Envelhecimento: novos saberes

Leia as revelações feitas pelo livro e que irão enriquecer seus saberes: Alzheimer, aprendizagem, velhice positiva, no cinema, transdisciplinaridade, campos da Gerontologia que ampliam saberes sobre o longeviver. Não perca o seu exemplar.

 

O livro Gerontologia e Transdisciplinaridade, novo lançamento da Editora do Portal do Envelhecimento, é especial em vários aspectos. Inovador do ponto de vista artístico (capa e projeto gráfico), seu conteúdo traduz conhecimentos científicos em uma linguagem simples que, sem a iniciativa da Editora do Portal, poderia levar anos para ser divulgados. Veja abaixo as revelações feitas pelos autores que irão enriquecer seus saberes:

Alzheimer

Jadir Machado, Simony Faria e Katia Teixeira, (Rio de Janeiro/Brasil), apresentam o resultado de uma pesquisa valiosa para familiares e cuidadores envolvidos com pacientes portadores da Doença de Alzheimer (Capitulo 9: A Resiliência do Cuidador de Idosos com Alzheimer):

“Uma das características marcantes nas últimas décadas no Brasil e no mundo é o aumento significativo da taxa do envelhecimento populacional. Este fenômeno se tornou um tema de destaque em diversos campos do conhecimento. Com o processo de envelhecimento da população brasileira e a elevação de sua expectativa de vida, percebe-se também um aumento significativo no aparecimento de doenças, sobretudo doenças crônico-degenerativas, como é o caso da Doença de Alzheimer, sendo esta a mais predominante em todos os continentes, destacando-se a América do Sul, cujos índices apresentam uma razão duas ou três vezes maior que as outras doenças degenerativas.”

O livro tem mais um artigo que contempla o cuidado com pacientes diagnosticados com  Alzheimer. O autor, Arthur Neto, (Rio de Janeiro/Brasil), trabalha com musicoterapia (Capítulo 7: O Papel Terapêutico da Música nos Idosos):

“O presente texto pretende apresentar alguns benefícios decorrentes das atividades musicais, abordar a produção musical de alguns compositores eruditos durante a sua velhice, refletir sobre a aplicação da musicoterapia nas pessoas idosas diagnosticadas com Doença de Alzheimer e, finalmente, abordar a nossa oficina pedagógica denominada Viagens Musicais, desenvolvida com pessoas idosas na Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), sob a nossa responsabilidade.”

Aprendizagem

Manuela Leite, (Braga/Portugal), compartilha suas pesquisas em torno de um tema fundamental, a capacidade de Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV). Por muito tempo prevaleceu a ideia que só se aprende enquanto jovem, como se o declínio cognitivo fosse natural a partir dos 30 anos. Esquecer o que se aprendeu ou mesmo perder a capacidade de aprender coisas novas está longe de ser natural. Podemos perfeitamente chegar aos 100 anos lúcidos e capazes de consumir, produzir e transmitir conhecimentos (Capítulo 8: Desenvolvimento Cognitivo e Aprendizagem ao Longo da Vida – ALV):

“O cérebro é um órgão que à semelhança de todos os outros está sujeito às alterações decorrentes do processo de envelhecimento que se inicia por volta dos 30 anos. São observáveis alterações na substância branca e cinzenta. Não obstante, verificam-se que estas alterações não ocorrem igualmente em todos os indivíduos dentro de uma faixa etária, sendo mais evidentes em idosos com uma baixa performance cognitiva. Numa tentativa de compreender as diferenças intraindividuais e, por conseguinte, o envelhecimento cerebral, têm surgido algumas teorias, sendo o modelo HAROLD de Cabeza (2002) um dos mais populares. Este representa acima de tudo um mecanismo compensatório que tem como principal objetivo diminuir o impacto ao nível dos processos cognitivos produzido pelas alterações cerebrais…”

Nesta mesma linha temos o artigo de Rita Barros e Angélica Monteiro (Porto/Portugal). Elas partem do princípio que o idoso tem plena capacidade de aprender e, por isso, as portas do mundo digital devem estar abertas e esta faixa etária (Capítulo 2: Aprendizagem ao Longo da Vida e Inclusão Digital de Adultos Idosos):

“Na história das sociedades ocidentais, os conceitos de educação e aprendizagem estiveram sempre vinculados ao sistema educativo formal e, desta forma, o foco de preocupação das políticas educativas centrou-se nas primeiras fases do ciclo de vida, designadamente na infância e adolescência. Com a industrialização, e posterior advento tecnológico, a aprendizagem na idade adulta passou a ser considerada essencial para a potencialização do exercício profissional. Assim, a Educação das pessoas adultas centrou-se na formação para o trabalho, privilegiando uma lógica instrumental de produtividade e desenvolvimento econômico. Atualmente, a educação dirigida aos idosos tem vindo a merecer progressiva atenção, não apenas pela sua conformidade com o princípio da ALV (Aprendizagem ao Longo da Vida), como pela sua centralidade na promoção do envelhecimento ativo, considerando os atuais desafios sociodemográficos. Em ambos os casos, a inclusão digital de adultos idosos pode constituir-se uma estratégia com potencialidades únicas.”

