Benefícios da alimentação mediterrânea para a saúde cerebral do idoso

A alimentação mediterrânea tem sido estudada há bastante tempo e seus benefícios são largamente conhecidos. É composta por alimentos naturais e pobres em industrializados. Tem como maior fonte de proteínas os peixes de água profunda e os grãos integrais.

 

Nada beneficiará mais a saúde da humanidade e aumentará as chances de sobrevivência da vida na Terra quanto a dieta vegetariana”. (Albert Einstein)

Já não é de hoje que se escuta a expressão “somos o que comemos”. A alimentação tem ação direta sobre a nossa saúde, auxiliando a evitar ou postergar inúmeras doenças, tendo seus efeitos comprovados cientificamente em inúmeros estudos.

A alimentação saudável tem o papel não só de prevenir doenças, mas também de recuperar a saúde quando o indivíduo já se encontra enfermo. Devido à tamanha importância da alimentação, podemos afirmar que é muito melhor prevenir do que necessitar de remédios para alcançar qualidade de vida.

A dieta do mediterrâneo tem sido estudada há bastante tempo e seus benefícios são largamente conhecidos. Faz bem ao coração; previne doenças cardiovasculares; auxilia na redução do colesterol ruim e aumenta o colesterol bom; tem efeito positivo sobre a elasticidade das artérias, veias e capilares; além do efeito antioxidante, que age diretamente combatendo os radicais livres.

A alimentação mediterrânea é composta por alimentos naturais e pobres em industrializados. Tem como maior fonte de proteínas os peixes de água profunda e os grãos integrais. Possui teor reduzido de derivados lácteos, gorduras ruins e o mínimo de processados. Também faz parte desta dieta o consumo de castanhas, sementes e o consumo de azeite de oliva.

As doenças neurodegenerativas ocorrem gerando a morte de células da rede neural. Os neurônios para permanecerem saudáveis precisam de ácidos graxos essenciais, são chamados de essenciais porque o corpo humano não é capaz de produzir, conhecidos também como ‘gorduras boas’. E é neste momento que a dieta do mediterrâneo tem um efeito muito positivo na saúde cerebral devido ao consumo de peixes como salmão, sardinha, arenque e atum que são ótimas fontes de ômega 3.

O ômega 3 faz parte do grupo de gorduras boas e tem um papel essencial na saúde dos neurônios. Além dos peixes ele também está presente na linhaça e na semente de chia, porém, a melhor forma de utilizar essas sementes para esta finalidade é através de óleos extraídos delas.

A dieta do mediterrâneo é recomendada para todas as fases da vida, da gestação ao envelhecimento. Um estudo aponta que, a prevalência da doença de Alzheimer é menor nas populações que se alimentam conforme esta dieta.
Para os jovens de hoje investir nesta alimentação pode garantir um futuro com a mente mais saudável, e para as pessoas já acometidas ou em fase inicial da doença há estudos que apontam para a redução da evolução da doença de Alzheimer (SOUSA, 2015).

Este modelo de alimentação também tem efeito positivo sobre os transtornos de depressão e ansiedade. Basta incluir verduras, legumes, azeite de oliva, castanhas, sementes, grãos integrais e peixes, para desfrutar dos benefícios da dieta mediterrânea.

Referências
SOUSA, Maria João; GUIMARAES, Joana. Prevention of Alzheimer’s disease: The role of the Mediterranean diet. Prevenção da doença de Alzheimer: o papel da dieta Mediterrânica. Rev. Nutr.,  Campinas,  v.28, n.6, p. 691-703,  Dec.  2015. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732015000600691&lng=en&nrm=iso. Acessado em 22. Set. 2018.

 

 

Karina Bantin

Karina Bantin

Nutricionista formada pela Universidade Nove de Julho, especializanda em Nutrição Clínica pela Universidade Gama Filho; realiza atendimento e consultoria nutricional para pessoas em todos os ciclos da vida, da gestação até a terceira idade. Mantém como foco nos tratamentos a prevenção de doenças e melhora da qualidade de vida. E-mail: karinabantin@hotmail.com

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