A neurociência explica a depressão

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Radicado nos Estados Unidos, o psiquiatra inglês Peter Whybrow, diretor do Instituto Semel para Neurociência e Comportamento Humano da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, é referência quando o assunto é depressão e distúrbios maníaco-depressivos.

Célio Yano, Ciência Hoje/ PR


Ficou conhecido inicialmente por seus trabalhos sobre os efeitos de hormônios da tireoide no cérebro e no comportamento humano, mas passou a se dedicar à escrita de livros para o público geral. O último, American mania: when more is not enough (Mania americana: quando mais não é o bastante, ainda não traduzido no Brasil), além de elogiado pela comunidade científica, foi considerado um dos mais notáveis de 2005 pelo jornal The New York Times.

Na obra, Whybrow mescla história, filosofia e neurociência para analisar como o modo de vida atual foi moldado pela forma como nosso cérebro funciona. Ele acredita que o consumismo, a dedicação extrema ao trabalho e a dependência de aparelhos eletrônicos, entre outras tendências, são efeitos negativos da evolução humana que precisam mudar para garantir a sobrevivência da nossa espécie.

Em visita a Curitiba para participar de um simpósio internacional de neurociência, o psiquiatra conversou com Ciência Hoje.

Então o modo de vida atual, em que as pessoas estão cada vez mais atarefadas e dependentes de aparatos eletrônicos, tem alguma repercussão na incidência de casos de depressão?

Peter Whybrow – É difícil afirmar isso categoricamente. Mas há evidências de que uma exposição maior de crianças pequenas a meios eletrônicos, como televisão, internet e videogames, desenvolve mais o pensamento de curto prazo, o que traz problemas. Elas não são capazes de estudar bem, por exemplo, por ter momentos de atenção muito curtos para integrar as informações adequadamente. Um desafio para educadores é ajudar crianças e jovens a explorar a tecnologia da informação de modo crítico. Infelizmente, as novas tecnologias têm forte poder de sedução inclusive na sala de aula. Crianças e jovens usam laptops em sala, mas em geral os professores não orientam de modo adequado como usar as informações encontradas. Por outro lado, as novas tecnologias permitem obter informações que antes não estavam disponíveis. Acho que precisamos aprender a usar as novas ferramentas de modo útil e com senso crítico.

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Redação Portal do Envelhecimento

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