As ILPIs no cenário dos cuidados de longa duração à pessoa idosa

No Brasil, 12% dos habitantes são idosos. Em 2030, a projeção é de 30 milhões de pessoas maiores de 60 anos. Diante desta perspectiva, como as instituições que acolhem a pessoa idosa irão se adequar a essa grande demanda? Foi essa a pauta da discussão ocorrida no dia 17 de agosto durante o Seminário “As ILPIs no cenário dos cuidados de longa duração à pessoa idosa”, promovido pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de SP, pelo Fórum de Instituições de Longa Permanência para Idosos/SP e pelo Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento – OLHE.

Alessandra Anselmi * da Redação Portal: texto e fotos

 

as-ilpis-no-cenario-dos-cuidados-de-longa-duracao-a-pessoa-idosaO evento reuniu representantes de diversas instituições que acolhem idosos e palestrantes importantes na discussão do envelhecimento, tais como Ana Amélia Camarano, Silvia Regina Pissolatti de Campos Moura, Miriam Ikeda Ribeiro, Marília Viana Berzins, Tomiko Born, Elisabeth Domingues da Silva Jalbut, Helena Akemi Wada Watanabe e Rita Duarte do Amaral.

Foram apresentados exemplos no cuidado com idosos com financiamentos tantos privados quanto públicos. Sendo que a realidade hoje é que a grande maioria das ILPIs é de caráter filantrópico – que depende de doações – o que torna o processo de melhorias, moroso e pouco ainda profissional, segundo os moldes a que se deseja e precisa chegar as Instituições de Longa Permanência para Idosos.

as-ilpis-no-cenario-dos-cuidados-de-longa-duracao-a-pessoa-idosaHelena Watanabe, enfermeira da Faculdade de Saúde Pública da USP defendeu maior envolvimento do poder público no envelhecimento da população: “é muito importante pensar em políticas públicas para dar conta desse processo de envelhecimento da população como um todo, pois se a gente não tiver financiamento a gente não tem como prestar um trabalho com qualidade”.

Para Marília Berzins, do OLHE – Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento, as ILPIs precisam ocupar o lugar a que de fato merecem: “o que nós precisamos hoje é atualizar essa ideia de institucionalizações.

as-ilpis-no-cenario-dos-cuidados-de-longa-duracao-a-pessoa-idosaHoje com o envelhecimento atual e o do futuro que será ainda maior, a Instituição de Longa Permanência será um lugar para viver e estamos lutando para que elas sejam dignas. Queremos que as instituições sejam todas de qualidade oferecendo tudo que os idosos precisam”.

Para a assistente social e professora aposentada, Tomiko Born, que discursou sobre ILPI – um lugar para se viver, “para muitos, ir para uma ILPI é por si só um processo de luto, porque pode significar de que é o fim da linha, no entanto devemos cada vez mais nos preparar para viver nas ILPIs não como uma falta de opção mas como uma opção certa.

as-ilpis-no-cenario-dos-cuidados-de-longa-duracao-a-pessoa-idosaAs ILPIs devem ser um lugar que presta um acolhimento digno aos idosos até o fim de suas vidas”.

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O encerramento do evento foi marcado pela apresentação de Rita Amaral com o seu delicado trabalho fotográfico “Com a palavra: o criado mudo”.

Realizado dentro das ILPIs e que teve como estudo os “criados-mudos” dos idosos e as interessantes descobertas que ela fez ao lidar por meio da fotografia, com esse universo tão particular e tão significativo que traduz as lembranças, os desejos, os medos, a solidão, os sonhos daqueles que hoje estão institucionalizados.

 

 

 

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