A arte pode fazer bem à saúde

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Estudo da OMS aponta que o envolvimento com a arte pode ser benéfico para a saúde mental e física. Aponta, por exemplo, que a prática da dança promove melhorias de pessoas com doença de Parkinson.


Trazer arte para a vida das pessoas por meio de atividades como dançar, cantar, ir a museus, a shows, ao cinema, ouvir música, ler, inclusive poesia, oferece uma dimensão adicional de como é possível melhorar a saúde física e mental das pessoas, aponta o relatório da OMS que analisa atividades artísticas que buscam promover a saúde e prevenir problemas de saúde, lidar e tratar problemas físicos e mentais, além de apoiar os cuidados no final da vida. A principal conclusão do relatório lançado em 2019 pelo Escritório Regional para a Europa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que o envolvimento com a arte pode ser benéfico para a saúde mental e física.

A pesquisa analisou evidências de mais de 900 publicações globais e foi a análise mais abrangente sobre o assunto até o momento.

Os casos citados no estudo mostram maneiras pelas quais as artes podem enfrentar desafios de saúde perversos ou complexos como diabetes, obesidade e problemas de saúde mental. As artes consideram a saúde e o bem-estar num contexto social e comunitário mais amplo e oferecem soluções que a prática médica comum até agora não conseguiu abordar de maneira eficaz.

É por isso que nossa primeira live de 2022 – Artes e Vínculos a serviço da Saúde (veja abaixo) – trabalhará com este tema, reforçando a importância da arte na saúde como um todo

De acordo com o estudo, desde o nascimento até o fim da vida, a arte pode influenciar a saúde de forma positiva. Como exemplo, o relatório diz que crianças pequenas com pais que leem histórias antes de dormir descansam mais durante a noite e têm melhor concentração na escola.

Entre os adolescentes que vivem em áreas urbanas, a educação com base na dramaturgia pode ajudar a tomar decisões responsáveis, melhorar o bem-estar e reduzir a exposição à violência. Mais tarde na vida, a música pode apoiar a cognição em pessoas com demência, sendo que a prática do canto melhora a atenção, a memória episódica e a função executiva.

A escrita de um diário, por exemplo, pode dar uma melhor qualidade de vida a pessoas em cuidados paliativos. O relatório de pesquisa indica que nos serviços de saúde, as atividades artísticas podem ser usadas para completar ou aprimorar os protocolos de tratamento. Ouvir música ou fazer arte, por exemplo, reduz os efeitos colaterais do tratamento do câncer, incluindo sonolência, falta de apetite, falta de ar e náusea.

O relatório aponta ainda que atividades artísticas em situações de emergência, incluindo música, artesanato e arte do palhaço, reduziram a ansiedade, a dor e a pressão arterial, principalmente para crianças, mas também para seus pais. Já a prática da dança promove melhorias clinicamente significativas na capacidade motora de pessoas com doença de Parkinson.

Fotos/Ilustrações: ONU/JC McIlwaine

Artes, definições

O relatório destaca que algumas intervenções artísticas não apenas produzem bons resultados, mas também podem ser mais econômicas que os tratamentos biomédicos comuns. Como elas podem ser adaptadas para pessoas de diferentes origens culturais, intervenções artísticas também seriam uma alternativa para envolver grupos minoritários ou de difícil acesso. 

Vários países buscam agora desenvolver sistemas de prescrições sociais e artísticas, nos quais os médicos da atenção básica podem encaminhar seus pacientes para atividades artísticas.

O relatório analisou os benefícios para a saúde, por meio da participação ativa ou passiva, em cinco grandes categorias. As artes cênicas incluem música, dança, canto, teatro e cinema e as artes visuais abrangem artesanato, design, pintura e a fotografia. 

A literatura está relacionada à escrita, leitura e participação em festivais literários e a cultura envolve ir a museus, galerias, shows, teatro. Já as artes online estão ligadas a animações, artes digitais, etc.

Live
Não percam neste sábado, dia 19/2, às 15h30, no canal do Youtube do Portal do Envelhecimento, a live Artes e Vínculos a serviço da Saúde, em que apresentaremos uma experiência de arte a serviço da saúde desenvolvida no Canadá e que poderá inspirar a quem desejar implantar algo semelhante no Brasil.

Foto destaque de JULIO NERY/Pexels. Fonte: ONU NEWS.


Portal do Envelhecimento

Redação Portal do Envelhecimento

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