O segredo da longevidade é a gente que faz”, afirma centenária

Atualmente já não é mais novidade noticiar que um certo alguém completou 100 anos. Quem diria que um dia chegaríamos a fazer uma afirmação como essa? Alguém pode até perguntar se isso é bom. E é difícil encontrar uma resposta que seja adequada para tal questão. O que podemos dizer, com certeza, é que vivemos um tempo ou o tempo do “ser produtivo” como ideal de longevidade.

 

A dona de casa Celina Pereira da Silva Pimentel que completou 100 anos de vida no dia 4 de dezembro (2011), em Campo Grande, é um exemplo vivo do significado do que seja trabalhar e estar satisfeito com seu ofício.

O jornal MS TV (site G1 da GLOBO.COM) esteve presente no aniversário dessa senhora nascida no Nordeste, que há cerca de 70 anos mudou-se para o Centro-Oeste, tendo construído sua família nessa região. Como não poderia deixar de ser, o aniversário de Celina foi comemorado ao lado dos familiares: sete filhos, onze netos, 22 bisnetos e 6 trinetos. Dona Celina está entre os 23 mil brasileiros com mais de 100 anos de vida, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Indagada pelo repórter, que participava da festa, qual seria o segredo da longevidade, Celina responde que a longevidade só pode ser alcançada com muito trabalho: Segredo? Não tem segredo. Segredo é a gente que faz, né! Comer pouco e nas horas certas, não fazer extravagância, viver a vida trabalhando, lutando, para mim é isso.

Os médicos garantem que a longevidade do ser humano está ligada aos fatores alimentar, psicológico, físico e genético também.

O repórter conta que “Celina é um exemplo de pessoa que usou o amor para educar, a sinceridade para corrigir e a alegria para cativar. Mais que mãe, avó, uma guerreira que emociona”.

Será que a velhice nos tornaria, a todos, bravos guerreiros e sábios educadores? As rugas nos fariam mais amorosos, doces e sinceros “velhinhos” com todos os pecados redimidos pelo frágil corpo centenário? Cautela nas avaliações é bastante recomendável. Os muitos anos de vida não nos fazem melhores ou diferentes. Viver mais e cada vez mais, talvez nos faça um pouco mais cansados, talvez mais fortes com uma “carcaça” interior rija de tantas dores do corpo e da alma.

Na festa de dona Celina todos querem chegar aos 100 anos com uma boa memória e felizes, como a centenária, e claro, “com a ajuda de Deus”. Mas o repórter ainda incrédulo com tantos anos vividos dessa simpática senhora, pergunta: Cem anos de vida é muita coisa, não é não?
E dona Celina, responde, com extrema firmeza: É muita coisa, mas o que vamos fazer, né! Deus deu essa tarefa para mim, tem que levar ela, né! Até o dia que Ele quiser.

Quem sabe Celina tem ligação direta com o divino? Quem pode saber? Alguns dizem que todas as tarefas designadas aos seres humanos têm, exatamente, o tamanho, peso e medida que cada um pode suportar. O “fardo” não é maior ou menor, é ajustado às condições e recursos de cada um.

Bem, aviso aos “navegantes”: para quem desejar, depois dessa matéria, trocar, comprar ou vender sua própria cruz, esqueça. Uma cruz de diamantes vale muito, mas pesa demais. Uma cruz de ouro maciço, também vale uma imensidão, mas seu brilho chega a ofuscar olhos sensíveis. Uma cruz de prata encanta, mas perde sua luminosidade rapidamente e escurece até o mais profundo breu. E o que dizer de uma cruz de madeira, poderosa, forte e robusta?

Na verdade, caro leitor, pouco importa os materiais de que são feitas as cruzes. Com certeza, a cruz que lhe cairá melhor, será sempre a sua, a mesma que você passou a vida tentado trocar, vender, jogar…

Vídeo com a entrevista encontra-se no endereço URL das referências.

Referências

G1.GLOBO.COM (2011). Segredo da longevidade é trabalhar, diz idosa que completou 100 anos. Disponível Aqui. Acesso em 07/12/2011.

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Redação Portal do Envelhecimento

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