Idosos são negligentes com o ajuste de próteses

A dentista Gesiamy Francisco de Oliveira recomenda que os usuários de próteses removíveis realizem exames periódicos anuais. Geralmente, os idosos utilizam a prótese por 10 ou 15 anos, sem sequer comparecer a uma consulta para avaliar a estabilidade do aparelho. Segundo ela, a percepção do usuário de que a dentadura está perfeita pode não corresponder à avaliação clínica do dentista.

Raquel do Carmo Santos 

Nesse sentido, Gesiamy desenvolveu pesquisa junto a uma instituição para idosos de Piracicaba, aplicando questionários e exames clínicos em 40 internos entre 65 e 85 anos de idade. A dissertação foi apresentada na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), da Unicamp, sob orientação do professor Eduardo Hebling.

A dentista concluiu que, na maioria dos casos, houve diferença significativa entre as respostas dos idosos e o exame feito por ela. “Eles respondiam no questionário que a prótese estava boa, mas na avaliação clínica percebia-se que havia problemas de estabilidade e retenção”, explica.

Segundo Gesiamy de Oliveira, é importante apurar esta autopercepção do idoso, que está relacionada com sua postura de não comparecer ao dentista. Ela alerta para as conseqüências de uma prótese desajustada à qualidade de vida, por conta dos incômodos para falar e para mastigar alimentos. Os idosos da pesquisa eram todos de baixa renda, ganhando entre zero e 1 salário mínimo.

Fonte: Jornal da Unicamp, 19/09/2006.

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Observação: Os artigos postados nesta sessão são encaminhados pelo Dr. Fernando Luiz Brunetti Montenegro

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