A Destruição de Bernardet, o filme

O filme ” A Destruição de Bernardet” é fundamental para discussões sobre o envelhecimento, a reinvenção na longevidade e ainda aborda questões como o direito à morte e eutanásia.

 

O filme “A Destruição de Bernardet”, dirigido por Claudia Priscilla e Pedro Marques, transita entre a ficção e o documentário e trata do maior crítico de cinema vivo do Brasil, Jean-Claude Bernardet, 80 anos, que critica a indústria farmacêutica, fala sobre virar ator aos 70, conversa sobre a morte e o suicídio. O filme traz como um dos temas fundamentais o envelhecimento.

Jean-Claude Bernardet está velho e doente. Mas ele se reinventa através da sua própria destruição. O filme utiliza dispositivos inusitados para acionar a memória da personagem e narrar a trajetória de um projeto com o próprio personagem ao longo da filmagem. Trata-se de um ensaio sobre a apropriação do próprio corpo na velhice.

Nessa apropriação Jean-Claude se sente construído e não destruído. A destruição é da imagem pública, de professor, cineasta. Portanto, não se trata de uma biografia convencional e laudatória. Jean-Claude jamais concordaria com algo assim. A personagem aparece em suas fraquezas e, como o próprio título sugere, é “destruído” de forma simbólica/violenta.  

O ator considera que o filme trata sobre o envelhecimento. Segundo ele, “justamente a destruição, digamos, da figura mais oficial no sentido de um envelhecimento em que você possa descobrir ou renovar sua vida na longevidade. A palavra-chave é reinvenção. É um filme sobre a reinvenção na longevidade”.

O filme lançado nacionalmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Salvador, Curitiba e Fortaleza, estreou internacionalmente em Locarno e, no Brasil, no Festival de Brasília. No Festival Mix Brasil, ganhou prêmios de melhor direção e melhor interpretação.

Quem é Jean-Claude Bernardet

Jean-Claude Bernardet é professor e crítico, é autor de diversos livros e artigos sobre cinema. Publicou  também livros “biográficos” como “Aquele Rapaz” e “Doença: uma experiência” (no qual trata do momento em que se descobriu HIV Positivo). Ator de vários filmes entre os quais destacam-se os dirigidos por Cristiano Burlan e Kiko Goifman. Roteirista de muitos filmes.

Diretores            

A diretora Claudia Priscilla dirigiu curtas e longas-metragens que concorreram e venceram Festivais importantes no Brasil e no mundo (contabiliza três participações no Festival de Berlim, Locarno, Visions du Reel etc). Seu primeiro longa-metragem foi o documentário “Leite e Ferro”. Em parceria com Kiko Goifman, dirigiu o longa-metragem “Olhe Pra Mim de Novo” e também “Bixa Travesty”, longa documentário inédito no Brasil.

Pedro Marques, diretor e diretor de fotografia, além de ser o responsável pela fotografia e montagem do longa-metragem “Olhe pra mim de novo”, dirigiu com Claudia “Vestido de Laerte” (curta vencedor em Brasília) e dirige também em parceria com Claudia a série “Transando com Laerte” (Canal Brasil).

Serviço

Documentário de longa-metragem – 72 min. – COR – Classificação etária 10 anos – Produção Válvula Produções e PaleoTV – Coprodução Canal Brasil.

Em São Paulo o filme está em cartaz no Espaço de Cinema Itaú do Shopping Frei Caneca e Cine Augusta.

Página do filme no Facebook:

https://www.facebook.com/adestruicaodebernardet

 

 

 

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