Além das aparências, como nosso corpo muda no envelhecimento?

Com o avançar dos anos, nosso corpo muda como um todo, tanto na aparência, quanto em sua funcionalidade. Além das aparências, nossa fisiologia passa a reagir de forma diferente do que estávamos acostumados.

 

Sabemos, e percebemos, que o envelhecimento provoca mudanças em nosso corpo. Essa percepção está em nosso olhar diário, pois o próprio espelho entrega algumas alterações perceptíveis com o passar dos anos: cabelos caem e/ou se tornam brancos, rugas aparecem, parecemos perder estatura, etc.

Tratam-se de sinais que demonstram o amadurecimento do nosso organismo e permitem que terceiros, subjetivamente, tenham a percepção da nossa real idade biológica. Entretanto, não mudamos apenas em nossa aparência.

Com o avançar dos anos, nosso corpo muda como um todo, tanto na aparência, como colocamos inicialmente, quanto em sua funcionalidade. Desse modo, podemos dizer que além das aparências, nossa fisiologia (esse funcionamento) passa a reagir de forma diferente do que estávamos acostumados. Já ouviram falar que idosos podem não apresentar febre (temperatura elevada) quando estão com alguma infecção? Ou que as pessoas apresentam esquecimentos (se tratando dos leves) mais frequentes quando envelhecem? Pois bem, esses são exemplos clássicos de sinais dados pelo nosso corpo que mostram as mudanças dessa alteração de funcionamento. E não param por aí!

foto de Roman Kraft

Essas alterações ocorrem por todos os sistemas e microssistemas do nosso organismo, passando por mudanças do sistema endócrino à alterações em nosso sistema nervoso central. Mas não precisamos nos assustar com tudo isso, pois essas mudanças são esperadas e não impedem que a vida tenha sua felicidade e leveza. Esse processo é natural dos seres humanos e possui até seu próprio nome: A Senescência.

Os felizardos que chegarem à velhice passarão por esse processo, sem exceção, cada um vivendo seu momento e a intensidade individual dessas alterações.

Por tudo isso, os cuidados de saúde no envelhecimento precisam ser diferenciados e todas essas alterações devem ser levadas em consideração, visto que, com toda essa mudança fisiológica, alguns medicamentos e tratamentos precisam de adequações.

Desse modo, ter ao nosso lado profissionais que compreendem e estudam o processo de envelhecer ajudará, cada dia mais, a desenvolvermos uma jornada agradável nessa fase da vida.

 

Foto de destaque: Jehyun Sung

 

Nélio Borrozino

Nélio Borrozino

Possui graduação em Enfermagem pelo Centro Universitário São Camilo (CUSC - 2011). Especialista em informática em saúde pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP - 2014). Mestrado em Gerontologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC). É Coordenador de operações na ShareCare Brasil. Tem experiência como gestor na área de Enfermagem, com ênfase em Prevenção e Promoção da Saúde, gerontologia, onde foi membro do Grupo de Estudos em Envelhecimento Cerebral da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Informática em Saúde com foco em Gerenciamento de Doenças Crônicas (GDC), Prontuário Eletrônico, Tele-Enfermagem, Gestão de pessoas, Gestão por processos e Comunicação efetiva. Email: neliofb@gmail.com

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