Mel Gibson e seu coração valente

Como um embaixador, Gibson corre o mundo divulgando o trabalho da Mending Kids International (MKI). O alvo são países em desenvolvimento. A MKI nos últimos anos realizou milhares de cirurgias em crianças com defeitos congênitos de mais de 50 países.

 

Pai pela nona vez aos 61 anos, o ator, diretor e produtor Mel Gibson dedica parte do seu tempo na luta para salvar crianças com defeitos congênitos do coração, anormalidades ortopédicas, escoliose grave e deformidades faciais…

Gibson é uma Máquina Mortífera de trabalho em alto nível. “Nossa admiração por ele é tanta que quando adotamos um casal de poodle não tivemos dúvidas quanto aos nomes: Mel e Gibson. Assim, nossas filhas decoraram o nome do ator de Mad Max antes mesmo dos personagens da Disney”, disse Verônica Alves ao Portal do Envelhecimento. A admiração vai além das telas, Alves também atua com voluntariado em uma ONG que faz trabalhos com idosos institucionalizados.

Apresentado ao mundo como um ator australiano, Gibson nasceu em Nova Iorque. Antes de ter cidadania australiana já tinha a americana e a irlandesa por parte de mãe. Seu nome, aliás, é composto pelos nomes de dois santos irlandeses. Australiana era a família do pai. Gibson só conheceu a Austrália aos 12 anos quando o pai resolveu voltar para sua terra por se sentir economicamente inseguro nos Estados Unidos.

De fato, Gibson se formou ator na Austrália. Quando jovem, dividia uma casa com outras pessoas, entre elas a enfermeira Robyn Moore, sua primeira mulher. Tiveram seis filhos homens e uma menina. Quando veio a separação, Gibson já estava com outra mulher engatilhada, uma cantora russa com quem teve mais uma menina. Calma que a conta ainda não fechou.

O sucesso não evitou que Gibson agisse fora dos palcos como um trem descarrilhado. Chegou ao fundo do poço quando se declarou alcóolatra. Prometeu retornar aos trilhos depois de colecionar erros como filhos.

Em 2014 começou a namorar a roteirista Rosalind Ross, dez anos mais nova que sua primeira filha, Hannah. O namoro evoluiu e o casal resolveu ter filhos. Aos 26 anos Rosa deu à luz o pequeno Lars Gibson, nono filho de Gibson que acaba de completar 61 anos. Como felicidade pouca é bobagem, o ator acaba de ser indicado para o Oscar de melhor direção pelo drama de guerra Até o Último Homem. Gibson tem dois Oscars na carreira, nenhum como ator.

Seria Lars o último homem da prole ou vem mais por aí? Nunca se sabe. O que se sabe é que Gibson há alguns anos abriu uma frente de batalha para salvar crianças mundo afora. Sua parceria, nesse caso, é com a Mending Kids International (MKI).

Gibson emprestou seu nome e influência para um trabalho beneficente que visa principalmente oferecer cirurgias a bebês com defeitos congênitos do coração, escoliose graves, anormalidades ortopédicas e deformidades cranianas significativas.

Como um embaixador, Gibson corre o mundo divulgando o trabalho da MKI. O alvo são países em desenvolvimento. Recentemente o ator esteve no Panamá e na Guatemala onde se reuniu com presidentes, ministros e secretários para apresentar o projeto. A MKI nos últimos anos realizou milhares de cirurgias em crianças de mais de 50 países.

Depois de Coração Valente, filme que rendeu dois Oscars para Gibson, o ator se sente capaz de enfrentar qualquer desafio, incluindo o de ser pai depois dos 60.

 

 

Mário Lucena

Mário Lucena

Psicólogo e jornalista, faz parte da Equipe do Portal do Envelhecimento.

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