Os idosos e os avanços tecnológicos

Com o aumento contínuo do número de idosos na população mundial, os desenvolvedores de novas tecnologias precisam, cada vez mais, ficarem atentos a instrumentalizar essa parcela da sociedade para acompanhar a evolução tecnológica e desenvolverem projetos específicos para essa faixa etária. Em um futuro não tão distante, eles logo se tornarão o foco para demandar novas tecnologias e aumentarão cada vez mais sua representatividade nessa utilização.

 

A cada ano observamos a tecnologia avançar diante dos nossos olhos. Objetos e cenas futuristas que antes existiam apenas em filmes da série “Jornada nas Estrelas” hoje já são uma realidade. Por exemplo, você pode conversar com outra pessoa através de videochamada com apenas um clique em seu Smartfones, isso é sensacional!

Os avanços não param, a cada ano um computador menor é desenvolvido, um celular mais potente, câmeras de excelente qualidade, softwares avançados, aplicativos que facilitam mais e mais nosso dia a dia, enfim, uma lista sem fim de produtos e tecnologias que se inserem cada vez mais em nosso mundo. Dentre essas tecnologias, a criação e todos os avanços das redes sociais e de aplicativos merecem um destaque especial.

 

O primeiro conseguiu aproximar (ou não) pessoas, independentemente de sua localização através da internet. O mundo, em toda sua imensidão, se tornou muito mais acessível. Não dificilmente, conseguimos conversar com amigos e parentes em qualquer lugar em tempo real. O baixo custo dessa tecnologia, atrelado a sua velocidade e seu alcance, mudou certamente a forma com que nossa sociedade se comunica.

Já o segundo revolucionou o uso dos aparelhos celulares. Embora pareça cômico, nos dias de hoje utilizamos como função primária os smartfones para a utilização desses aplicativos ao invés de utilizá-lo para fazer ligações telefônicas.

Mas, e as pessoas que nasceram em outras épocas e precisam se adaptar a toda essa velocidade?

Quando estamos falando de tempo, não podemos esquecer que esse avanço cronológico atinge a tudo, inclusive a própria população. Nesse sentido, junto com o avanço tecnológico temos um envelhecimento populacional natural e contínuo. Muito embora crianças nasçam e cresçam nessa nova realidade, existe um nicho de pessoas que se esforçam a acompanhar o crescimento da tecnologia em nossas vidas.

Estar inserido em uma sociedade que muda constantemente não é uma tarefa tão fácil, porém essa habitabilidade é extremamente necessária para acompanhar essa evolução.

A cada dia que passa, observamos cada vez mais os idosos se adaptarem a essa nova realidade, afinal até simples interações como administrar dinheiro em um banco ficou diferente do que costumava ser. O uso de novas tecnologias está em todos os lugares, de hospitais à supermercados, e quem não se adapta a sua utilização se torna obsoleto no próprio contexto social.

Sabemos que com o envelhecimento nossos sentidos sofrem algumas modificações e tarefas simples, como ler um texto pequeno, se tornam um pouco mais complicadas. Logo, além de barreiras de adaptação no uso dos novos aparatos, há barreiras fisiológicas na terceira idade que podem dificultar a utilização dessas novas tecnologias.

De forma geral, mesmo com alguns empecilhos, os 60+ estão caminhando muito bem nesse assunto. Dados mostram que os adultos em transição (com mais de cinquenta anos) e os idosos representam um número significativo na utilização de redes sociais e aplicativos – cerca de 20% dos usuários.

É certo que, com o aumento contínuo do número de idosos na população mundial, os desenvolvedores de novas tecnologias precisam, cada vez mais, ficar atentos a instrumentalizar essa parcela da sociedade para acompanhar a evolução tecnológica e desenvolverem projetos específicos para essa faixa etária. Em um futuro não tão distante, eles logo se tornarão o foco para demandar novas tecnologias e aumentarão cada vez mais sua representatividade nessa utilização.

Nélio Borrozino

Nélio Borrozino

Enfermeiro, especialista em Informática em Saúde pela UNIFESP e graduando em Direito pela Faculdade Municipal de São Bernardo do Campo (FDSBC). É Supervisor de Pesquisa e Educação Continuada em uma empresa de gerenciamento de riscos. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Prevenção de Doenças, Promoção da Saúde e Gerontologia. Foi membro do Grupo de Estudos em Envelhecimento Cerebral da Faculdade de Medicina da USP. Atua com Informática em Saúde com foco em Gerenciamento de Doenças Crônicas, Prontuário Eletrônico e Tele-Enfermagem.

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