As autoras Ana Navarro e Victoria Cilleros, (Salamanca/Espanha), destacam a importância das universidades abertas e a aproximação entre gerações (Capítulo 5: La Universidad como Puente entre Generaciones: Una Experiencia Intergeneracional de Coaprendizaje):

“Cuando pensamos en educación o aprendizaje en la vejez, pensamos en los diferentes beneficios que puede tener. Por ejemplo, desarrollo de nuevas competencias y conocimientos que les permitan funcionar de manera más autónoma en la vida cotidiana, mejora del funcionamiento general, aumento del bienestar personal, crear nuevos lazos sociales, disponer de herramientas para participar y contribuir activamente en ese cambio, etc.”

Ainda dentro da perspectiva de aprendizagem, Irene Gaeta, Leonardo de Mello e Maria Angélica Hayar, (São Paulo/Brasil), veem a capacidade do idoso empreender um mergulho profundo no seu íntimo para melhor se conhecer e se preparar para a etapa final de sua jornada (Capítulo 4: Psicogerontologia – A Psicologia Analítica, o Envelhecimento e as Questões da Modernidade):

“O envelhecimento é um processo individual que pode se constituir na possibilidade da realização de si mesmo, com o processo de individuação – metanóia. Na segunda etapa da vida há maior dificuldade para lidar com o mundo interior. O indivíduo não sabe qual o real desejo da sua alma, porque não se conhece. Quando se tem a serenidade de reconhecer o verdadeiro desejo da sua alma, a vida pode ser mais fácil. Para isso, é necessário o autoconhecimento, um aprofundamento no seu eu, para reinventar a própria vida. É preciso redirecionar as energias de sua alma, num resgate de si próprio, buscando o autoconhecimento, perscrutando suas profundezas, reinventando a sua vida.”

Velhice positiva

Da Penísula Ibérica, Maria Teresa, Carlos Sequeira e Juan Roldán-Merino, (Barcelona/ Espanha; Porto/Portugal), mostram que podemos atingir a velhice com nossas funções preservadas e indicam caminhos que tornam melhor o longeviver (Capítulo 6: Salud Mental Positiva):

“El término Salud Mental Positiva es, en la actualidad, un concepto ampliamente utilizado por que la perspectiva positiva de la salud mental ha tenido grandes avances, tanto a finales del siglo XX como en la primera década del siglo XXI. En este sentido, destaca el surgimiento de la psicología positiva como área de investigación específica en el marco de los estudios del funcionamiento mental del ser humano. Sin embargo, el planteamiento que se presenta en este capítulo tiene sus orígenes entre los años 70-90 del siglo XX, un periodo en que el término salud mental positiva estaba poco utilizado, predominando otros conceptos positivos de la salud mental como satisfacción, bienestar mental o bienestar subjetivo. Para las personas que hace años nos dedicamos al estudio de la salud mental positiva, los avances en este campo son satisfactorios. Pero, los inicios del movimiento de estudio de la perspectiva positiva de la salud mental resultan muy interesantes para la reflexión y para encontrar algunas ideas de conexión con la situación actual.”

Velhices no cinema

Beltrina Côrte, Fiama Zanini e Luciana Mussi, (São Paulo/Brasil), abordam a maneira como o idoso é visto pela Sétima Arte. As autoras nos conduzem a uma viagem de sonhos por meio do cinema americano (Capítulo 3: A Intergeracionalidade no Cinema Norte-americano):

“O prolongamento da vida exige redefinição das relações sociais, como lugares de expressão dos discursos, assim como espaços possíveis de se exercer a cultura da longevidade. A concepção de que filmes constituem-se recursos audiovisuais que viabilizam a percepção crítica sobre a realidade do envelhecimento, possibilitando a contraposição a ideias preconceituosas e vigência de estigmas sobre a velhice e a intergeracionalidade, levou-nos a fazer um levantamento de filmes de longa-metragem do cinema americano cujos enredos versam sobre questões ligadas ao longeviver, baseando-nos na Teoria das Representações Sociais de Serge Moscovici (2010).”

Transdisciplinaridade

Os coordenadores desta coletânea, Vítor Fragoso e Margarida Sotto Mayor, (Porto/Portugal), versam em seu artigo sobre a Transdisciplinaridade no estudo da gerontologia. É realmente importante e esclarecedor para quem trabalha com idoso e deseja ampliar seus conhecimentos (Capítulo 1: Trans-Gerontologia: Uma Abordagem Emergente):

“Falar de Abordagem Transdisciplinar é falar da necessidade de transformar práticas e saberes assim como da necessária e essencial transformação das pessoas e dos profissionais que os produzem. Falamos de mudança de atitude e da transformação da lente com que olhamos a realidade e do modo como interagimos com ela. Falamos de um novo olhar. Desassossega-nos a visão científica espartilhada, fragmentada que nos afasta das pessoas, das suas histórias e vivências concretas.”

GERONTOLOGIA E TRANSDISCIPLINARIDADE – LIVRO I
Formato: 14 x 21
Tamanho: 244 páginas
Papel: pólen 80g
Preço: R$ 39,90

Grátis e-book e cartão postal para os 100 primeiros pedidos.

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Redação Portal do Envelhecimento

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