café da tarde e faz sua higiene pessoal no equipamento. Não consegue estabelecer vínculo, em nenhuma atividade oferecida pelo equipamento, tem dificuldades em trabalhar com regras, porém é assistido pela equipe multidisciplinar que faz um trabalho pontual de escuta e de reinserção social junto aos demais idosos. Apesar de estar em situação de rua o idoso passa periodicamente no médico, recebe ajuda dos vizinhos do bairro em que mora, faz alguns serviços de pintor, varre calçadas, cuida dos estabelecimentos da redondeza… Já tentou ficar na Caritas Casa São Francisco e na casa de passagem Estrela Guia que é gerenciada pela prefeitura de Barueri, mas não consegue trabalhar com regras e nem com barulho, prefere dormir na calçada em frente a um bar. Para ele envelhecer é falar besteira e ficar falando a mesma, não aceita que está velho e que também repete a mesma coisa várias vezes.

Aparecida, 64 anos – No começo da pesquisa Dona Aparecida estava vivendo em uma praça no bairro de Tamboré na cidade de Barueri. Acompanhei a idosa por uma semana, todos os dias de manhã e à noite levando comida. Aparecida estava em situação de rua há 2 anos, resolveu sair de casa depois que tentaram violentá-la na sua própria casa, ela colocou fogo na casa e fugiu. Ela tem dois filhos que moram no Japão, recebe benefício, porém, estava sem documento, o que a impedia de receber o dinheiro no banco.  Aparentemente bem, com um discurso coerente, a idosa dizia só precisar de ajuda para tirar a documentação, foi acionado o consultório de rua e o albergue para ajudá-la. Aparecida foi recolhida no Albergue, onde teve problemas de transtorno mental, apresentava muita resistência em ficar longe de suas coisas, os técnicos da Casa São Francisco tentaram readequar as regras do abrigo para receber a idosa, que não aceitava o abrigamento, a situação se agravou e, em três semanas, a idosa ficou descontrolada emocionalmente e teve que ser internada na área da psiquiatria do Hospital Municipal de Barueri, onde se encontrava até o término desta pesquisa. O sonho de Dona Aparecida é voltar a morar em um lugar seguro. Quando questionada sobre envelhecimento, ela muda de assunto e diz: que velho é o que não presta mais, são aqueles que estão jogados no asilo.

Caritas Casa São Francisco

A segunda parte da pesquisa foi realizada na Caritas Casa São Francisco, através dos serviços: Centro de Acolhimento a Pessoas em Situação de Rua; Serviço de Acolhimento Institucional para Pessoas em Situação de Rua; e Serviço Especializado em Abordagem Social Ir ao Encontro. Tais serviços têm como objetivos: Acolher e garantir proteção integral; Contribuir para a prevenção do agravamento de situações de negligência, violência e ruptura de vínculos; Restabelecer vínculos familiares e/ou sociais; Possibilitar a convivência comunitária; Promover acesso à rede socioassistencial, aos demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos e às demais políticas públicas setoriais; Favorecer o surgimento e o desenvolvimento de aptidões, capacidades e oportunidades para que os indivíduos façam escolhas com autonomia; Promover o acesso a programações culturais, de lazer, de esporte e ocupacionais internas e externas, relacionando-as a interesses, vivências, desejos e possibilidades do público; Desenvolver condições para a independência e auto cuidado; e Promover o acesso a rede requalificação e requalificação profissional com vistas à inclusão produtiva.

Em relação à abordagem social, os objetivos consistem em: Construir o processo de saída das ruas e promover condições de acesso à rede socioassistencial e outras políticas de garantia de direitos, promovendo a reintegração familiar e comunitária; Identificar famílias e indivíduos com direitos violados à natureza das violações as condições em que vivem estratégias de sobrevivência, procedências, aspirações, desejos e relações estabelecidas com as instituições; Promover ações de sensibilização para divulgação do trabalho realizado, direito e necessidades de inclusão social e estabelecimento de parcerias; e Promover ações para reinserção familiar e comunitária.

Abordagem

Atendimentos individuais, grupais, atividades socioeducativas, oficinas terapêuticas, acompanhamentos terapêuticos externos, grupos operativos, oficina de geração de renda, atividades lúdicas, festas comunitárias, atendimento à comunidade e encaminhamentos a rede socioassistencial. As atividades desenvolvidas pelo serviço de acolhimento institucional são de caráter continuado, permanente e planejado. No desenvolvimento das atividades são proporcionados processos participativos dos usuários na busca do cumprimento da missão da entidade, bem como da efetividade na execução de seus serviços.

Os usuários são informados sobre os direitos, benefícios, programas governamentais, as atividades na comunidade, programas de formação e qualificação profissional para proporcionar a inclusão produtiva. Os espaços e metodologia propiciam o atendimento conjunto, a proteção social, o fortalecimento dos vínculos entre seus membros e o desenvolvimento de relações saudáveis entre si. São desenvolvidas várias atividades da vida diária (AVD) com a ajuda dos profissionais técnicos que trabalham na casa como: terapeuta ocupacional, psicóloga, educador físico, fisioterapeuta, enfermeira, assistente social, cuidadores e arte educador. Esta equipe também desenvolve um trabalho de conscientização junto à comunidade para que entendam e se sensibilizem sobre a questão da pessoa em situação de rua e contribuam para a diminuição das violações de direito desta população.

