O envelhecimento da população brasileira traz, consigo, a necessidade de preparar pessoas para cuidar de idosos

Quem faz o alerta é o professor doutor Paulo Roberto Canineu, da PUC-SP. Segundo ele, os idosos, em maior ou menor grau, necessitam de algum tipo de atenção e auxílio diário. “Com o envelhecimento, existe a possibilidade de o idoso ser acometido pelos vários tipos de demência”, explica o especialista. A forma mais comum das demências é a Doença de Alzheimer (DA), porém existem ainda a Demência Vascular, Doença de Lewy, Doença de Parkinson, Hidrocefalia de Pressão Normal, entre outras.

 

A DA se manifesta formas diferentes nas fases inicial, moderada e avançada. Em todas elas o papel do cuidador é importante, sendo por vezes necessária a presença de mais de um cuidador para dividir as funções e amenizar a sobrecarga. Dentre as atividades estão: higiene pessoal, assistência diurna e noturna, consultas médicas, horários da medicação, pagamento das contas do paciente, controle da conta bancária, entre outras. Lidar com a realidade da DA não é uma tarefa fácil. “O cuidador precisa ter muita estrutura para não ser tomado pela frustração, uma vez que é a doença não tem cura”, informa Canineu. A busca por informações é uma boa forma de tornar o sofrimento mais leve. “É aconselhável que o cuidador solicite explicações ao médico sobre o assunto e esclareça suas dúvidas com este profissional. E, também, é necessário que esta pessoa esteja atenta à própria saúde, pois o estresse emocional pode ser prejudicial a ele e ao paciente”, recomenda o especialista.

O cuidador pode minimizar o desgaste físico e mental que envolve suas tarefas praticando alguma atividade que lhe dê prazer, como assistir a filmes, ler livros, fazer passeios. “Reservar qualquer tempo disponível para o lazer individual é muito importante para a saúde do cuidador, pois funciona como uma válvula de escape”, esclarece Canineu. Outra alternativa para o cuidador seria procurar ajuda e orientação por meio de uma terapia.

“O importante é o cuidador manter sua saúde para ajudar o paciente de DA a ter a melhor qualidade de vida possível”, informa. Mesmo sem cura, a Doença de Alzheimer tem tratamento medicamentoso com inibidores da acetilcolinestinesterase, que pode retardar de forma significativa o declínio da função cognitiva, comportamental e funcional.

O médico deve ser sempre procurado para avaliar e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente. “O melhor é que o cuidador procure sempre ajuda, orientação e até tratamento e, o mais importante, não esquecer-se, pois a vida continua e o paciente seguirá melhor se o cuidador estiver bem”, conclui Canineu.

A Doença de Alzheimer (DA)- A DA é uma enfermidade crônica, degenerativa, progressiva e irreversível, que compromete o cérebro provocando alterações profundas no comportamento, dificuldade de raciocínio e na articulação do pensamento e diminuição da memória, com efeitos devastadores sobre o doente e sobre a família. Tendo em vista esses fatores, a presença integral de cuidador, que pode ser alguém da família ou não, é fundamental para zelar pela saúde e bem-estar do paciente.

Fonte: Portal Fator Brasil, 1/07/11. Texto na íntegra Aqui

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