Relações intergeracionais mediadas pelas tecnologias digitais

Nos últimos anos o desenvolvimento das TIC, tecnologia que interfere e media os processos informacionais e comunicativos das pessoas, tem causado impacto na sociedade no sentido de romper barreiras geográficas, diminuir distâncias e facilitar a circulação da informação e do conhecimento.

Daniel Gustavo Carleto e Carla da Silva Santana*
As Tecnologias de Informação e de Comunicação (TIC) têm rompido barreiras geográficas, diminuído distâncias e facilitado o acesso à informação e à interação social dos sujeitos dos diferentes ciclos de vida. Assim, a inclusão digital de adultos mais velhos e idosos tem sido uma grande preocupação na busca de uma sociedade mais participativa, inclusiva, e que possa resolver as demandas colocadas diante do envelhecimento da população e das constantes mudanças das tecnologias digitais.

As tecnologias digitais podem facilitar a comunicação e a manutenção da relação social do idoso com amigos e familiares quando a tendência é o isolamento e o distanciamento da rede social. Podem também permitir que o sujeito idoso permaneça por mais tempo em sua casa e com mais segurança; o manejo de atividades básicas e instrumentais da vida diária mesmo quando a capacidade funcional é afetada por condições adversas que restringem o engajamento em ocupações e em atividades significativas, reduzindo-lhe a participação social. O uso de tecnologias permite o cuidado no domicílio diante de condições crônicas como o diabetes, a hipertensão arterial dentre outras, principalmente no monitoramento destas condições através de medidores digitais de glicemia e hipertensão arterial.

O manejo eficaz desses equipamentos reduz a dependência dos idosos, melhora a autoconfiança e a autoestima, além de facilitar o cuidado da família e dos cuidadores. O sucesso na adoção de uma tecnologia começa a ser um visto como um importante preditor de funcionalidade. De acordo com Raymundo e Santana (2015), os constantes avanços na área de tecnologia e comunicação têm sido positivos para a sociedade em vários aspectos.

Contudo, se por um lado esses avanços representam a facilidade ao acesso aos recursos, por outro apresentam dificuldade de adaptação ao que é novo. É possível perceber que a parcela da população que mais tem dificuldades em se adaptar a essas novidades é a idosa, justificado pela inserção tardia desses dispositivos na vida destes sujeitos quando os mesmos já eram adultos mais velhos ou idosos. Assim, o domínio das tecnologias digitais traz consigo as dificuldades para o uso pleno e a compreensão de como estes equipamentos multitarefas funcionam, especialmente os aparelhos celulares, provocando muitas vezes a exclusão digital.

Os estudos que têm foco no uso de telefones celulares e outros equipamentos considerados como novas tecnologias digitais demonstram que os idosos usam menos e têm mais dificuldades no manejo de novas tecnologias do que os jovens tanto no que se refere ao aprendizado destas quanto aos aspectos que envolvem o uso, tais como o medo de danificar o aparelho, o embaraço no uso destes equipamentos em público, a compreensão de como funcionam os equipamentos multifuncionais.

Pessoas idosas percebem-se pouco confortáveis em usar tecnologias e também se sentem pouco confiantes em suas habilidades tanto para aprender quanto para manejar esses sistemas com eficácia.

A comunicação é uma necessidade inerente do ser humano. A troca de informações e a expressão de ideias e emoções são fatores comunicativos que contribuíram para a evolução das formas de se comunicar. Nos últimos anos o desenvolvimento das TIC, tecnologia que interfere e media os processos informacionais e comunicativos das pessoas, tem causado impacto na sociedade no sentido de romper barreiras geográficas, diminuir distâncias e facilitar a circulação da informação e do conhecimento.

Leia a matéria na íntegra em: https://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/view/31907/22128

* Daniel Gustavo Carleto – Mestre pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Bioengenharia EESC/FMRP/IQSC-USP. Carla da Silva Santana – Docente, Pesquisadora, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. Programa de Pós-Graduação Interunidades em BioEngenharia. E-mail: carla.santana@fmrp.usp.br

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