São realizados encontros com a comunidade, organizações governamentais e não governamentais para estudarem e debaterem formas de mobilização para um trabalho efetivo que contribuirá para a melhora na qualidade de vida da pessoa em situação de rua e nas propostas para organizar o trabalho de forma planejada. Os técnicos do equipamento realizam momentos de instrução a respeito do trabalho desenvolvido pelo projeto, em lugares públicos do município. São focos para esta demanda: bares, padarias, escolas, terminal rodoferroviário, UBS’s (Unidades Básicas de Saúde), CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), CREAS (Centro de Referência Especializada de Assistência Social), Instituições Religiosas, Postos da Guarda Municipal, Escolas, dentre outros locais públicos do município.

Dentro desta realidade do equipamento, aconteceram várias rodas de conversar com os internos e com os pernoites. Selecionou-se alguns idosos que estão institucionalizados e 1 que usa o serviço de pernoite (serviço de atendimento indireto, que só usa o equipamento para dormir):

Irineu, 63 anos – Está na casa há 2 anos e foi institucionalizado porque tem problemas de saúde. Está esperando sair o benefício para alugar um quarto e morar sozinho. Para ele envelhecer é muito ruim, chega uma idade que você não consegue nada mais, a única coisa boa é o benefício.

Dilmo, 62 anos – Está na casa há 2 anos e foi para a rua em decorrência de conflitos familiares, na casa ele é o responsável pela horta comunitária e envelhecer para ele é quando começa a doer tudo e ainda completa dizendo: “ainda bem que eu não envelheci ainda”.

José Luiz, 64 anos – Está na casa há 5 meses e foi institucionalizado porque tem problemas de saúde. Para ele envelhecer é muito triste porque não consegue fazer as coisas direito e só fica doente.

Jesuíno, 63 anos – Está na casa há 6 meses e foi institucionalizado porque foi encaminhado pelo CRAS depois que foi despejado da sua casa. No equipamento teve acesso a educação, está matriculado na rede de ensino público e já consegue escrever seu próprio nome, e atribuiu isso ao envelhecimento, dizendo que só agora, quando parou de trabalhar, é que entrou na sala de aula pela primeira vez.

José Ferreira, 45 anos, pernoite – Usa o equipamento somente para dormir, se alimentar e tomar banho. É metalúrgico, tem o segundo grau completo e está em situação de rua há 10 anos devido a transtornos de personalidade e uso de álcool. Aparentemente ele tem mais de 60 anos e para ele envelhecer é quando a pessoa fica doente.

Alguns entrevistados não foram mencionados porque já estão com o cognitivo comprometido devido ao uso excessivo de drogas. Os depoimentos narrados levantam o seguinte questionamento: com que idade nos tornamos velhos? A escolaridade interfere na maneira de envelhecer? Como o meio interfere no processo do envelhecimento?

Como Freud assinala que o homem é fruto do meio, então surge outro questionamento: o homem não consegue vencer as circunstâncias onde vive? O que fazer para envelhecer de uma maneira saudável? Talvez seja esse o grande desafio e o ponto de partida de estudos para o novo século. Estamos preparados para envelhecer? Somos frutos do meio em que vivemos ou determinamos o que seremos?

Referências

Braga, P. M. V. Curso de Direito do Idoso. São Paulo. Atlas S. A. 2011.

Bobbio, N. O tempo da memória: De senectude e outros escritos autobiográficos. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

Fundação Instituto de Pesquisas Econômica. (FIPE). (2003). Censo dos Moradores de Rua. São Paulo (SP).

Marcelino, Freire. Contos negreiros. Disponível em: https://lelivros.com/book/baixar-livro-contos-negreiros-marcelino-freire-em-pdf-epub-e-mobi-ou-ler-online – acesso 12.10.2017

Mattos, Ricardo Mendes and FERREIRA, Ricardo Franklin. O idoso em situação de rua: Sísifo revisitado. Estud. psicol. (Campinas) [online]. 2005, vol.22, n.1, pp.23-32. ISSN 1982-0275. https://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2005000100004.

Mattos, Ricardo Mendes. Situação de rua e modernidade: a saída das ruas como processo de criação de novas formas de vida na atualidade. 2006. 244 f. Dissertação. (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade São Marcos,. São Paulo, 2006.

Sites consultados

https://pt.scribd.com/document/6684951/Idoso-Em-Situacao-de-Rua – acesso em 12.10.2017

https://www.mds.gov.br/backup/arquivos/sumario_executivo_pop_rua.pdf – acesso em 20.08.20157

https://www.jornalfolhadosul.com.br/noticia/2013/10/01/a-influencia-da-alimentacao-no-processo-de-envelhecimento – acesso em 12.10.2017

https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/assistencia_social/observatorio_social/2015/censo/FIPE_smads_CENSO_2015_coletivafinal.pdf – acesso em 20.08.2017

https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2015/05/censo-da-populacao-de-rua-de-sao-paulo-e-marcado-por-questionamentos-e-acusacoes-3031.html – acesso em 15.09.2017

www.ibge.com.br/confest_e_confege/pesquisa…/CD/…/714_2.ppt – acesso em 15.09.2017

https://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/view/17309 – acesso em 12.10.2017

 

(*)Giseli Patricia dos Anjos Novelli – Graduada em pedagogia e fotografia pela UNIP, especialização em gerontologia pela USP e fragilidade na velhice pela PUC. Trabalha com idosos em um centro de convivência na Prefeitura de Barueri e é voluntária no trabalho com pessoas em situação de rua, na Carita Casa de Acolhimento São Francisco – na cidade de Barueri,  no projeto entrega por SP – no centro expandido de São Paulo e no café fraterno que atende pessoas em situação de rua na cidade de Carapicuíba. E-mail: anjosgiseli@gmail.com

 

 

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