Inclusão digital dos mais velhos

Acreditamos que a aprendizagem ao longo da vida como premissa para inclusão dos mais velhos nas novas tecnologias e na sua utilização geram novos saberes que pelo seu efeito multiplicador enriquecerão as novas sociedades.

 

Foto: Centro-dia Angels4U

“Numa época marcada por profundas transformações, e pelo desenvolvimento imparável da tecnologia e da ciência, graves e hediondos conflitos sociais acarretam consequências gravíssimas para a humanidade e para o sentido da vida. Acreditamos que a aprendizagem ao longo da vida como premissa para inclusão dos mais velhos nas novas tecnologias e na sua utilização geram novos saberes que pelo seu efeito multiplicador enriquecerão as novas sociedades.”

É disso que trata o Capítulo 2 – Aprendizagem ao Longo da Vida e Inclusão Digital de Adultos Idosos – de Rita Barros e Angélica Monteiro, (Porto/Portugal), presente no livro Gerontologia e Transdisciplinaridade I. As autoras reivindicam que as portas do mundo digital devam estar permanentemente abertas para a participação dos idosos:

“Na história das sociedades ocidentais, os conceitos de educação e aprendizagem estiveram sempre vinculados ao sistema educativo formal e, desta forma, o foco de preocupação das políticas educativas centrou-se nas primeiras fases do ciclo de vida, designadamente na infância e adolescência. Com a industrialização, e posterior advento tecnológico, a aprendizagem na idade adulta passou a ser considerada essencial para a potencialização do exercício profissional. Assim, a Educação das pessoas adultas centrou-se na formação para o trabalho, privilegiando uma lógica instrumental de produtividade e desenvolvimento econômico. Atualmente, a educação dirigida aos idosos tem vindo a merecer progressiva atenção, não apenas pela sua conformidade com o princípio da ALV (Aprendizagem ao Longo da Vida), como pela sua centralidade na promoção do envelhecimento ativo, considerando os atuais desafios sociodemográficos. Em ambos os casos, a inclusão digital de adultos idosos pode constituir-se uma estratégia com potencialidades únicas.”

 

GERONTOLOGIA E TRANSDISCIPLINARIDADE – LIVRO I
Formato: 14 x 21
Tamanho: 244 páginas
Papel: pólen 80g
Preço: R$ 39,90

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Outros temas presentes no livro Gerontologia e Transdisciplinaridade, uma produção internacional (Brasil/Espanha/Portugal):

Alzheimer – Jadir Machado, Simony Faria e Katia Teixeira, (Rio de Janeiro/Brasil), apresentam um estudo valioso para familiares e cuidadores envolvidos com pacientes portadores da Doença de Alzheimer (Capitulo 9: A Resiliência do Cuidador de Idosos com Alzheimer): “Com o processo de envelhecimento da população brasileira, percebe-se um aumento significativo no aparecimento de doenças, sobretudo doenças crônico-degenerativas, como é o caso da Doença de Alzheimer, cujos índices apresentam uma razão duas ou três vezes maior que outras doenças degenerativas.”

Musicoterapia – Este artigo também contempla o tema Doença de Alzheimer. Seu autor, Arthur Neto, (Rio de Janeiro/Brasil), versa sobre musicoterapia (Capítulo 7: O Papel Terapêutico da Música nos Idosos): “O presente texto revela alguns benefícios decorrentes das atividades musicais, reflete sobre a aplicação da musicoterapia nas pessoas idosas diagnosticadas com a Doença de Alzheimer.”

Aprendizagem – Manuela Leite, (Braga/Portugal), fala da capacidade de aprendizagem do idoso (Capítulo 8: Desenvolvimento Cognitivo e Aprendizagem ao Longo da Vida – ALV): “O cérebro está sujeito às alterações decorrentes do processo de envelhecimento que se inicia por volta dos 30 anos…”

Experiência intergeracional – Ana Navarro e Victoria Cilleros, (Salamanca/Espanha), destacam a importância das universidades abertas e a troca de experiência entre gerações (Capítulo 5: La Universidad como Puente entre Generaciones: Una Experiencia Intergeneracional de Coaprendizaje): “Cuando pensamos en educación o aprendizaje en la vejez, pensamos en los diferentes beneficios que puede tener. Por ejemplo, desarrollo de nuevas competencias y conocimientos que les permitan funcionar de manera más autónoma en la vida cotidiana, mejora del funcionamiento general, aumento del bienestar personal, crear nuevos lazos sociales, disponer de herramientas para participar y contribuir activamente en ese cambio, etc.”

Psicogerontologia – Irene Gaeta, Leonardo de Mello e Maria Angélica Hayar, (São Paulo/Brasil), destacam a importância do autoconhecimento para o idoso (Capítulo 4: Psicogerontologia – A Psicologia Analítica, o Envelhecimento e as Questões da Modernidade): “O envelhecimento é um processo individual que pode se constituir na possibilidade da realização de si mesmo… Para isso, é necessário o autoconhecimento, um aprofundamento no seu eu, para reinventar a própria vida.”

Psicologia positiva – Maria Teresa, Carlos Sequeira e Juan Roldán-Merino, (Barcelona/ Espanha; Porto/Portugal), mostram que podemos viver a velhice com nossas funções preservadas (Capítulo 6: Salud Mental Positiva): “El planteamiento que se presenta en este capítulo tiene sus orígenes entre los años 70-90 del siglo XX, un periodo en que el término salud mental positiva estaba poco utilizado, predominando otros conceptos positivos de la salud mental como satisfacción, bienestar mental o bienestar subjetivo.”

Representações da velhice – Beltrina Côrte, Fiama Zanini e Luciana Mussi, (São Paulo/Brasil), abordam a maneira como a velhice é representada no cinema (Capítulo 3: A Intergeracionalidade no Cinema Norte-americano): “A concepção de que filmes constituem-se recursos audiovisuais que viabilizam a percepção crítica sobre a realidade do envelhecimento, possibilitando a contraposição a ideias preconceituosas e vigência de estigmas sobre a velhice, levou-nos a fazer um levantamento de filmes de longa-metragem do cinema americano cujos enredos versam sobre questões ligadas ao longeviver…”

Transdisciplinaridade – Vítor Fragoso e Margarida Sotto Mayor, (Porto/Portugal), destacam a Transdisciplinaridade no plano da Gerontologia (Capítulo 1: Trans-Gerontologia: Uma Abordagem Emergente): “Falar de Abordagem Transdisciplinar é falar da necessidade de transformar práticas e saberes assim como da necessária e essencial transformação das pessoas e dos profissionais que os produzem.”

Esta é a melhor forma de adquirir conhecimento e contribuir com nossos esforços para levar até você as pesquisas mais recentes e significativas na área do envelhecimento. O Portal Edições não vende livros, dissemina conhecimentos qualificados para um longeviver de bem com a vida.

 

 

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Redação Portal do Envelhecimento

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