Alzheimer e demências similares: práticas e atividades para se aplicar no dia a dia

O envelhecer chega carregado de uma mistura de sentimentos, comportamentos, expectativas e sonhos… sim, sonhos, por que não? Com este propósito que idealizei o livro “Alzheimer: identificar, cuidar, estimular. Práticas e atividades para se aplicar no dia a dia”, procurando transmitir didaticamente o conhecimento que acumulei com meu trabalho, pesquisas e minhas vivências na ABRAz.

 

Embora o envelhecimento seja um processo comum e irreversível a todo ser vivo, ainda provoca incertezas, medo e angústia, como se nos deparássemos com o desconhecido, com um corpo que não reconhecemos em nós, com o sentimento de “inutilidade” propagado por uma sociedade na qual a aposentadoria significa perda de papéis sociais, inatividade.

Portanto, sentimos um enorme receio de alcançar esta fase da vida e não desfrutarmos do sonho da tão merecida aposentadoria, do descanso, de enfim termos tempo para ler um livro sem pressa, viajar por mais tempo, aproveitar a companhia de pessoas queridas, frequentar mais a praia ou o sítio. Em vez disso, vivemos o receio de desenvolvermos uma doença que nos torne dependentes.

Porém, nenhum receio é maior do que imaginar a possibilidade de esquecer-se de alguém que se ama ou ser esquecido. Sim, estamos nos referindo a uma doença crônica, degenerativa, progressiva e muito temida, a Doença de Alzheimer.

Com a expectativa de vida da população mundial crescendo gradativamente década após década, aumenta o número de diagnósticos de Alzheimer, o que leva as pessoas a buscarem mais informações sobre o assunto, às vezes beirando a neurose. Pensando em tudo isso, dediquei-me a escrever um livro o mais abrangente possível, tanto para desmistificar como para orientar os leitores a “viver” apesar da ameaça deste temido vilão que não é o único a tentar roubar nossos sonhos. Garimpei estratégias e atividades para contemplar principalmente o declínio cognitivo que podem levar embora nossas lembranças.

Precisamos compreender o processo de envelhecimento com um olhar abrangente, visando o ser humano em sua totalidade, considerando os âmbitos biológico, psicológico, social, cultural e espiritual na busca de práticas que promovam qualidade de vida e garantam autonomia e independência enquanto possível e, acima de tudo, a dignidade da pessoa idosa, afetada ou não por uma doença, seja ela Alzheimer ou uma demência similar.

Com este propósito que idealizei o livro “Alzheimer: identificar, cuidar, estimular. Práticas e atividades para se aplicar no dia a dia”. Procurei transmitir didaticamente o conhecimento que acumulei com meu trabalho, pesquisas e minhas vivências na ABRAz (Associação Brasileira de Alzheimer – Regional São Paulo) ao participar de um grupo de apoio para pessoas e familiares atingidos pela Doença de Alzheimer.

No livro, como anuncio no título, divulgo práticas e atividades que podem ser realizadas pelos familiares e cuidadores no próprio lar. Faço uma reflexão sobre o envelhecimento e convido outros profissionais da área a repensar sua atuação profissional, discutindo possibilidades de intervenções e manejos clínicos para atuar neste contexto.

Um diagnóstico precoce de Doença de Alzheimer (DA) pode representar um duro golpe para uma família, mas é de vital importância para se confrontar a doença. Discutimos caminhos que podem amenizar sofrimentos e possibilitar ganhos significativos para quem desenvolveu a DA ou uma demência similar. Como psicóloga, procurei oferecer ferramentas para a família compreender melhor este delicado momento e se preparar para o futuro.

Meu desejo é que as pessoas, principalmente aquelas que desenvolveram a Doença de Alzheimer, recebam um cuidado humanizado, sejam compreendidas e tratadas de forma correta e digna. Espero que esta discussão seja oportuna e contribua para melhorar as intervenções dos profissionais de todas as áreas que lidam com o envelhecimento e suas implicações. Lembrando sempre que não devemos falar em tratar doenças, principalmente a DA, o correto é falarmos em tratar as pessoas que possuem uma doença sem jamais nos esquecermos de oferecer suporte aos seus familiares e cuidadores.

Uma boa leitura a todos e um apelo: não abra mão dos seus sonhos, pois é mais provável que tenhamos uma velhice saudável do que o contrário.

Alzheimer: identificar, cuidar, estimular
Práticas e atividades para se aplicar no dia a dia

Formato: 14 x 21
Tamanho: 262 páginas
Papel/miolo: pólen 80gr
Preço: 39,90

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(*) Simone de Cássia Freitas Manzaro – Psicóloga formada pela Universidade Nove de Julho, realiza atendimento psicológico de adultos e idosos. É voluntária na Associação Brasileira de Alzheimer-ABRAz-SP. Possui experiência em estimulação cognitiva para pacientes com Demência de Alzheimer e similares; atua também com estimulação cognitiva preventiva; Realiza consultoria em psicogerontologia orientando familiares e cuidadores, criando estratégias e atividades para lidar com o paciente no dia a dia, supervisionando treinamento prático. É membro colaborador do site Portal do Envelhecimento, Portal Plena e do site Alzheimer- Minha Mãe tem. E-mail: simonemanzaro@gmail.com

 

Simone de Cássia Freitas Manzaro

Simone de Cássia Freitas Manzaro

Psicóloga, realiza atendimento psicológico de adultos e idosos. Voluntária na Associação Brasileira de Alzheimer-ABRAz. Experiência em estimulação cognitiva para pacientes com demências; atua com estimulação cognitiva preventiva e consultoria gerontológica, orientando familiares e cuidadores, criando estratégias e atividades para lidar com o paciente no dia a dia, supervisionando treinamento prático. E-mail: simonemanzaro@gmail.com

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