Quem cuidará de nós em 2030?

O título deste comentário é o da pesquisa realizada na academia que visa contribuir para a preocupante questão da qualidade de vida em um contexto de longevidade crescente. Pretende-se que ela possa orientar os esforços daqueles que se dedicam às várias modalidades de trabalho com idosos diante dos desafios sociais atuais: (i) o aumento da esperança de vida para além dos 80 anos de vida; (ii) a feminilização do envelhecimento; (iii) a pobreza, o baixo nível educacional e a exclusão social dos idosos; (iv) o aumento da necessidade de serviços de assistência à saúde e de educação permanente a idosos; (v) a crescente necessidade de apoio às famílias e a instituições sociais que os amparam e (vi) o imperativo de dotar governantes, gestores públicos, geriatras e gerontólogos com evidências técnicas para tomada de decisão.

Ruth G. da C. Lopes *

 

A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Católica de Brasília (UCB-DF), e a Universidade de São Paulo (USP) vêm com este projeto, propor trabalho interdisciplinar e interinstitucional para investigação sobre os cuidados e serviços disponíveis na atualidade para o segmento geriátrico da população além de se propor a investigar quais cuidados e serviços são desejáveis para as pessoas em sua velhice em um futuro não distante. A presente pesquisa objetiva explorar o ponto de vista dos gestores do sistema público de saúde assim como a visão dos usuários do sistema, tanto na região metropolitana de São Paulo quanto na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE/DF).

Possibilitar uma reflexão acerca do atual modelo de seguridade social no país, e subsidiar políticas e as práticas sociais futuras em relação aos idosos brasileiros do amanhã é um desafio para todos, tendo em vista que a assistência social e a saúde pública figuram, na atualidade, como os pilares sobre os quais se sustentam os principais benefícios ora direcionados ao segmento geriátrico nacional.

Até que ponto a população sabe dos cuidados/serviços que devem ser destinados aos idosos na atualidade?

E não seria providencial começarem a pensar nos serviços/cuidados necessários no ano 2030?

As cidades constituem espaços que acreditamos poder ter um melhor envelhecer. No entanto, a diversidade de pessoas, etnias, raças, profissões, freqüentando lugares diversos, obrigam a se repensar o envelhecer e a longevidade dos seres que nela habitam e a especificidade dos serviços/ cuidados que atendam às necessidades desse segmento. Mesmo para os mais pobres, as cidades continuam a oferecer mais chances que o campo: infraestrutura, saúde, educação, cuidados, acesso… Compartilhar iniciativas voltadas para os direitos de cidadania da pessoa idosa visam contribuir para o processo de envelhecimento populacional.

Fonte: Texto publicado em 10/07/11, no Jornal da Tarde-Opinião.

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